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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

QUE TIPO DE NEGOCIADOR VOCÊ É?


Negociar é uma arte. Chega aos melhores resultados quem estiver melhor preparado e quem conhecer bem o perfil dos envolvidos no processo – o que requer saber também qual o seu perfil e como você atua em uma negociação.

Para Roberto Fialkovits, professor da BBS Business School no Brasil e em Angola, é importante levantar o máximo de informações sobre os interesses e características da parte adversária. O especialista lembra os quatro perfis de negociadores, listados pelo autor Carlos Alberto Júlio no livro A Magia dos Grandes Negociadores: o pragmático, o expressivo, o afável e o analítico.

O pragmático, em geral, é bastante decidido, eficiente, rápido, objetivo, exigente crítico, impaciente e insensível. Já o expressivo é criativo, empreendedor, entusiasmado, estimulante, persuasivo, porém, superficial, exclusivista, impulsivo e inconstante. O chamado afável é bastante amável, compreensivo, prestativo, bom ouvinte, integrador, mas também fingido e ineficiente. Por fim, há o analítico, que costuma ser sério, organizado, paciente, cuidadoso, controlado, indeciso, meticuloso, teimoso e perfeccionista.

“Se você pelo menos descobrir a formação da outra parte, já ajuda”, diz Fialkovits. De acordo com o acadêmico, um engenheiro, por exemplo, tem grandes chances de ser analítico. Formados na área de marketing ou de administração, temas ligados ao comercial ou ao público, costumam ter o perfil expressivo.

O pragmático, explica o professor, não segue exatamente uma fórmula, mas geralmente não possui habilidade com a parte comercial, pode ter cargos mais elevados, como a presidência de uma empresa. O afável é aquela figura que ajuda a fazer a ponte entre as equipes, ouve bastante, não afronta.

O pior perfil para se lidar em uma negociação, segundo o professor, é o analítico. “Ele não dá nenhum sinal de satisfação ou insatisfação durante o processo.” Outra dica é usar esses perfis e fazer uma composição de forças. “Vale misturar os perfis que funcionem melhor juntos. O expressivo com o analítico, por exemplo, costuma ser uma boa combinação. O importante é jogar com esses perfis”, afirma.

Descobriu seu perfil ou do seu oponente? Anote outras dicas do especialista para uma boa negociação.

Estruture um plano antes da interação. Não parta para a negociação do preço (posição) antes de falar de necessidades, as condições da negociação.

Mapeie o interesse dos dois lados. É possível conseguir uma série de benefícios antes da negociação com isso.

Escolha sua abordagem: integrativa ou distributiva. A integrativa agrega valor aos dois lados, é o caso de uma parceria, quando as duas empresas dependem uma da outra. A distributiva é a melhor opção para um relacionamento de curto prazo, como compras.

Tenha uma alternativa na manga. Faça os planos A, B e C. Se houver algum problema na negociação, você sabe o quanto pode puxar a corda, o quanto pode conceder ou não.

Fique atento às fontes de poder. Elas são uma vantagem na negociação. Se a empresa que você representa é uma companhia sólida, com um alto poder de investimento, por exemplo, use isso a seu favor.


Fonte: Época negócios


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Como poupar e realizar sonhos

Quanto tempo você reserva no mês para pensar no seu dinheiro? A maioria dos brasileiros, se realmente for ser sincera, terá que responder pouco, muito pouco. Mario Petronilho, especialista em finanças pessoais, tem algumas dicas para te ajudar a a controlar as despesas, poupar e ficar mais próximo de seus sonhos – mas você terá que gastar tempo com isso, sim.



A primeira dica é básica: faça um orçamento. Anote todas as suas receitas e despesas. Mas todas mesmo: alimentação, aluguel/prestação da casa, água, luz, telefone, transporte – público ou carro – educação, vestuário, farmácia, gastos com datas comemorativas, salão de beleza, imprevistos etc. Depois, subtraia do valor da receita total o valor da despesa total e veja se sobra ou falta dinheiro. Petronilho lembra que, apesar de chato, esse é o melhor jeito para descobrir qual é a sua capacidade de poupar. Simples e muito útil, acreditem.

Depois de montar o orçamento, planeje seus gastos . O ideal é saber exatamente o quanto você pode gastar antes de sair de casa para controlar possíveis impulsos. “Quando você entra em um shopping sabe exatamente o quanto pode gastar? Não. O que acontece? Acaba comprando algo que não precisa e que prejudica o orçamento”, afirma. Segundo ele, o ideal é se questionar sobre a real necessidade do objeto desejado. Faça a pergunta: Se eu não comprar, irá me fazer falta?

A terceira dica é cortar despesas pequenas. Segundo o especialista em finanças pessoais, a maioria das pessoas não deixa de economizar porque financia o carro ou a casa, mas porque gasta com pequenas despesas e não percebe. Ele sugere rever o plano da TV a cabo e cancelar o telefone fixo. “O que estraga o orçamento é aquela comanda da balada no final da noite”.

Por último, o especialista sugere alguns hábitos que fazem toda a diferença: o pagamento das contas sempre em dia para evitar juros e multas, organizar e renegociar dívidas, aproveitar o décimo terceiro salário para economizar, poupar sempre entre 10% e 20% de sua remuneração, nunca emprestar o nome para outras pessoas e controlar os cartões de crédito adicionais. O segredo para o sucesso financeiro está muito mais próximo do que você imagina.

Para quem quer aprender mais, aí vai uma pequena lista de livros e sites sobre o assunto preparada por Petronilho:

Livros


Pai Rico, Pai Pobre – Robert Kiyosaki e Sharon Lechter
Como Organizar Sua Vida Financeira – Gustavo Cerbasi
Investimentos Inteligentes – Gustavo Cerbas


Sites


www.comoinvestir.com.br
www.meubolsoemdia.com.br
www.investeducar.com.br




Fonte: Revista Época negócios