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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Financiamento imobiliário com recursos da poupança cresce 18% em junho

Os financiamentos imobiliários com recurso da poupança aumentaram 18% em junho na comparação com o mês anterior, passando de R$ 6,3 bilhões para R$ 7,4 bilhões. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando esses valores chegaram a R$ 7,78 bilhões, houve queda de 5%.

No semestre, os valores financiados foram 0,1% maiores. Os dados foram divulgados hoje (26) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

De acordo com os dados, em junho, foram financiados 41,8 mil imóveis, 20% a mais do que em maio, 34,8 mil. Na comparação com junho de 2011, quando foram financiadas 46,5 mil unidades, houve queda de 10%. No acumulado de doze meses, houve elevação de 0,1%, com 470,8 mil unidades financiadas, ante 470,2 mil no período anterior. No primeiro semestre, foram 214,3 mil unidades, 9% menos que nos seis primeiros meses do ano passado.

Segundo o presidente da Abecip, Octávio de Lazari Júnior, a taxa de desemprego, que continua caindo, é um indicador importante para o mercado, que depende da certeza quanto ao futuro das pessoas e da manutenção do emprego. “O rendimento real é um segundo indicador importante. Algumas categorias deverão ter ganho de salário, o que implica mais dinheiro e condições para dar segurança e para qualidade do crédito imobiliário”.

Lazari Júnior explicou que a queda nos financiamentos ocorreram porque as empresas diminuíram seus lançamentos com a finalidade de revisar sua grade de custos, ajustar controles internos e rever os produtos a serem lançados de acordo com a demanda do mercado.

Para o presidente da Abecip, os preços dos imóveis chegaram a um momento de estabilidade, o que pode ser constatado pela redução do número de lançamentos. Ele observou que, nos últimos dois meses, o mercado está demonstrando alguma tendência de manutenção dos preços e não aumento expressivo. “O que não vai acontecer é a queda porque os preços estavam represados, pois não havia financiamento e não há mercado que se sustente sem o crédito”.

Na avaliação dele, o crescimento menor do crédito deve ser visto como algo positivo para o mercado. “Não tem carteira de crédito no mundo que se sustente crescendo 40% ao ano durante muitos anos. Isso não se sustenta. Uma hora vai bater no problema e temos exemplos claros disso, como nos Estados Unidos”.

A expectativa da Abecip é que o setor cresça 20% neste ano.

Fonte: Redimob


terça-feira, 17 de julho de 2012

Troca de banco em financiamento imobiliário deve ficar 60% mais barata

Quando entrar em vigor, a nova regra para a transferência de financiamento imobiliário de um banco a outro deve reduzir em cerca de 60% os custos ao consumidor, segundo estimativas de consultores ouvidos pela reportagem.


A chamada portabilidade é um instrumento que permite mudar o empréstimo de um banco para outro que ofereça condições mais vantajosas, como juros menores e prazos maiores.

Hoje, no entanto, as despesas com cartórios para fazer essa migração, assim como a demora do processo, desestimulam os consumidores.

Os custos totais para o tomador do crédito ficam em cerca de 1% do valor do imóvel, segundo estimativas de mercado, e precisam ser pagos à vista.

Com a nova norma aprovada na última semana pelo Senado, os custos cairão para 0,4%, em média.

A alteração, inserida na mesma medida provisória que reduziu a remuneração da poupança, depende de regulamentação do CMN (Conselho Monetário Nacional) para começar a valer.

PONTOS ALTERADOS

Em linhas gerais, a regra elimina a necessidade de quitação do empréstimo vigente --feita com recursos da nova instituição financeira-- e de registro de novo contrato, tudo isso em cartório.

O financiamento será simplesmente transferido de um banco para outro, assim como a alienação do bem.

Isso será feito por meio de uma averbação (um tipo de declaração) no cartório, que poderá ser feita eletronicamente.

Esse procedimento mais simplificado já é adotado na migração de financiamentos de veículos.

A nova regra não impede, no entanto, que a instituição financeira para a qual o empréstimo será transferido solicite certidões atualizadas do imóvel ou mesmo uma nova vistoria --procedimentos pagos pelo tomador do crédito.

Na avaliação de Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito, site que funciona como buscador de taxas em diferentes bancos, a redução de custos e prazos favorece a portabilidade, mas há pontos que devem ser discutidos com os bancos.

"Uma questão a ser debatida é se será estipulado um período mínimo a partir do qual a portabilidade será permitida", diz Prata.

"É preciso que as medidas sejam positivas para consumidores e bancos, para que as instituições financeiras permaneçam estimuladas a conceder crédito."

O executivo destaca ainda que tonar a portabilidade mais fácil e barata pode incentivar as instituições financeiras a melhor as condições dos empréstimos para manter os clientes.

"O crédito imobiliário é um produto que ajuda o banco a fidelizar o cliente por um longo período", afirma.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Prazo maior para pagar crédito imobiliário na Caixa entra em vigor


A Caixa passa, a partir desta segunda-feira, a financiar imóveis habitacionais em 35 anos para todos os tipos de contratos - até ontem, esse prazo máximo era de 30 anos. O banco também começa a praticar novas taxas de juros para financiamento habitacional.

Os novos juros praticados pela Caixa são: pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH - ou seja, imóveis com valor até R$ 500 mil) a taxa mensal de 8,85% ao ano (ante 9% anteriormente). Se o contratante for cliente do banco, a taxa pode chegar a 7,8%. Fora do SFH (imóveis acima de R$ 500 mil), os juros caíram de 10% para 9,9% ao ano (para o público em geral) e até 8,9%, se o contratante for cliente. Para todos os contratos, além da taxa de juros, incide também a Taxa Referencial (TR).

As regras ainda não valem para os contratos dentro do Minha Casa, Minha Vida nem para os financiamentos que usam recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Vale esclarecer que esta regra se aplica para a fonte dos recursos emprestados pelo banco. O contratante que tiver recursos do FGTS e quiser sacar para abater sua dívida, também terá acesso às novas taxas e prazo.


Empresas


As construtoras e incorporadoras também tiveram diminuição das taxas de juros para financiamento à produção de imóveis residenciais e comerciais. A taxa efetiva praticada para a construção de casas passou de 11,5% para 10,3% - que pode chegar a 9% se a empresa for cliente Caixa. No caso de imóveis comerciais, os juros passam de 14% para 13%. Se a empresa tiver conta no banco, a taxa cai para 11% ao mês. Os juros para empresas de qualquer ramo de atividade que quiserem comprar um imóvel comercial vão passar dos atuais 13,5% para 12,5%, ou até 11,5% se a pessoa jurídica for cliente do banco. O prazo de financiamento para as empresas também aumentou de 24 para 36 meses.


Entenda


  • A Caixa Econômica Federal ampliou o prazo para quitação de financiamento imobiliário de 30 para 35 anos, a partir desta segunda
  • O banco também reduziu os juros para este tipo de crédito
  •  Para contratos que se enquadram no SFH, a taxa caiu de 9% ao ano para 8,85% (ou até 7,8%, no caso de clientes da Caixa)
  •  Para imóveis que estejam fora do SFH, as taxas caíram de 10% para 9,9% ao ano (ou até 8,9% para clientes)
  •  Os benefícios não valem para contratos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida ou que utilizem recursos do FGTS.

Fonte: Terra


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Saiba como se organizar para o financiamento imobiliário



O mercado imobiliário brasileiro ainda está aquecido, os preços estão altos e os metros quadrados, dependendo da região, caríssimos. Mesmo assim, conquistar a casa própria é um sonho que muitas pessoas não estão dispostas a adiar. Mas antes de fechar um financiamento, é preciso se organizar, dizem especialistas.

Verificar o orçamento familiar, pesquisar muito bem os imóveis, estudar os melhores bancos e as taxas embutidas em um crédito, além de pensar nos possíveis gastos para reforma e decoração são tarefas essenciais para o comprador da casa própria.

Especialistas consultados pelo iG ajudam na organização financeira para o processo do financiamento. Veja abaixo os principais pontos levantados por eles.


1 – Defina onde quer morar
O primeiro passo, na visão de Reinaldo Domingos, educador financeiro do Dsop, é definir onde se quer morar. "Existe uma enorme variedade de imóveis e padrões hoje em dia. É preciso se perguntar: qual é o meu padrão?", diz.

Os imóveis podem ser divididos entre casas ou apartamentos, tamanho, número de dormitórios, de vagas na garagem, localização, enfim, diversos quesitos que interferem no preço final de cada um.


2 – Faça uma avaliação da renda familiar
E é por isso mesmo que o segundo passo está diretamente ligado ao primeiro. Sabendo qual é o seu foco e o custo, é hora de analisar a renda da família e a capacidade de comprometimento de parte dessa renda com o financiamento, afirma Domingos.

É imprescindível saber o que cabe no bolso de cada um, esclarece o especialista, e , apesar da ansiedade de ter a sua casa própria, considerar se não é melhor economizar um pouco mais e dar uma entrada melhor, ou até comprar à vista em alguns anos. As instituições financeiras podem oferecer melhores condições de empréstimo dependendo do valor pago como entrada do seu imóvel.

Se não quiser esperar, tudo bem. Mas é preciso fazer as contas. César Caselani, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas, explica que não há um número mágico que diga exatamente quanto da sua renda pode ser comprometido com as prestações de um financiamento, "mas o teto é 30%," diz.

"As pessoas têm aluguel, escola, luz, internet, entre outras contas fixas a pagar. Se o gasto chegar muito próximo à metade da sua renda, provavelmente você vai ter problemas para pagar as outras contas", alerta."Não é à toa que a Caixa [Caixa Econômica Federal] está fazendo mais um feirão com milhares de imóveis. São propriedades que os mutuários não conseguiram terminar de pagar e foram tomadas", complementa Domingos.


3 – Unir a família é fundamental
É importante envolver toda a família na decisão de comprar um imóvel, lembra Caselani. Deve-se convencer a todos que se não houver uma redução nos gastos, o pagamento do imóvel pode ser prejudicado. "Alguém tem que lembrar que possivelmente não haverá mais aquela viagem que estava sendo planejada, e isso pode gerar um conflito. A conversa é sempre complicada, mas a família precisa falar sobre dinheiro", observa o professor.

Todos devem estar dispostos a colaborar. Em geral, de 20% a 30% de tudo que gastamos dentro de casa é em excesso, aponta Domingos. Portanto, é possível tentar reduzir os gastos.


4 – Tenha paciência para pesquisar
Desde abril, os bancos estão anunciando quedas nas suas taxas de juros. No entanto, é preciso avaliar tudo isso com calma, avisa Caselani. Isso não necessariamente significa que o custo será menor, pois o que algumas instituições financeiras estão fazendo é aumentar outras tarifas para compensar, completa.

Sempre é preciso pesquisar quais seriam as melhores taxas para o seu perfil. Quando você é cliente de um banco já há algum tempo, a probabilidade de conseguir benefícios no pagamento é maior, explica o professor.


5 – Prepare-se para mais gastos
Os gastos relativos à compra de uma casa ou apartamento não se resumem apenas ao imóvel em si, diz Osmar Roncolato, vice-presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

"As pessoas querem condições habitáveis. Deve-se pensar desde o primeiro momento até as despesas que só aparecem depois, como armários, por exemplo".

Se for um imóvel usado, pode ser que ele precise de reforma, móveis e outros acessórios novos. Se ele for novo, o comprador pode gastar até 30% do valor do imóvel a mais para poder se instalar, calcula o educador financeiro Reinaldo Domingos.

Isto quer dizer que se o imóvel novo custa R$ 200 mil, os gastos com piso, lustres, móveis, pintura, entre outros itens, podem ser de até R$ 60 mil. Este valor também deve ser contabilizado no momento da compra da casa própria, alertam os especialistas.

Outro fator que se deve observar, conclui Domingos, é o custo de vida na região escolhida para morar. "Quais são os valores dos produtos da região? Quanto custa o pão, o mercado, o combustível? Quanto vai custar meu transporte até o trabalho?" Tudo isso pode mudar o orçamento mensal da família.oupança). "As pessoas querem condições habitáveis. Deve-se pensar desde o primeiro momento até as despesas que só aparecem depois, como armários, por exemplo".

Se for um imóvel usado, pode ser que ele precise de reforma, móveis e outros acessórios novos. Se ele for novo, o comprador pode gastar até 30% do valor do imóvel a mais para poder se instalar, calcula o educador financeiro Reinaldo Domingos.

Isto quer dizer que se o imóvel novo custa R$ 200 mil, os gastos com piso, lustres, móveis, pintura, entre outros itens, podem ser de até R$ 60 mil. Este valor também deve ser contabilizado no momento da compra da casa própria, alertam os especialistas.


Outro fator que se deve observar, conclui Domingos, é o custo de vida na região escolhida para morar. "Quais são os valores dos produtos da região? Quanto custa o pão, o mercado, o combustível? Quanto vai custar meu transporte até o trabalho?" Tudo isso pode mudar o orçamento mensal da família.


Fonte: Redimob