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terça-feira, 6 de março de 2012

15 dicas para tirar boas fotos do imóvel!

Na hora de anunciar a venda do imóvel em portais na internet, utilizar boas fotografias é o primeiro passo para alavancar bons negócios.

Dizem que a primeira impressão é a que fica. E quando se trata da venda de imóveis, este ditado nunca foi tão preciso. As fotos podem impressionar o cliente positivamente ou fazer com que o mesmo sequer tenha interesse em saber mais informações sobre o imóvel.A coordenadora de projetos da Base Software, Gabriela Mizarela Jardim, selecionou algumas dicas para aqueles que buscam tirar boas fotos, mesmo não sendo um fotógrafo profissional.

• Dê destaque à paisagem, caso o imóvel tenha uma paisagem interessante, opte por dar visibilidade a ela;

• Aumente a sensação de espaço, experimente fotografar a partir de um canto da divisão, de uma altura elevada;

• Dê mais profundidade à fotografia, fotografe alguns objetos do imóvel como cadeiras, vasos, etc.

• Procure o melhor ângulo, diferentes ângulos poderão dar a sensação de espaços diferentes ao imóvel;

• Fotografe características que definam o tipo de imóvel, como por exemplo: moderno, rústico, etc;

• Utilize números ímpares nos objetos de decoração. Isto promove o equilíbrio da imagem (ex: 1 vaso de flores, 1 livro, 1 relógio pequeno);

• Não fotografe áreas desarrumadas ou sujas;

• Não fotografe reflexos nos vidros e espelhos;

• Não fotografe banheiros com a tampa do vaso sanitário aberto;

• Interfira na “cena” tirando fios aparentes, virando as tampas dos lixos todas para o mesmo lado. Caso não consiga interferir no espaço lembre-se de ir de um lado para o outro procurando os ângulos que são mais interessantes e com menos interrupções.

• Remova os Post-its e os ímãs das geladeiras e paredes;

• Consulte revistas e sites de decoração de interiores ou arquitetura;

• Se necessário, mude os móveis de lugar;

• Utilize alguns objetos de decoração, como vasos com flores e velas;

• Verifique se as toalhas estão limpas e substitua o sabonete antigo por um novo;



No caso de áreas mobiliadas:

Fotografe itens importantes que valorizem o imóvel, como eletrodomésticos, móveis, etc;

Despersonalize o imóvel, retirando todos os objetos pessoais do proprietário, como por exemplo: fotos, troféus, etc.


No caso de áreas não mobiliadas:

Experimente colocar elementos decorativos, que transmitam bem-estar e a sensação de um imóvel pronto para morar (ex: toalhas, revistas …).


Técnicas

Segure a máquina com a palma da mão para cima e segure a base da máquina, caso contrário, a sua fotografia poderá sair inclinada;

A fotografia deve ser tirada ao nível do tórax, para isso abaixe-se ligeiramente e junte os braços ao corpo;

Sempre que possível, utilize o tripé para fotografar, ele é seu melhor amigo ;

Ao fotografar objetos ou superfícies altamente reflexivos é melhor não usar o flash;

Lembre-se de focalizar o item que deseja destacar na foto.

Acostume-se a utilizar a grade na tela de sua câmera digital ao compor suas fotos. Diferente de colocar os elementos da foto diretamente no centro, tente posicioná-los próximo aos pontos onde as linhas se cruzam. Isto proporciona uma composição mais dinâmica do que simplesmente centralizar o objeto. Se sua câmera for equipada com foco automático, primeiro focalize o objeto no centro do quadro; em seguida, mantenha o botão do obturador (disparador) pressionado até a metade para travar o foco enquanto você recompõe a cena com o objeto levemente fora do centro.

Fonte: Redimob

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Os cinco “nãos” da negociação.

Corretor de imóveis lista as principais qualidades facilitadoras da negociação com o cliente, às quais os profissionais devem estar atentos.

Negociar é um dos processos mais importantes durante a venda de um imóvel. O corretor de imóveis, Guilherme Machado, afirma que nessa etapa é importante compreender que não é uma competição para saber quem tem mais poder, mas a habilidade de gerenciar interesses diversos a fim de se chegar a um resultado satisfatório. 

Baseado nisso, o corretor de imóveis postou em seu blog, os cinco “nãos” de uma negociação com o cliente, ou seja, algumas qualidades facilitadoras às quais os profissionais devem estar atentos.


Não demonstre ansiedade. Em um relacionamento, não nos comunicamos apenas por palavras, o nosso corpo também comunica e os outros percebem quando estamos ansiosos. “Vale lembrar que a venda é um relacionamento e que essa relação requer confiança e segurança. Com isso, a postura do profissional da intermediação imobiliária deve transmitir credibilidade”.

Não omita informações. 
“Se o relacionamento exige confiança, as informações incompletas ou irreais devem ser extintas, pois o risco dessa relação não ter sucesso é muito grande. A honestidade e a transparência são as maiores virtudes neste processo”.


Não insira fatos que não estejam relacionados ao contexto. Tenha suas bases em informações concretas para evitar frustrações. “Imagine o cliente no meio de um raciocínio e o corretor o interrompe com a frase “eu sei o que você está querendo dizer”. Esta situação, além de ser desagradável pelo fato de ter sido interrompido, pode gerar duas circunstâncias:

1. O corretor corre o risco de não saber o que o comprador estava realmente pensando e pode gerar uma expectativa que não será atendida, o que leva à segunda consequência.

2. O comprador pode entender que o corretor não estava atento, não estava envolvido no processo.

Não interrompa. 
“Se o corretor tem a certeza de que sabe o que o outro está pensando, o melhor é deixá-lo terminar o raciocínio, utilizando essa expertise, de compreendê-lo ao seu favor para criar um rapport, ou seja, uma sintonia com o comprador", afirma Machado.


Não imponha o seu pensamento. Guilherme Machado atenta que é importante exercitar uma das principais técnicas de vendas: ouvir. “É comum termos o hábito de pensar que quem domina uma negociação é aquele que fala mais. Mas é ouvindo que os profissionais da intermediação imobiliária conseguirão as ferramentas e fundamentações necessárias para realizar um bom negócio.Lembre-se: a melhor venda é aquela em que ambas as partes ficam satisfeitas.

Fonte: Redimob

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Banco do Brasil faz parte do projeto Minha Casa Minha Vida.


O Banco do Brasil (BB) já está participando ativamente do Programa Minha Casa Minha Vida faixa 1 (destinado à população com renda entre zero e 1600 reais) e também do financiamento de grandes empreendimentos imobiliários (Plano Empresário). Em função do grande volume de operações, o BB abriu credenciamento para a prestação de serviços técnicos dos profissionais especializados na área de Engenharia.

A execução desses trabalhos será realizada conforme normas técnicas e formulários, orientações, rotinas e prazos estabelecidos pelo Banco do Brasil, e será objeto de análise pelo seu quadro técnico de engenharia. O Credenciamento permite a escolha das regiões em que a empresa deseja atuar (cidades-pólo em diversos estados brasileiros).

O gerenciamento e a contratação serão realizados pelo Centro de Serviços de Logística - São Paulo (CSL-SP) e os editais de credenciamento, citados logo abaixo, podem ser obtidos na íntegra através do portal http://www.bb.com.br > Outros sites > Compras,Contratações e Venda de Imóveis > Compras e Contratações >Avisos e Editais > São Paulo (SP).

Edital 2010/00017 - Elaboração de laudos de avaliação de imóveis urbanos residenciais e comerciais envolvidos em operações de financiamento imobiliário, análise técnica de projeto e orçamento para construção de unidades isoladas e realização de vistorias técnicas para medições de serviços executados em obras para construção de unidades isoladas com financiamento concedido pelo banco. Esclarecimentos com o Engenheiro Carlos, fone: 11-2313-2912

Edital 2011/00233 - Análise técnica de projeto e orçamento para construção de empreendimentos habitacionais horizontais e verticais (habitações coletivas), realização de vistorias técnicas para medições de serviços executados em obras de construção de empreendimentos habitacionais horizontais e verticais (habitações coletivas) com financiamento concedido pelo banco. Esclarecimentos com o Engenheiro Sérgio Nesi, fone: 11-2313-2906

Edital 2011/00382 - Análise Técnica de Projeto do Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal para construção de empreendimentos habitacionais horizontais e verticais, realização de vistorias técnicas para medições de serviços executados, verificação da qualidade dos serviços, materiais e desempenho técnico da construtora em obras de construção de empreendimentos habitacionais horizontais e verticais. Esclarecimentos com a Engenheira Érika, fone 11-2313-2910.

Fonte: Sinduscon.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Os pequenos notáveis do mercado imobiliário


É importante ter em mente qual o objetivo do investimento antes de comprar um imóvel compacto.


Casais sem filhos, jovens, solteiros. Com a tendência de redução do núcleo familiar, os apartamentos compactos podem ser uma grande alternativa para os investidores do mercado imobiliário. 

E os números da valorização não negam. Segundo o índice FipeZap, imóveis de apenas um dormitório só em São Paulo ficaram 128% mais caros de janeiro de 2008 a setembro deste ano, o maior aumento registrado entre todos os segmentos. 

Quais as vantagens de investir em um imóvel compacto e como fazê-lo com segurança? O economista, mestre em Administração de Empresas e doutorando em finanças sustentáveis na Universität Bonn, Luiz Roberto Calado analisa este nicho de mercado na “entrevista da semana”.


Como o Sr. avalia o mercado de apartamentos compactos no Brasil?

Este é um mercado interessante. Como o valor dos imóveis é dado por metro quadrado, estes apartamentos possuem um valor menor e acessível a um grande número de pessoas. Também estes imóveis são negociados com mais facilidade no momento da venda. Quando falamos de locação também apresenta vantagem, pois considerando a pirâmide etária do Brasil que apresenta um grande número de jovens e solteiros, este tipo de imóvel é visado e comercializado por este público.

Em sua opinião, a grande procura por este tipo de imóvel tende a uma estabilização nos próximos anos ou esta é uma tendência que veio para ficar?

Vai depender muito do apetite das construtoras em construir. Vejo que vai existir demanda para este mercado, até porque são adaptados a estes imóveis uma série de serviços que vem a facilitar a vida do comprador. Mas por outro lado, se tiver uma “enxurrada” de apartamentos sendo construídos, também poderá haver uma super oferta e o tamanho da procura pode não ser suficiente. É necessário um equilíbrio, pois se construir muito acima da demanda, pode sobrar apartamento no mercado.

Em se tratando de valorização, qual a vantagem para um investidor em comprar um imóvel menor frente a outros com três dormitórios, por exemplo?

Um investimento menor tende a ter maior liquidez, e se levarmos em consideração a facilidade de ser comprado e vendido, é um investimento atrativo, pois o preço é menor no orçamento.

Quais as dicas  para aqueles que querem investir em pequenos imóveis?

Primeiro é importante avaliar qual o objetivo do investimento, se é obter uma renda frequente com a locação ou lucrar com a venda. 

Apartamentos compactos  são mais sensíveis a uma infraestrtura. É importante o investidor verificar se a área onde está o apartamento  oferece boa mobilidade a serviços de transportes, se a infraestrutura do edifício compõe uma alameda de serviços com lavanderia, salão de festas, vaga na garagem, que é um dos grandes atrativos. Estes são itens importantes e que podem restringir a procura.  Para investir em um apartamento maior, por exemplo, não há necessidade se preocupar com a estrutura coletiva de um edifício. 

É importante que o investidor faça o cálculo correto de seu ganho de capital. Para alavancar neste mercado é necessário levar em conta quanto investiu na prática, incluir as despesas e taxas. 

Fonte: Redimob

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Você sabe tudo sobre o imóvel que está vendendo?

Informações sobre o comércio local, escolas, segurança e documentação do imóvel também podem ser questionados pelos clientes no momento da venda.


No mundo das vendas, as informações são preciosas e é o que pode fazer a diferença para o cliente e consequentemente para o vendedor. O que é necessário o corretor de imóveis saber sobre o imóvel para passar credibilidade e confiança ao possível comprador? 

A resposta é: tudo. “Devemos perceber as qualidades e os defeitos do produto que possam influir na tomada de decisão do cliente. Nesta fase, sem receio, devemos identificar a pessoa que possa mostrar-nos os pontos fortes e fracos do produto”, explica o corretor de imóveis Rodrigo Barreto, em seu blog. 

Normalmente o proprietário, mesmo não tendo um profundo conhecimento de vendas, conhece todos os detalhes desde problemas, com suas possíveis soluções até os pontos qualitativos que podem gerar o desejo pela compra do imóvel. “O corretor precisa utilizar desta ferramenta para tentar identificar quaisquer dúvidas que possam surgir junto ao cliente”, explica Barreto. 

“Outras informações podem passar despercebidas e são de suma importância: tempo de construção, qual a construtora responsável, documentação do imóvel, motivo da venda, vizinhança, comércio local, escolas, segurança, são alguns detalhes que podem ser questionados”, lembra o corretor de imóveis. “O máximo conhecimento do produto, quando não exigida pela empresa imobiliária, deve ser tomada e exercida pelo próprio corretor.”

Estas técnicas, certamente o farão chegar mais próximo do êxito na comercialização do imóvel ou de outros produtos e evitarão desperdícios de tempo e dinheiro.


Pra vender melhor - Blog de Rodrigo Barreto 
Fonte: Redimob

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Corretor de imóveis também precisa de segurança quando vende o imóvel.

Ter o máximo de informações sobre os possíveis compradores gera segurança e diferencial no atendimento, segundo especialista.


Não é só o proprietário que deve se preocupar com a segurança na hora da compra do imóvel. Com o grande índice de violência no país, o corretor de imóveis também deve buscar mecanismos em sua rotina de atendimento para evitar surpresas desagradáveis.

“Tenho percebido há muito tempo que alguns corretores não se preocupam quando um possível cliente liga interessado em conhecer uma unidade disponível. Essa é uma preocupação que as imobiliárias, corretores e proprietários de imóveis, devem ter. Da mesma forma, os vendedores proprietários que abrem as portas de suas casas com muita facilidade sem saber, ao menos, de quem se trata,” afirma o corretor de imóveis Rodrigo Barreto, em seu blog.


Informações sobre o cliente

Ter o máximo de informações dos clientes é um processo de fundamental importância na visão de Barreto. “Normalmente os clientes compradores não gostam de passar informações pessoais por telefone aos corretores. Mas isto gera maior credibilidade no trabalho dos profissionais do ramo imobiliário. Além disso, este é o mínimo para se ter segurança, tanto para os corretores de imóveis como para as famílias que aguardam receber em suas casas um possível cliente comprador,” comenta. 

Alguns clientes podem não se sentirem à vontade ao transmitir algumas informações pessoais. Mesmo assim, esta é uma ação que pode fazer a diferença mais tarde. “Se o cliente passar uma informação truncada, facilmente o corretor perceberá que há algo de errado com as informações prestadas. Por outro lado, os verdadeiros clientes ao perceberem este diferencial no atendimento, caso tenha interesse em vender seu imóvel, não terão dúvida a qual profissional irá confiar a comercialização do seu patrimônio”, explica.

Essas dicas além de prevenir possíveis atos criminosos podem evitar prejuízos com despesas e indenizações pela falta de responsabilidade, compromisso e o cuidado necessário com a prestação do serviço, ao qual o profissional deve estar sempre empenhado. 

Fonte: Redimob

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos.


O Boletim Focus divulgado no dia 24/10 apresentou uma correção interessante por parte do mercado em relação à inflação. Pela primeira vez em 2011 é admitido que a inflação oficial fique no topo da meta, ou 6,5%. Se a tendência é de baixa nas últimas semanas, boa parte dos veículos se esforça em chamar a atenção para o fato de ainda estarmos distante do centro da meta de inflação, que é de 4,5% ao ano.

O mesmo boletim indica que a projeção para a inflação, em 2012, é de 5,60%. O PIB (Produto Interno Bruto) também foi reavaliado pelo mercado e a projeção para o crescimento em 2011 é de 3,30%; Para 2012, a previsão sobe ligeiramente: 3,51%.


Inflação, Banco Central e taxa de juros

A “queda de braço” iniciada na penúltima reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) com o mercado e seus agentes históricos aos poucos vai encontrando um ponto de equilíbrio. Na última reunião, foi consensual a redução de 0,5 ponto percentual, fato que surpreendeu alguns veículos e agentes do mercado.

Particularmente, continuo acreditando que o Brasil ainda tem uma taxa de juros muito acima do necessário e as consequências de uma economia dependente de uma taxa de juros estratosférica têm sido muito piores do que os benefícios.

O mundo atravessa um dos períodos mais nebulosos e complicados de sua história. As dificuldades apresentadas em boa parte do mundo considerado rico (Estados Unidos e Europa) ainda não estão completamente esclarecidas e todos sabem que qualquer tipo de ajuda, nesse momento, representa apenas medidas paliativas.


Grécia, um dos problemas da Europa

O caso mais claro é discutido é o da Grécia. O país esta tecnicamente quebrado, falido. A ajuda que vem sendo definida, e que será apresentada nos próximos dias, tem prazo de validade. Fico com uma pergunta na cabeça: alguém consegue prever ou saber o que acontecerá com a Grécia daqui dois anos?

O prognóstico é o pior possível. O governo grego vai precisar cortar benefícios e diminuir ainda mais o ritmo de investimentos do país – e não poderia ser diferente. Cada vez mais observaremos greves e outras manifestações populares que paralisarão o país e dificultarão o andamento das reformas. E isso afetará outras economias do bloco. Outra questão: as economias ricas não poderão entrar em um período de dolorosa correção e parco crescimento, como o que já ocorreu com o Japão?

Se a Grécia já é um problema nebuloso, o que vem por aí pode ser ainda pior. O que falar da Itália, com uma dívida líquida de cerca de 100% do PIB? E a Bélgica, com o percentual de dívida de 94,4% do PIB? São candidatas a problemas ou terão tempo para também implementar mudanças? As necessárias reformas farão o país crescer pouco e deixarão a população furiosa ou serão suficientes para evitar o pior?


Espanha, Itália, Portugal: bombas relógio?

A Espanha tem o mesmo déficit público da Grécia. A questão capaz de piorar as coisas tem relação com a capacidade que os governos terão de controlar os levantes populares – afinal, para superar os problemas o caminho adotado será justamente o de corte de gastos e elevação da carga tributária. Dada a dimensão e a importância dos países dentro do mundo, fica fácil perceber o tamanho da “encrenca” que muitos países poderão passar em um futuro breve.

No quadro abaixo, com informações divulgadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), podemos ver comparativamente que a bomba relógio está armada. Os dados estão em % em relação ao PIB:


Devido ao cenário internacional, temos mais do que a oportunidade, temos a obrigação de baixarmos os juros de nossa economia. É claro que de forma gradual, mas contínua. O Brasil precisa olhar para frente e deixar de lado o discurso já ultrapassado de que os juros altos são necessários para controlar a inflação. Como todo “remédio”, ele possui contra indicações e se utilizado de maneira exagerada se torna mais uma droga viciante do que uma medicação eficiente.


É claro que o atual momento é diferente de todos os demais eventos relatados e estudados nas universidades ou mesmo nos livros de economia. Mas precisamos agir sem medo e com a consciência de que a crise precisa ser enfrentada de forma concreta, com juros civilizados e que contribuam para o crescimento do país. Isso sem falar nas tão necessárias reformas, como a tributária, a trabalhista e a da infraestrutura. Todas urgentes! É preciso aproveitar para avançar.

Por: Ricardo Pereira

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Confira as despesas que muitos esquecem na hora de comprar um imóvel.

Cerca de 2,2% do valor do imóvel é o mínimo gasto com documentação.


A euforia com a compra da casa própria pode fazer com que o comprador não se atente para um detalhe importante: as despesas com a documentação. Segundo o corretor de imóveis Rodrigo Barreto postou em seu blog, em um apartamento no valor de R$ 500 mil, por exemplo, a despesa mínima com os documentos é de aproximadamente R$ 11.410,00 o que corresponde a 2,2% o valor do imóvel. Quando o comprador adquire um imóvel novo ou usado, um dos primeiros passos é escolher  a transferência por meio da escritura ou registro do imóvel.

Segundo Rodrigo Barreto, o preço médio da escritura é de R$870,00 e pode ser feita em qualquer cartório. “Para a concretização deste ato necessita, ainda, das certidões retiradas em cartórios: certidão de protesto, da justiça federal, tutelar, fiscais.”

No caso de registro, o vendedor transfere o bem imóvel para o comprador, o que é mais seguro para ambos. “Nesta situação, o número de documentos é maior. Para dar continuidade ao processo, deve-se levar a nova escritura e todos os documentos solicitados anteriormente. O custo do registro será cobrado de acordo com o preço do imóvel.”

Outro imposto que é necessário incluir nas despesas da venda do imóvel é o ITBI (imposto de transmissão de bens imóveis), que corresponde a 2% do valor do bem e os custos com a escritura.

Em caso de imóvel usado, se o vendedor é pessoal jurídica, também será necessário providenciar documentações . Confira o material complementar.

Documentação para financiamentos

Caso a aquisição seja por meio de financiamento, a exigência com a documentação é ainda maior. 

“A lista de documentos necessários, o qual influenciará no aumento das despesas vão desde cópias autenticadas de documentos pessoais, como RG, CPF, certidão de casamento; certidões negativas de distribuição de feitos estaduais (inclusive executivos fiscais), de feitos cíveis federais, trabalhistas, de protestos, de INSS e receita federal, bem como honorários com o profissional que fará a apresentação dos documentos perante o agente financeiro (crédito imobiliário).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Foco no cliente, sucesso nos resultados!

Além de buscar a fidelização do cliente, é necessário fazer a manutenção constante do relacionamento, segundo a gerente de Marketing da Brognoli Negócios Imobiliários.

Crescimento de 300% no desempenho comercial, comparado com o mesmo período do ano passado. Este foi o resultado da promoção “Uma chave leva a outra”, realizada pela Brognoli Negócios Imobiliários, de Florianópolis (SC). 
A campanha sorteou um carro 0 km entre clientes proprietários que cadastrassem seus imóveis para venda ou locação no período de março a setembro deste ano. Isso comprova que as estratégias de marketing, se bem planejadas, conseguem fidelizar e ampliar o relacionamento com os clientes, além de reforçar a marca no mercado. Para falar sobre o assunto conversamos com a gerente de Marketing da Brognoli, Anaía Brognoli.

Recentemente vocês sortearam um carro zero Km na promoção “Uma chave leva a outra”. Em um mercado tão competitivo, o que é imprescindível na hora de realizar uma ação para fidelizar os clientes?

A campanha foi desenvolvida com foco na captação de novos imóveis para comercializarmos, mas sem esquecer daqueles clientes já antigos, que estão conosco há muitos anos. Valorizar o cliente da casa é fundamental e nosso objetivo foi surpreendê-lo com a possibilidade de ganhar um carro 0 km, para que jamais esqueça o prêmio e também o quanto é importante para nós.

Qual o papel das mídias sociais neste processo de fidelização e relacionamento? Que reflexos a empresa pode sentir com a utilização destas mídias?

As mídias sociais trazem um resultado bastante positivo no que fiz respeito à exposição da marca, principalmente. Estamos caminhando ainda a passos singelos, e já percebemos, por exemplo, que nosso Twiter tem sido utilizado como um canal de ouvidoria por muitos clientes. Isso faz com que nós, do marketing, estejamos mais próximos deles e possamos agir de forma mais rápida. E no Facebook estamos num processo de captação de um novo cliente, que se interessou a partir de nossas ações divulgadas na rede.

Como manter um relacionamento próximo, mesmo com grandes carteiras de imóveis?

Nossa estratégia tem sido conhecermos cada vez mais e melhor nossos clientes por meio de pesquisas e uma correta alimentação do nosso sistema interno. Nosso CRM ainda não está implantado como gostaríamos e temos muito o que aperfeiçoar.

Em 2011 conseguimos melhorias significativas, como automatização do envio de e-mail de feliz aniversário no dia exato de nascimento dos clientes. Também estamos em constantes melhorias nos relatórios semanais sobre o andamento de cada imóvel, fazendo com que a comunicação seja cada vez mais rápida, eficaz e acima de tudo transparente.

A quantidade de clientes que temos é grande, contudo temos muitos cargos de liderança com tarefas diárias para estreitar laços com nossos proprietários, locatários, síndicos, compradores, enfim todos os clientes que fazem parte da nossa rede. Hoje temos consciência de que qualquer informação vinda de clientes vale ouro, seja reclamação ou sugestões. Essas informações nos ajudam a efetuar as mudanças necessárias para melhorarmos cada vez mais, seja no atendimento, serviços ou estrutura física. E esse retorno demonstra a lealdade dos nossos clientes.

 Em 2012 temos surpresas para todos os nossos clientes. Nosso objetivo vai ser estreitar ainda mais relacionamentos e mantê-los duradouros.

Neste processo, o que é mais desafiador? A conquista de novos clientes ou a fidelização dos antigos? Por que?

Manter os clientes acaba sendo mais fácil, porém muito desafiador. Nosso cliente é exigente, e surpreendê-lo torna-se nosso principal objetivo. Toda a cadeia de colaboradores tem que ter isso em seu “DNA”. Além da fidelização temos também que fazer a manutenção constante do relacionamento. Por outro lado, novos clientes têm que conhecer nossa empresa, e muitas vezes saem de um concorrente. 

Hoje em dia perdem-se muitos clientes em função do desempenho/mau desempenho dos colaboradores. Por isso, um dos grandes desafios é fazer com que o marketing e RH andem de mãos dadas. Colaboradores satisfeitos, treinados superarão as expectativas de nossos clientes, que virão a ser nossos melhores garotos propaganda.

Fonte: Redimob

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Independência financeira no Brasil de hoje.

A situação financeira do Brasil mudou muito nos últimos anos. Éramos um país com histórico de superinflação e sem critérios econômicos estabelecidos. Nossa taxa básica de juros era gigantesca e o mercado de capitais praticamente não existia. A estabilização da nossa economia colocou diante de seus cidadãos um novo horizonte financeiro, cheio de oportunidades e desafios para quem aproveitar e entender tais mudanças. Muitos de nós nos acostumamos com investimentos praticamente sem risco e com alto percentual de ganhos. A rentabilidade que a renda fixa garantia era um dos maiores reflexos de que nosso cenário financeiro precisava se modernizar. O tempo (sempre ele) se encarregou de mudar as peças do tabuleiro e hoje quem busca realizar os objetivos financeiros só com renda fixa precisará de um período muito maior para chegar lá. Até pouco tempo atrás, para dobrar o valor aplicado em renda fixa apenas quatro anos de investimento eram suficientes; atualmente, são necessários pelo menos oito anos. Comparando com os EUA, onde precisaríamos de mais de trinta anos de dinheiro investido na renda fixa para dobrar o patrimônio, percebemos que a diferença ainda é considerável.Felizmente, ou infelizmente, como investidores precisamos, mais do que nunca, mudar nossa postura. O comodismo pode emperrar e prejudicar o desempenho das aplicações. Aliás, precisamos também valorizar a questão do planejamento financeiro, pois hoje já é possível pensar no longo prazo e incutir na família o raciocínio de sempre poupar para a realização de objetivos.

Dois pontos são fundamentais nessa nova situação:

Visite mais vezes seu gestor financeiro e discuta taxas interessantes para você. O relacionamento entre bancos e clientes precisa ser vantajoso para os dois lados. Ao perceber sua disposição em dialogar sobre investimentos, o gerente verá que você é um cliente diferenciado e com grande potencial para o futuro;

Passe a ver a renda variável, o investimento em títulos e outras alternativas (imóveis, negócio próprio etc.) como opções interessantes. Quem investe em renda fixa, via de regra possui um perfil conservador, avesso ao risco. Mas, você já parou para analisar que nesse novo cenário o risco de não alcançar o que foi planejado no inicio do investimento é muito maior? É preciso aprender a lidar com o risco.

Muitas pessoas programaram a aposentadoria tendo como base investimentos em renda fixa. Tenho especial preocupação com aqueles que escolheram os planos de Previdência Privada deste tipo, principalmente aqueles que no inicio se utilizaram das ferramentas de simulação e provavelmente têm em mente os valores que o simulador apresentou ainda de acordo com índices antigos. Se você é uma dessas pessoas, fique esperto.

Quem estiver nessa situação corre o risco sério de chegar ao final do plano e se sentir lesado – é importante rever os planos e encontrar novas opções mais rentáveis para o futuro. A passividade tem que ser “coisa do passado”, especialmente se você é um dos que pensam em ter um futuro financeiro estável e independente.

Ao contrário do que parece, encarar os investimentos com uma nova visão e objetivos não é nenhum bicho de 7 cabeças. Pelo contrário! Você perceberá que seus investimentos e seus sonhos ficaram mais próximos de sua realização e que seu envolvimento levará seu planejamento a níveis de sucesso muito maiores do que o projetado. A educação financeira prepara você para isso!

Por: Ricardo Pereira. Fonte: Blog Tecnisa

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

“O mercado imobiliário tem muito que evoluir no marketing digital”.



Ainda tem corretores de imóveis que não dão o devido valor ao cliente 2.0, segundo análise de especialista.

Que o marketing é primordial para as estratégias de negócios de qualquer empresa, não é novidade para ninguém. Mas o mundo mudou. O perfil dos clientes e dos canais sociais também não são mais os mesmos. Hoje, apenas um clique separa o corretor do cliente. Mas até que ponto as estratégias Off-line e On-line são utilizadas com eficácia para conquistar  o consumidor?  


Mesmo com grandes empresas do mercado imobiliário apresentando boas estratégias, o consultor e especialista em desenvolvimento de pessoas, André Vinícius da Silva analisa que o mercado imobiliário tem muito o que evoluir, quando o assunto é marketing digital. “Tenho observado que muitos corretores, imobiliárias e construtoras ainda não deram o devido valor para o cliente 2.0. Acreditam que a prospecção de negócios e realização da venda através da Internet é um sonho distante, quando na verdade é a realidade do mercado. Agindo dessa forma, estão perdendo mercado e se afastando dos potenciais clientes”, comenta o especialista em seu blog.

As aventuras no mundo digital, sem estratégias e direcionamento de ações ainda são constantes. “Infelizmente há muitos profissionais que lançam os seus sites, criam perfis em redes sociais e esperam colher os melhores resultados em um curto espaço de tempo. Atacam o cliente, mas não o envolvem. Pressionam, mas não se relacionam. Estes aventureiros estão fadados ao fracasso”, lembra.

André Vinícius conclui que o corretor só vai obter resultados satisfatórios, quando o marketing virtual tiver a mesma importância do tradicional. “Enquanto isso, vamos nos iludindo com um endereço ponto com no cartão de visitas e a esperança de que poucas ações se transformem em grandes resultados”.

Fonte: Redimob

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Qual é o estilo do seu cliente?

Auditivo, visual, digital ou cinestésico. Saber identificar o estilo do cliente influi diretamente na forma como o corretor de imóveis transmite a informação no momento da venda.




Se o corretor de imóveis quer se relacionar com sucesso com seus clientes, a comunicação é a palavra-chave nesse processo. Mas como utilizá-la de maneira adequada? O consultor e especialista em desenvolvimento de pessoas, André Vinícius da Silva explica que a mensagem chega ao cliente através de quatro canais: auditivo, visual, cinestésico ou digital. Saiba as diferenças entre os quatro estilos de comunicação.

O que os olhos não vêem...
O cliente visual assimila melhor as informações se estas forem apresentadas em forma de figura, imagens e gráficos. “Este é o tipo de cliente que  precisa construir a sua linha de pensamento a partir do que ele está efetivamente enxergando. Portanto, é mais fácil convencê-lo se o corretor utilizar uma apresentação de slides do produto, folders, flyers, catálogo, embalagem”, explica o especialista.

Argumentação é tudo
Os clientes auditivos compreendem ouvindo. E possuem muita facilidade para lembrar sons e diálogos. Dentre as palavras utilizadas com freqüência por clientes auditivos temos: harmonia, sintonizar, tocar, soar, escutar, som, sussurrar, afinar, ouvir, dizer, entre outros. “O cliente auditivo desenvolve seu raciocínio a partir do que é dito. Um conceito bem argumentado vale muito”, enfatiza.

Envolvidos com o produto
Os clientes cinestésicos precisam manusear a produto. “Se você quer estreitar o relacionamento com um cliente de estilo cinestésico pode utilizar frases como: o que o deixaria mais à vontade?”, ou “como você se sente em relação a este produto?”. 

Cliente digital
O cliente digital é o tipo de cliente metódico, racional e lógico. “São pessoas que prestam muita atenção aos detalhes. Memorizam as coisas sequencialmente e precisam de tempo para processar novas informações. Uma das perguntas para criar sintonia com este estilo: “Você pode descrever suas necessidades em detalhes?”, explica André Vinícius.

Identificando o cliente que você atende, o corretor de imóveis cria empatia e consegue se comunicar de forma mais fácil, tendo grandes chances de obter sucesso na negociação.


Fonte: Redimob

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O consumo, o crédito e nossas decisões.


O texto de hoje é mais um daqueles óbvios, que trata de uma verdade que você já conhece, mas talvez ignore: o sucesso financeiro é alcançado através de muita dedicação e construído todos os dias através de estudo, foco e comprometimento para com seus objetivos e metas. O insucesso financeiro, por outro lado, é resultado da soma de diversos fatores que nos levam a realizar escolhas erradas e certamente uma conseqüência da falta de interesse.

Errar não é o problema, cabe frisar. Triste é notar que muitos erram e não enumeram, aceitam e compreendem dali lições para o futuro. O erro propriamente dito não é o principal responsável pelo insucesso. O descuido com o aprendizado, sim.

Vivemos atualmente em um Brasil de oportunidades. Certo, mas elas não estão à disposição como em uma prateleira de supermercado. Ora, é preciso arregaçar as mangas e partir para a luta. Essa nova realidade, com estabilidade econômica e inflação sob controle, precisa ser amplamente discutida, pois grande parte da população ainda não se acostumou a lidar com essa nova vida e com as características de um país em crescimento.

Nesse contexto, um erro muito comum e que passa despercebido no dia-a-dia de muitas famílias é justamente a forma como lidamos com o crédito, o dinheiro dos outros que usamos para consumir e adquirir bens. Será que recorrer a ele para consumir sem planejamento e sem ter dinheiro é uma atitude inteligente?

Comprar é como uma droga

Segunda uma pesquisa recente, o prazer de comprar pode ser comparado ao prazer que viciados sentem ao consumir drogas. A sensação de poder adquirir aquele bem é indescritível e faz bem ao ego, mas muitas vezes faz (muito) mal ao bolso – e depois à família, ao ego e à autoestima. Mas, naquele momento, com o crédito disponível, não “saiu” dinheiro da conta, e o prazer se tornou maior ainda.

No entanto, toda a ilusão é desfeita no dia em que a fatura chega ou quando o cheque pré-datado bate na conta (e volta). Porque a conta vai chegar e com ela a negação de que o responsável pela compra sejamos nós e que o problema financeiro exista. Ao óbvio, de novo: crédito não é dinheiro grátis. Muito pelo contrário, os juros são muito altos – embora não possamos considerá-los desonestos, já que concordamos em pagá-los.

Depois do erro cometido por conta da falta de planejamento, o comum é culpar a ferramenta de crédito e a facilidade na obtenção do dinheiro emprestado. Falta olhar o próprio umbigo e admitir que o culpado é quem fez a compra, gastando o que não tinha e não podia.

Aprendendo com o passado para acertar o futuro

A razão para alguns erros na gestão do dinheiro está também em nosso passado. Quando crianças, observávamos atentamente nossos pais cometerem os mesmo erros, péssimas escolhas e dando pouco incentivo pela educação de uma forma geral. Quando o assunto era dinheiro, pior ainda! Pouco se falava, e ainda se fala, nas famílias e os exemplos são quase sempre negativos.

Como será que um adolescente vai lidar com as finanças se os pais são, via de regra, endividados e sem metas para o futuro? A tendência é a perpetuação dos problemas. No começo do artigo chamei a atenção para a forma como lidamos com os erros. Assim, quando aproveitamos a experiência para tomar decisões mais acertadas no futuro, ótimo. Muito cuidado, porque dinheiro não aceita desaforo e o crédito nesse caso pode ser uma corda que mais cedo ou mais tarde vai lhe apertar o pescoço.

Fonte: Blog Tecnisa. Texto por Ricardo, Dinheirama.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Profissionais do setor discutem as novas regras do Programa Minha Casa Minha Vida.


Foi confirmado este mês que será possível financiar através do programa Minha Casa, Minha Vida, imóveis em ruas não pavimentadas. O Ministério das Cidades editou no dia 11 de agosto, a portaria que desobriga a implantação de pavimentação definitiva nos conjuntos habitacionais realizados nos municípios com até 50 mil habitantes quando Poder Público for o agente organizador ou promotor e contem com doação de terreno ou infra estrutura.

O tema rendeu debate na área de perguntas e respostas do Redimob. O usuário Flávio Dantas questionou o que os profissionais achavam sobre o tema.

O Redimob aproveitou para estender a discussão e questionou profissionais do setor. O presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, se diz favorável à liberação.  “Quando se fala em ruas não pavimentadas, imagina-se que se trata de casas na periferia, geralmente voltadas a atender à população mais carente visto que atendem a um público mais carente e que, normalmente, não tem acesso ao crédito imobiliário. Acredito que essa medida possa favorecer muitas famílias que anteriormente encontraram dificuldades para a aquisição do imóvel.”

O sócio-proprietário da Konkreta Construtora, Kim Mendes, afirma que mesmo com a liberação é importante que as autoridades competentes se empenhem em cuidar da infraestrutura dos municípios. “O cliente vai avaliar se vale a pena comprar em uma rua sem asfalto ou não, se em virtude disso vale negociar um preço menor ou procurar outra compra. Não basta a pavimentação, é fundamental garantir um serviço completo envolvendo tubulação, serviço de água e esgoto.

Fonte: REDIMOB.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros.



As últimas semanas foram marcadas pelos extremos. Na segunda-feira, dia 08 de agosto,  o mercado financeiro viveu momentos de pânico com a diminuição do rating dos EUA realizada pela Standard & Poor’s. Ao mesmo tempo, a situação na Europa também preocupava o investidor. Se já havia conhecimento de que Grécia, Portugal, Espanha estavam com grandes dificuldades, a França também começou a ser olhada com certa preocupação. A semana foi caminhando e, aos poucos, a crise foi sendo compreendida de uma maneira menos dramática (pelo menos nesse momento). Existe a compreensão por parte de muitos de que o crescimento econômico mundial continuará pequeno, mas insuficiente para nos levar para o abismo. Fala-se em recessão, mas não em depressão.


O Brasil está preparado para a “nova” crise?

Aqui no Brasil, a presidenta Dilma Rousseff e os componentes da equipe econômica se apressaram em garantir que estamos aparelhados para atravessar com tranquilidade esse momento de turbulência. Os dados econômicos do país merecem atenção: se não são perfeitos (e não são!), podemos considerá-los relativamente bons se comparados com a maior parte dos países.

Talvez a crise seja na verdade a grande oportunidade que o Brasil necessitava de atacar um problema antigo: os altos juros. A crise poderá conter os preços internacionais e jogar nossa inflação para os percentuais desejáveis, dentro da meta – o que abre espaço para juros consistentemente mais baixos, hoje e no futuro.

A queda nas taxas pode trazer diversos desdobramentos importantes para nossa economia. A questão do câmbio, muito falada recentemente, pode ser uma das áreas afetadas positivamente, contendo os apelos da indústria, que se vê totalmente perdida e sem competitividade diante dos produtos importados e dos baixos ganhos com as exportações.

A oportunidade para baixar os juros

O jornal “O Estado de São Paulo” publicou uma entrevista com Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central (BC), que vai de encontro com essa expectativa. José Paulo Kupfer, economista e blogueiro do Estadão, analisou e deu sua opinião sobre a entrevista no texto “Oportunidade na crise”. Kupfer afirmou:

“Os desdobramentos práticos desse diagnóstico não dão margem a dúvidas. O Brasil deveria, desta vez, compensar possíveis efeitos negativos da crise global no nível de atividades com uma ação expansiuonista de política monetária, mantendo contido o lado fiscal”

Fico curioso para saber por que, quando esteve à frente do BC, Henrique Meirelles não agiu de forma mais incisiva na questão de baixar mais os juros. Suas decisões e atuações foram sempre bastante conservadoras.

A crise sem dúvida representa alguns (grandes) desafios à economia global e ao Brasil. O futuro pode reservar inúmeros perigos, mas não dá para negar que possuímos hoje bases consolidadas e muito melhores para transformar dificuldades em oportunidades. Pode ser que a crise prejudique o crescimento no curto prazo, mas aproveitá-la para colocar em prática medidas de interesse nacional pode ser algo inteligente a se fazer.

Os juros deverão cair, é fato. Mas quanto? Por quanto tempo? Veremos…

Por Ricardo Pereira. Fonte: Blog Tecnisa