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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Governo estuda rever limites dos planos de banda larga popular

Paulo Bernardo quer aumentar limite de velocidade e download. Venda de assinatura de plano de 1 Mbps a R$ 35 teve início em outubro.


Cerca de oito meses após o início da venda de planos da chamada internet popular, com mensalidade a R$ 35, dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o governo já admite rever as bases do projeto, sua principal bandeira na área de telecomunicações.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirma ao G1 que discute com as operadoras de telefonia, que vendem as assinaturas da banda larga popular, o aumento da velocidade e do limite de download (capacidade de baixar arquivos e de navegação na internet) dos planos.saiba maisEntenda o Plano Nacional de Banda LargaVeja lista das 100 primeiras cidades do Programa Nacional de Banda Larga

“Nós vamos ter que renegociar [com as teles] para aumentar esses limites [de download]”, diz o ministro. “Já conversei com o pessoal da Anatel. Nós temos que começar a preparar um conjunto de ações adicionais ao PNBL para aumentar a velocidade mínima da internet”, completa.

Pelo acordo firmado entre o governo e as teles no ano passado, o pacote com mensalidade de R$ 35 – ou R$ 29 em estados onde há desoneração do ICMS – deve oferecer conexão com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps), com limite de download mensal de 300 megabytes (MB) para a internet fixa e de 150 megabytes para a móvel (modem). Com até 300 megabytes, é possível “baixar” 100 músicas ou 300 fotos em alta resolução.

Já a velocidade de 1 Mbps exige duas horas e 40 minutos para fazer o download de um filme de 1,2 GB – isso se não for levado em conta o limite de capacidade e caso a conexão não tenha variação de velocidade.


Reclamações


Bernardo diz que foram identificadas reclamações de usuários quanto a esses limites, considerados baixos. E que o problema tem levado boa parte dos assinantes da internet popular a migrar para pacotes mais recheados, fora do PNBL.

Com a revisão, Bernardo admite que a assinatura da internet popular pode ficar mais cara. Ele diz, porém, que o governo vai trabalhar para que o preço seja acessível. “Não quer dizer que precisa ser R$ 35 [o valor da assinatura após a revisão], mas tem que ser um preço razoável."

Na assinatura do acordo com as teles, houve críticas aos limites impostos no plano. Na época, Bernardo afirmou que, com o PNBL, o governo estava “elevando o patamar” da velocidade da internet no país, já que metade das conexões em funcionamento até então estava abaixo de 1 Mbps.

Até março, segundo o ministro, 1.300 cidades do país já contavam com oferta dos pacotes populares. O ministério não tem dados sobre número de assinantes.


Histórico


O acordo do PNBL foi fechado com as concessionárias de telefonia fixa [Telefonica, Oi] no final de junho de 2011. Depois, TIM e Claro, empresas de telefonia móvel, anunciaram a adesão ao programa. O PNBL tem o objetivo de massificar o acesso à internet em todo o país até o final de 2014.

O plano prevê que o limite de download dentro dos planos do PNBL aumente gradativamente. Para a banda larga móvel, ele deve chegar a 1 gigabyte na metade de 2013. Já na banda larga móvel, vai variar entre 300 e 500 MB no mesmo período.

Quando o assinante atinge esses limites, tem a opção de pagar um adicional para manter a velocidade da conexão. Caso contrário, a velocidade será reduzida, mas o serviço será mantido. O contrato não prevê, porém, a obrigatoriedade de as concessionárias manterem uma velocidade mínima.

Na época da assinatura do acordo, também havia a previsão de evolução gradual da velocidade nos planos populares, que deviam chegar a 5 Mbps para boa parte dos assinantes até 2014. Paulo Bernardo diz que o ministério também vai negociar a antecipação dessa meta.


Fonte: G1


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Facebook vai mudar bruscamente!





Mark Zuckerberg habituou o mundo a uma coisa e agora pretende mudá-la. O Facebook, a maior rede social do mundo, a caminho dos 800 milhões de utilizadores, vai mudar radicalmente. Na conferência F8, onde estiveram presentes milhares de programadores, o criador e CEO da rede mostrou a nova forma de interação com a rede social.



‘Timeline’ é a principal novidade

Basicamente, o Facebook passará a ser algo como um jornal pessoal de cada um. A ‘Timeline’ vem pra acabar com o velho perfil e transformá-lo na sua vida, autenticamente. Os utilizadores vão passar a publicar mais sobre a sua vivência, desde a nascença até aos dias de hoje. O objetivo principal é de fato dar aos outros a possibilidade de saber mais sobre si e sobre a sua história, permitindo-lhes saber mais sobre o seu passado, e não apenas sobre o que lhe acontece nos dias de hoje. O topo da página vai de encontro a isso mesmo, onde aparecerá uma fotografia sua preenchendo toda a tela.


Feed de notícias renovado e polêmico

Até agora, na primeira página do Facebook, você poderia ver as atualizações dos seus amigos, ou das páginas que segue. As opções não eram muitas, mas para grande parte, eram suficientes. Ou via as principais, que normalmente eram atualizações com datas até 48 horas antes, no máximo, ou escolhia as mais recentes, e estava a par de tudo, praticamente em tempo real.

É aqui que entra uma das principais modificações do novo Facebook, ao mesmo tempo uma das mais polêmicas.

A partir de agora, a forma como o conteúdo é disponibilizado muda radicalmente. No topo passamos a ter as notícias principais, e no fundo as mais recentes. As primeiras são controladas a partir de uma série de fatores como a relação que temos com o autor por exemplo. O conteúdo mais pobre, com menos comentários e gostos perde relevância.



Música junta amigos virtualmente

Outra das grandes novidades da F8, embora o rumor já circulasse há muito tempo na internet, é o serviço de música que o Facebook vai passar a disponibilizar. A partir de uma parceria com a Spotify, vai ser possível ouvir música na rede social, juntamente com amigos, como se tivesse com eles num bar ou numa discoteca.

Todas estas novidades foram apresentadas na F8, conferência anual da rede social. Algumas já fazem atualmente correr milhares de críticas ao Facebook. Grande parte dos utilizadores não concordam com as mudanças e alguns dizem-se até confusos.

Embora sejam as mudanças mais radicais na rede social, é certo que não são as primeiras. No passado, outras foram contestadas, mas os utilizadores acabaram por se habituarem às novas ‘leis’ de Zuckerberg. Segundo alguns especialistas, é tudo uma questão de tempo.

Como já é habitual, as mudanças serão implementadas de uma forma gradual nas próximas semanas.

Veja o vídeo de apresentação do 'Timeline':


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Internet popular começa a ser oferecida em 344 municípios.



A partir do dia 1º de outubro, moradores de 344 municípios poderão contratar internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) a R$ 35, dentro do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). As empresas de telefonia fixa que firmaram termos de compromisso com o governo para participar do programa confirmaram o início das ofertas, encaminhando ao Ministério das Comunicações a lista de municípios a serem atendidos na primeira fase.


A expectativa é que até o final do ano o número de municípios atendidos chegue a 544. O valor do serviço pode chegar a R$ 29,90 nos estados onde haverá isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Os termos de compromisso firmados com as empresas de telefonia Oi, Telefônica, Algar Telecom e Sercomtel determinam os principais requisitos a serem cumpridos pelas empresas, como preço e velocidade. Também estabelecem que as operadoras não poderão fazer venda casada, ou seja, obrigar o consumidor a comprar outro produto além da conexão à internet, mas poderão ofertar internet móvel onde não for possível por meio da fixa.

A operadora Oi informou disse nesta sexta-feira (30) que já começou a oferecer, em 100 municípios, o serviço de internet chamado Oi Velox nos moldes do PNBL. A empresa também vai oferecer um pacote de serviço que inclui a internet e o telefone fixo por até R$ 69,90 mensais, ou R$ 64,80 nos estados com isenção de ICMS. O modem será cedido em regime de comodato, e o provedor de acesso à internet não será cobrado. Até o fim do ano, as ofertas do Oi Velox serão estendidas para outras 200 cidades e, até o fim de 2014, a todos os 4.800 municípios da área de atuação da empresa.

A Telefônica também iniciou ontem a oferta de banda larga dentro do PNBL, direcionando o serviço para 229 cidades do estado de São Paulo. Segundo a empresa, o pacote que inclui telefonia fixa e internet custará a partir de R$ 57,30. No caso da banda larga fixa, a oferta é um valor de R$ 29,80 e não inclui, promocionalmente, nenhum tipo de limite de downloads. A Telefônica também já oferece, por meio de sua empresa de telefonia móvel, a Vivo, internet móvel a R$ 29,90 em mais de 1,5 mil cidades onde a operadora possui rede 3G.

As operadoras de telefonia móvel TIM e Claro também já firmaram acordo com o governo para oferecer internet por meio da tecnologia 3G com velocidade de 1 Mbps a preços populares. No caso da TIM, as primeiras localidades atendidas são do Distrito Federal e de Goiás e a expectativa é contemplar 1.000 cidades até 2012. A Claro já está oferecendo internet móvel para os 515 municípios onde já tem cobertura 3G. Na próxima semana, o Ministério das Comunicações vai publicar na internet uma lista completa dos municípios onde já está havendo oferta de banda larga a preços populares. Nesta quinta-feira (29), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu que o governo vai acompanhar e cobrar das empresas o cumprimento do termo de compromisso. Segundo ele, as empresas estão oferecendo o serviço antes mesmo do prazo estabelecido pelo ministério.