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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Na onda dos prédios Verdes!

Entenda o que é um edifício ecologicamente correto e saiba por que o Rio tem investido neles.

Seguindo padrões de construção sustentável, os edifícios verdes estão conquistando os cariocas. O ator Bruno Gagliasso é um dos que investiu na causa. O novo lar do galã, que está sendo construído em São Conrado com piscina aquecida naturalmente e teto que favorece a iluminação natural, tem o projeto sustentável assinado pelo arquiteto Marcio Kogan. Até agora, no entanto, o grande filão do mercado verde tem sido os empreendimentos comerciais. O primeiro do Brasil a ganhar certificação verde é carioca, o Edifício Cidade Nova (Rua Ulisses Guimarães, 565). Nos próximos dois anos, quase metade dos lançamentos corporativos na cidade (40,8%) será de prédios ecológicos, de acordo com estudo da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield. Mais do que uma jogada de marketing das construtoras para valorizar os imóveis, que acabam saindo entre 2% e 7% mais caros na compra ou aluguel, os prédios verdes ajudam, de fato, a preservar o meio ambiente. 

E os atrativos vão além. Apesar de mais caros, os edifícios sustentáveis garantem, a longo prazo, economia de até 30% na conta de luz e 50% na de água. Isso porque, para ser considerado verde, um empreendimento precisa adotar conceitos de sustentabilidade como reaproveitamento de energia e água. "Além de reduzir os custos de operação e manutenção, ter uma sede verde implica em outros benefícios como valorização da imagem corporativa e melhora da produtividade no ambiente de trabalho", afirma Diana Csillag, diretora do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).

Portanto, não se trata apenas de instituir coleta seletiva ou oferecer um amplo jardim arborizado. São necessárias estratégias e soluções de engenharia e arquitetura bem planejadas e definidas que reduzam os impactos ambientais gerados pelo edifício durante sua construção e durante todo o período em que estiver ocupado. A questão é complexa. Não à toa, existem selos que certificam as obras verdes, garantindo sua legitimidade. O AQUA (Alta Qualidade Ambiental), que tem como base o sistema francês HQE, é um deles, concedido pela Fundação Vanzolini.O mais conhecido, porém, é o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council (GBC), órgão responsável pela concessão do certificado. Criado em 1999 nos Estados Unidos, o selo pode chegar a custar 50 000 reais. Hoje, o Brasil é o quarto país no ranking mundial de empreendimentos buscando o LEED, com 384 registrados, atrás apenas de Estados Unidos, Emirados Árabes e China. No Rio, seis edifícios já têm o certificado e 51 estão em fase de análise. Os grandes eventos esportivos - Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 - vão impulsionar ainda mais o avanço dos edifícios verdes no Rio. O GBC Brasil já firmou inclusive um protocolo com o Comitê Olímpico Brasileiro para que as obras que servirão aos jogos sejam todas certificadas.Durante o processo de certificação LEED são avaliados inúmeros fatores com base em sete critérios principais. Adapte-os para o seu lar, tornando-o eco friendly também.


1 - Escolha do terreno. 

De acordo com o engenheiro Marcos Casado, gerente-técnico do GBS Brasil, para ser verde um edifício precisa ocupar um espaço sustentável, ou seja, a escolha do terreno deve levar em conta o menor impacto durante a construção, bem como a proximidade à rede de transportes públicos e serviços. Dessa forma, evita-se o uso do carro, altamente poluente, e estimula-se a locomoção a pé e através de ônibus ou metrô, por exemplo. Este critério também diz respeito a recursos que amenizem o efeito da ilha de calor. "A temperatura na cidade, em meio ao concreto e ao asfalto, é em média 8 ºC superior em relação à de áreas arborizadas", explica Casado. 

Por isso, é importante apostar em telhados verdes, com jardim, uma vez que a vegetação, além de promover a biodiversidade, ajuda a amenizar a temperatura do prédio. Outra opção é o telhado com cobertura clara, que reflete a luz ajudando a bloquear o calor e, consequentemente, reduzindo o uso do ar condicionado.

Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, e seu telhado verde: primeira escola totalmente sustentável da América Latina.


2 - Uso racional da água. Para reduzir ao máximo o consumo, devem ser usados aparelhos economizadores como torneira eletrônica, mictório a seco, válvulas de descarga dual flush ou até mesmo vaso sanitário a vácuo. "O sistema dual flush permite usar metade da vazão de água de uma descarga convencional", explica o engenheiro civil Raphael Costa, da SIG Engenharia. Nas áreas verdes do prédio, as plantas devem ser adaptadas às altas temperaturas. 

Dessa forma, necessitam de pouca rega. E o sistema de irrigação, por sua vez, deve ser automático. Outro recurso importante é o reaproveitamento da água não potável. A da chuva ou a do esgoto tratado, por exemplo, deve ser captada para ser usada vasos sanitários ou na lavagem de pisos, por exemplo.


3 - Eficiência energética. O aproveitamento da luz e da ventilação naturais para iluminar e deixar os ambientes mais frescos ajuda a reduzir o consumo de energia. Equipamentos de ar condicionado e outros eletro-eletrônicos devem ter o selo Procel, que garante os melhores níveis de eficiência energética. O Rio Office Tower (Avenida Presidente Vargas, 1001), que aguarda o selo LEED Gold, tem ainda sistema de ar condicionado com sensor de CO2. "Os aparelhos só promovem a troca de ar quando o nível de gás carbônico está alto de acordo com o padrão da ANVISA, o que ajuda a poupar energia", explica o engenheiro cível Raphael Costa, da SIG Engenharia, responsável pela obra em questão. Já as lâmpadas dos prédios verdes são frias, pois são as que apresentam melhor compensação energética. As LED, por exemplo, consomem 26 watts cada contra os 32 watts da tradicional. 

Edifícios ecologicamente corretos investem também em fontes de energia renováveis, como eólica e fotovoltaica. Há ainda a opção de comprá-la do Aterro de Gramacho, que produz energia a partir do lixo, ou de pequenas hidrelétricas, que causam menor impacto ambiental.

Rio Office Tower: ambientes de cores caras, que refletem a luz e dispersam o calor, e lâmpadas T5, frias, que consomem menos energia.


4 - Qualidade ambiental interna. Um prédio verde deve oferecer conforto e bem-estar aos ocupantes, o que, no caso dos empreendimentos comerciais, implica em aumento da produtividade dos funcionários. Janelas com paisagem e produtos como tinta, cola e verniz sem cheiro, por exemplo, contribuem para a saúde das pessoas, tanto física quanto mental. Não à toa, um edifício verde prioriza aspectos como a vista, boa iluminação natural e produtos sem teor de compostos orgânicos voláteis, que deixam cheiro forte. 

O controle de qualidade do ar através de filtros de ar condicionado, por exemplo, também é um ponto importante.



5 - Materiais e recursos. O selo LEED também avalia a matéria-prima utilizada na construção. A madeira certificada, a de reflorestamento ou a de ciclo vegetativo rápido, como bambu e eucalipto, são bons exemplos de material sustentável, bem como as tintas ecológicas à base d’água, como as epóxi, com baixo teor de química e sem cheiro. O Edifício Cidade Nova, um empreendimento da Bracor e da Ruy Rezende Arquitetura, tem também vidros insulados na fachada, um sistema de duplo envidraçamento que permite aproveitar ao máximo a luz natural com bloqueio do calor. Já o carpete do Rio Office Tower foi confeccionado com 80% de material reciclado, e sua cola especial não agride o meio ambiente.Além disso, costumam ser adotados nas obras verdes critérios de seleção de materiais pela distância de fabricação, evitando-se fornecedores de longe, que queimariam combustível por mais tempo nas estradas. 

A gestão de resíduos da obra também é essencial, ou seja, é preciso cuidar para que o lixo produzido durante a construção do prédio verde não sobrecarregue os aterros sanitários. Uma opção é o encaminhamento de resíduos recicláveis a empresas de reciclagem - 97% do entulho do Rio Office Tower teve esse destino.

Ventura Corporate Towers (prédio com duas torres, ao centro): edifícios verdes também priorizam aspectos como a vista.



6 - Inovações e tecnologias. As construtoras e os escritórios de engenharia devem também ser criativos se quiserem conquistar o selo verde com pontos adicionais (não à toa existe o LEED Prata, o Gold e o Premium). No escritório do próprio GBC Brasil, em São Paulo, há, por exemplo, um moderno sistema de descontaminação do ar. Revitalizar parques no entorno do prédio, ao invés de concentrar esforços apenas na própria obra, também é uma atitude sustentável extra bem avaliada no LEED.




7 - Créditos regionais. Diz respeito a adaptações que estimulem mudanças culturais de comportamento. É o caso, por exemplo, do prédio comercial Ventura Corporate Towers, construído pela incorporadora norte-americana Tishman Speyer e pela Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. Detentor do selo LEED Gold, o prédio disponibiliza vagas preferenciais para carros a álcool ou gás natural, desestimulando o uso da gasolina. Elas ficam estrategicamente mais próximas aos acessos principais do edifício, ocupado por escritórios do BNDES e da Petrobras. A estratégia é a mesma no Edifício Cidade Nova, que também dispõe de vagas reservadas aos veículos de baixa emissão de poluentes.


Fonte: Veja Rio


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Palhoça entra para o grupo dos 8% dos municípios brasileiros com coleta de lixo reciclável!



Agora é oficial: Palhoça vai entrar  no seleto grupo de apenas 8% dos 5.565 municípios brasileiros que adotam programas de coleta seletiva de lixo no país. Durante a primeira edição do Workshop em Gestão e Aproveitamento Energético dos Resíduos Sólidos Urbanos em Palhoça/SC (GERSUP-SC), que aconteceu na quinta, dia 10 de novembro, na Unisul, a atual administração de Palhoça assina a ordem de serviço que lança a coleta seletiva para o destino do lixo produzido pelo município, cerca de 150 toneladas diária.   “ Palhoça vai assim crescer com sustentabilidade ambiental”, afirma o prefeito do município, Ronério Heiderscheidt, que sempre lutou para implantar no município um destino ecologicamente viável para o lixo produzido pela população de mais de 130 mil habitantes da cidade. Hoje a empresa responsável pelo recolhimento do lixo no município só faz a coleta tradicional e leva o material para a estação de tratamento localizada em Biguaçu. 

Diariamente o Brasil produz 150 mil toneladas de lixo, das quais 40% são despejadas em aterros a céu aberto. O destino adequado do lixo é um problema que afeta a maioria das cidades, apenas 8% dos 5.565 municípios adotam programas de coleta seletiva. Os dados são de um estudo realizado pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem e mantida por empresas privadas.

O Brasil tem hoje uma Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei Federal 12.305, de 2 de agosto de 2010, e regulamentada pelo Decreto Federal 7.404, de 23 de dezembro de 2010.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Construções sustentáveis geram lucros.


O construtor holandês Coen van Oostrom, de 41 anos, tem vista para o Mosa de seu escritório em Roterdã. Nas margens do rio estão diversos edifícios neutros em CO2. Todos construídos por ele. Ele espera agora que os escritórios ecologicamente corretos que ele desenvolveu nesta cidade se espalhem por todo o mundo.

No mês passado, Van Oostrom foi homenageado por Bill Clinton. Durante o encontro anual da Clinton Global Initiative, o ex-presidente norte-americano o descreveu como um catalisador para o desenvolvimento de imóveis sustentáveis.

Este reconhecimento não caiu do céu. Em 2007, a empresa de Van Oostrom, OVG, aceitou o desafio de desenvolver em cinco anos um bilhão de dólares em edifícios que gastassem até 60% de energia. Este objetivo foi atingido dentro de três anos.



Nada de abraçar árvores

Por estes resultados, o fundador da OVG na Holanda agora é conhecido como o ‘construtor verde’. Mas por mais lógico que isto soe, não o é. “Eu não tinha muito a ver com isso. Embora achasse que como empreendedor sempre tinha que levar o meio ambiente um pouco em conta, com a ‘pegada’ social que se deixa. Mas eu achava que o movimento ambiental na época era muito negativo e de esquerda. Neste período eu não era nenhum ‘abraçador de árvores’.”

Seus olhos se abriram quando ele presenciou, há cinco anos, uma palestra de Al Gore. A mensagem do vencedor do prêmio Nobel e ativista ambiental era clara. O aquecimento global é um fato e a solução não virá de governos ou organizações como o Greenpeace. São os empresários que têm que dar os primeiros passos para a produção verde, ambientalmente correta.


Duas faces da medalha

A mudança para a construção sustentável mostrou-se mais fácil do que ele imaginava. A OVG enviou seus funcionários para diferentes partes do mundo para coletar conhecimento e técnicas sustentáveis. A empresa descobriu que o desenvolvimento de inovações sustentáveis estava bem mais adiantado do que se esperava. Construir de maneira sustentável é, portanto, muito mais barato do que era antigamente. Só que quase ninguém sabe disso.

Com isso também é possível conquistar potenciais clientes. Van Oostrom demonstra a eles que os custos extras para fazer um edifício sustentável são rápida e facilmente recuperados, uma vez que os gastos de energia diminuem em 70%.

“Vemos isso como as duas faces da medalha: é bom para a sociedade e é bom para a empresa. Assim nós podemos investir e fazer novas inovações. É uma situação fantástica, em que todos saem ganhando. Sustentabilidade só pode ser sustentável se a longo prazo der lucro. De outra forma, no final você não consegue sobreviver à violência da competição de mercado.”


C40

Ele faz questão de dividir esta mensagem com governos, empresas e construtores em todo o mundo. Por isso, a pedido do ex-presidente dos EUA Bill Clinton, ele está criando uma rede de troca de conhecimentos e um fundo de um bilhão de dólares. Desta forma, as cidades que fazem parte da Clinton Global Initiative, o C40 Large Cities Climate Leadership Group se tornarão energeticamente eficientes e mais ambientalmente corretas. Segundo Van Oostrom, esta plataforma tem grande valor porque problemas locais das cidades poderão ser discutidos e divididos. Serão incluídos exemplos específicos de projetos sustentáveis e as formas de transmitir esta mensagem de maneira convincente a empresas e governos.

Com o fundo de um bilhão de dólares se propõe montar grandes projetos sustentáveis na Europa e outros de menor magnitude em outras partes do mundo, como a América do Sul, África e Ásia.


Ícones verdes

Estes ‘ícones verdes’ deverão ser um estímulo que desperte a reflexão. “Você tem numa cidade um edifício do qual todos sabem: este prédio é neutro em CO2. Isso faz muitas pessoas abrirem os olhos. Talvez, chegando em casa, elas pensem: deixe-me ver se posso fazer algo pra tornar meu próprio apartamento mais sustentável. Acredito muito no efeito bola de neve. Por isso é importante ter este tipo de exemplo nas grandes cidades do mundo.”

Ele espera que muitas empresas tomem a iniciativa de produzir de maneira sustentável para dar um empurrãozinho a mais no processo. Não apenas por altruísmo, mas porque isso pode gerar muitos lucros, como Van Oostrom sabe por experiência própria.


Fonte: Redimob

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Porto Alegre constrói primeira creche sustentável.

A obra da instituição atenderá a 120 crianças, das quais metade serão filhos de funcionários da Carris, maior e mais antiga empresa de transporte coletivo da cidade.


Em busca de novas alternativas que propiciem conforto, praticidade e sustentabilidade, a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (Smed) está construindo uma creche alinhada aos parâmetros ambientais. A obra da futura instituição atenderá a 120 crianças, das quais metade serão filhos de funcionários da Carris, maior e mais antiga empresa de transporte coletivo da cidade. A gestão da creche será feita por meio de convênio entre as duas entidades. Com 800 metros quadrados de área, com dois pisos, a construção está em andamento, com 15% da obra concretizada. A previsão de entrega é para dezembro.

O diferencial da arquitetura é justamente os parâmetros sustentáveis empregados, que unem, segundo Fabiano Soares, arquiteto da Smed, cinco conceitos: implantação adequada ao terreno, conforto visual e térmico, iluminação natural e acústica. Tais quesitos, obtidos de forma natural, sem necessidade de aparelhos como ar-condicionado e ventiladores, explorarão ao máximo a iluminação e a ventilação natural, por exemplo.

Segundo ele, o objetivo é que o prédio não seja apenas o local onde as crianças tenham aulas. "Procuramos fazer um tripé, a relação da criança com o educador e com o local", explica. A partir de então, os pequenos, desde cedo, desenvolverão ideias relacionadas à educação ambiental. Tudo parte de diretrizes sustentáveis que, com estratégias como utilização de águas pluviais, reaproveitamento de águas cinzas – oriundas de torneiras e da cozinha –, uso de placas solares para o aquecimento de água e a cobertura vegetal, contribuem para a melhora do microclima local.

O aspecto econômico é outro ponto abordado: a iluminação natural garantirá economia e a posição dos brises permitirá a entrada do sol durante o inverno e o sombreamento no verão. O resultado será o conforto térmico e a diminuição do uso da iluminação artificial. O aquecimento da água será por meio de placas solares, e a cobertura terá forração vegetal, o que gerará conforto térmico e economia de energia de até 50%. Está prevista, também, a absorção de águas da chuva, que poderá atingir até 70%, diminuindo a erosão do solo e os alagamentos, comuns, em especial, no inverno. Com relação às águas, as pluviais serão destinadas à lavagem e à irrigação, e as cinzas reutilizadas nos vasos sanitários. O acabamento utilizará tinta à base de água, não-tóxica. As pessoas com necessidades foram contempladas dentro das especificações legais, no elevador e nos sanitários de acessibilidade universal.


Além das características favoráveis à natureza, o arquiteto busca a abordagem do lúdico. "Andando pela Carris, tive a ideia de utilizar também materiais de ônibus sucateados." Assim, serão usados corrimões de ônibus, que iriam para o lixo, como corrimãos de escadas. Outra inovação é colocar uma roleta de ônibus em frente à creche, como brinquedo. "Pretendemos com este projeto ampliar a discussão e acima de tudo beneficiar nossos principais usuários: as crianças do município de Porto Alegre, pois serão elas que aprenderão e divulgarão os ensinamentos aos seus pais, amigos e parentes, criando desta forma uma corrente ligada a educação ambiental com alcance inimaginável", finaliza o arquiteto.

Fonte: Redimob

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Salve a água de chuva.


O que mais preocupa hoje os ecologistas é a escassez cada vez maior da água potável. Por isso, não param de surgir torneiras com timer e chuveiros que dimensionam o consumo correto da água de acordo com a necessidade. Além disso, é recomendado o aproveitamento da água de chuva para a irrigação do jardim e para a descarga dos banheiros. Para isso, precisa construir uma cisterna no terreno das casas. Mas poucos possuem espaço para isso.
Agora surgiu uma novidade para residências que ficam em áreas pequenas. É um reservatório de água, com sistema exclusivo, chamado Tanque Slim, da FortLev.  Possui dois mil litros de capacidade de armazenamento da água de chuva. Pode ter pintura personalizada.



Fácil de instalar, o tanque não precisa ser enterrado. Pode ser fixado a uma base de cimento e conectado às instalações hidráulicas, sem necessidade de furos. Interligados um ao lado do outro podem formar um muro da casa. Essa prática é comum em países como a Austrália.

A água fica protegida da luz solar, do calor e da entrada de animais e insetos por uma tampa encaixável. Possui ainda uma caixa separadora de folhas. As paredes internas são lisas e, com um jato de água, é possível fazer a limpeza. Para retirar a sujeira, há a abertura do dreno. Enfim, uma boa solução para salvar a água do planeta!



Fonte: Casa e Jardim

terça-feira, 28 de junho de 2011

Que tal aderir a um jardim vertical?


A técnica é antiga, mas pode ser uma excelente solução para ambientes menores e multifuncionais.



Nada como um belo jardim para dar um toque diferenciado na casa. Porém, aqueles que moram em ambientes menores, devem desistir da ideia de ter um ambiente com muito verde?

Não. Os jardins verticais vem suprir essa carência em pequenos espaços pois utiliza paredes, muros e fachadas. Segundo o blog da arquiteta Karoline Stolf, no post “Jardins Verticais: decoração sustentável”, estes podem ser implantados em um local de destaque dentro do imóvel, dando-lhe mais vida, harmonia e requinte. “Seu design diferenciado valoriza muito qualquer ambiente”, explica.

No Brasil, um dos ícones do paisagismo brasileiro é Gica Masiara, da empresa Quadro Vivo, que patenteou seu primeiro produto com o conceito de jardim vertical em 1994. Dois de seus principais projetos são “quadro vivo", considerado objeto de decoração ecologicamente correto e “painel vivo”, que pode preencher paredes e muros de qualquer tamanho.



Aumento da biodiversidade

Em geral, são utilizadas plantas de espécies epífitas, como samambaias e bromélias, que requerem poucos nutrientes e uma pequena quantidade de água para se manterem vivas e se desenvolverem. “Essas plantas conseguem retirar seus nutrientes da atmosfera, e devido a sua baixa exigência e lento crescimento, são ideais para esse tipo de jardim”, ressalta Karoline.


Os jardins verticais, além de serem uma peça diferenciada na decoração de um ambiente, possibilitam aumento da biodiversidade, conforto térmico e acústico para ambientes internos, redução da poluição do ar, emissão do carbono, ou seja, tem um papel significativo para a sustentabilidade.



“Esta técnica possibilita também diminuição da temperatura, tanto do micro quanto do macroambiente externo pelo controle da energia solar, além de contribuir para maior durabilidade dos prédios, pois diminui a amplitude térmica”, explica a arquiteta.

Por: Redação Redimob.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Slow Motion


O movimento tende a ser mais lento daqui a para frente. Nada a ver com profecias ou eclipses turbulentos. Devagar e sempre, sabe como? Venho pensando nisso ao contabilizar as mudanças anunciadas para o nosso prosaico cotidiano. O saquinho de supermercado entre elas. Parece apenas uma questão prática, mas vai além. Mudanças de hábito que pedem calma, já pesou nisso? Sim, porque em vez de ir ao hipermercado e sair carregado de caixas de papelão recheadas de mantimentos, talvez você prefira fazer o mesmo à moda antiga. Uma vez por semana, com suas sacolas retornáveis nos braços. Talvez um carrinho de feira quando resolver comprar logo três quilos de laranjas. Mais fácil.

E as garrafas retornáveis de vidro, que já são novamente realidade? Separar vasilhames, levar para o dono da venda da esquina ou para a padaria do bairro e trocar por outras garrafas, que pesam mais e, portanto, devem ser carregadas em menor quantidade e mais vezes durante a semana. Já pensou nisso? E as lâmpadas gorduchas, convencionais, que irão sumir do mapa? Se você, como eu, já está colecionando lâmpadas com medo de ser vítima fatal de uma iluminação mais econômica, porém com qualidade muito inferior, talvez já tenha cogitado a possibilidade de voltar às velas – ao menos em situações um pouco mais íntimas. Um jantarzinho especial ou um banho demorado de banheira perde metade do encanto sob luzes frias, porém supereconômicas. Já pensou nisso?

Três exemplos práticos que podem mudar nosso jeito de viver uma semana convencional. Que talvez nos façam reduzir a velocidade, agir mais vagarosamente, ter mais paciência. Pensando bem, talvez todas essas mudanças sejam para o nosso bem. O que você acha?

Fonte: Blog Tecnisa

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Idéias Sustentáveis.



Hotel oferece refeições de graça para quem estiver disposto a gerar eletricidade. 



O Crown Plaza Hotel, em Copenhague, Dinamarca , oferece uma chance para quem quer fazer uma boa refeição sem deixar de cuidar do planeta. O hotel disponibiliza bicicletas ligadas a um gerador de eletricidade para os hóspedes voluntários. Cada um deles deve produzir pelo menos 10 Watts/hora de eletricidade aproximadamente 15 minutos de pedalada para um adulto saudável. Após o exercício, o hóspede recebe um generoso vale-refeição: 26 euros, aproximadamente 60 reais. 




Bar capta energia produzida pela dança de seus frequentadores. 



Todas as luzes e os sons de uma balada gastam uma quantia considerável de eletricidade. Pensando nisso, o dono do Bar Surya, em Londres, refez o chão da pista de dança de seu estabelecimento e o revestiu com placas que, ao serem pressionadas pelos frequentadores do lugar, produzem corrente elétrica. Essa energia é então usada para ajudar na carga elétrica necessária à casa. Andrew Charalambous, o visionário dono do bar, diz que a eletricidade produzida pela pista modificada representa 60% da necessidade energética do lugar. 





Bordel oferece desconto aos clientes que forem de bicicleta.



Um bordel de Berlim, na Alemanha, encontrou um modo criativo de atrair clientes preocupados com o aquecimento global e com a crise econômica: o estabelecimento oferece desconto para clientes que usarem bicicletas para chegar ao local, espantando a crise econômica, e ainda ajudar a frear as mudanças climáticas globais. Quem chega de bicicleta, ganha desconto. Segundo Thomas Goetz, dono do bordel Maison Denvie, a recessão atingiu em cheio os negócios. Consumidores que foram ao bordel pedalando, ou que provarem ter utilizado um meio de transporte público, recebem 5 euros de desconto sobre os tabelados 70 euros (mais de 150 reais) para 45 minutos. 





Empresa cria impressora que não usa tinta nem papel.



Quem disse que uma impressora precisa de tinta ou papel para existir? Conheça a Impressora PrePean. Diferente das convencionais, ela utiliza uma peça térmica para fazer as impressões em folhas plásticas feitas especialmente para isso. Além de serem à prova dágua, elas podem ser facilmente apagadas. É só colocá-las novamente na impressora que, através de outra temperatura, a próxima impressão ficará no lugar da anterior. A mágica faz com que apenas uma dessas folhas possa ser utilizada mil vezes. 





Universidade constrói Telhado Verde. 



O Design Verde é uma tendência da arquitetura moderna, e não estamos falando apenas da cor, mas sim de locais como o prédio de cinco andares da Escola de Arte, Design e Comunicação da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura. A construção conta com uma cobertura vegetal e sua forma orgânica se mistura com a natureza onde está inserida. Os telhados revestidos de grama servem como ponto de encontro informal, além de ajudar no equilíbrio térmico do edifício e na absorção da água da chuva. 





Designer cria pia que utiliza água desperdiçada para regar planta.



Feita de concreto polido, a Pia batizada de Jardim Zen possui um canal que aproveita a água utilizada na lavagem das mãos para molhar uma planta. Criado pelo jovem designer Jean-Michel Montreal Gauvreau, a pia vem em bacia dupla ou modelo simples. Se você está preocupado eu ensaboar toda a sua plantinha, relaxe. Uma peça no início do canal drena o liquido e só deixa água sem sabão escorrer até a planta. 




Designer cria chuveiro que o obriga a sair quando já desperdiçou muita água.



O designer Tommaso Colia criou uma solução para aqueles que adoram passar um tempão tomando uma ducha relaxante (é, você mesmo!). O chuveiro Eco Drop possui círculos concêntricos como tapetes no chão, que vão crescendo enquanto o chuveiro está ligado. Após um tempo, a sensação fica tão incômoda que te força a sair do banho e, consequentemente, economizar água. Cerca de 20% de toda energia gasta no lar vem da água quente utilizada no banho seis vezes mais do que a iluminação doméstica, por exemplo. 




Designer cria interruptor que muda de cor para ensinar crianças a economizar energia. 



Tio é o nome do interruptor em forma de fantasma que avisa, através de sutis luzes, há quanto tempo a lâmpada está acesa. Até uma hora, a expressão do fantasminha é feliz e a luz do interruptor permanece verde. Se a luz é deixada ligada por mais de quatro horas, ele se assusta e fica amarelo. Já se o morador da casa se atreve a deixar a luz acesa por mais de oito horas, o até então amigável fantasma se zanga e fica vermelho. Com o auxílio visual e tátil, espera-se que as crianças comecem a tomar consciência do desperdício de energia logo cedo, e de uma maneira divertida. 




Empresa cria grampeador sem grampos para evitar poluição. 



Grampos de grampeador são tão poluentes que uma empresa decidiu criar um novo modelo do produto, sem grampos! Em vez dos grampos a que todos estamos acostumados, ele recorta pequenas tiras de papel e as usa para costurar até cinco folhas de papel juntas. Se você se empolgou com a ideia, pode encomendar esses grampeadores personalizados para que sua empresa se vanglorie de contribuir para um mundo livre grampeadores com grampos. 




Designer cria carregador de Iphone alimentado por aperto de mão.


Eis uma invenção que dará uma mão na economia de energia. Carregue seu iPhone com um aperto de mão!  O conceito foi chamado de You can work. 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O lixo que dá lucro.

A consultoria Novociclo enxerga nos resíduos que descartamos uma ótima oportunidade de negócio.



Já imaginou um mundo sem lixo, onde tudo que fosse descartado ganhasse nova função e fosse reaproveitado? A natureza e todos nós sairíamos ganhando. Essa é a proposta da empresa catarinense Novociclo, que presta consultoria em gestão de resíduos e sustentabilidade para condomínios, associações, empresas e prefeituras. Criada em 2008, ela também implementa programas de coleta seletiva e promove cursos focados no conceito de “lixo zero”, alcançado quando o descarte é eliminado do processo produtivo. 

No ano passado, a Novociclo assumiu a administração do Espaço Recicle, um contêiner localizado em Florianópolis que coleta recicláveis. Os usuários levam o lixo e acumulam pontos, que podem ser trocados por artigos ecossustentáveis. A iniciativa é um sucesso e já atraiu cerca de seis mil pessoas. Por volta de 15 toneladas de resíduos são recolhidos mensalmente. 

A proposta inovadora e os bons resultados despertaram a atenção do fundo Harpia Sustainable Ventures, que injetou R$ 1 milhão na empresa. O diretor Rodrigo Sabatini se mostra otimista com os rumos do negócio. “A gente recebe boa resposta da população, que tem demonstrado uma consciência ambiental bem desenvolvida”, diz ele. 

O grosso da receita da Novociclo vem da consultoria ambiental, que custa a partir de R$ 3 mil e é proporcional ao tamanho do cliente — pode chegar a R$ 50 mil. Em 2010, o faturamento atingiu R$ 350 mil. A perspectiva para este ano é boa e a empresa estima faturar R$ 1,5 milhão com seu trabalho em prol da conservação do planeta. 


> BRINDES SUSTENTÁVEIS 
Bolsas ecológicas, relógios e artigos diversos feitos de material reciclado são comprados de artesãos e fabricantes de produtos ecossustentáveis. Esses produtos são dados como brinde a quem leva seus resíduos ao Espaço Recicle. 

> PARTICIPAÇÃO MASSIVA 
Nos primeiros seis meses em que assumiu a administração do contêiner, a Novociclo contabilizou a participação de 6 mil pessoas, o que representa 50% da comunidade onde o Espaço Recicle está instalado. 

> ACÚMULO DE PONTOS 
Os participantes recebem um cartão e ganham pontos conforme o volume de resíduo entregue. Um vidro vale 1 ponto; 200 gramas de jornal, 2 pontos; e 500 ml de óleo de cozinha usado, 20 pontos. Os pontos são trocados por brindes. 

> TRIAGEM E SEPARAÇÃO 
O material (latas, papelão, embalagens plásticas e garrafas de vidro e PET) é separado e depois vendido a usinas de reciclagem. 

> ENTREGA DO MATERIAL 
As pessoas coletam, separam e limpam os resíduos em suas casas e levam até o Espaço Recicle, que funciona em um contêiner no Parque de Coqueiros, na parte continental de Florianópolis. 




3 IDEIAS PARA UM PAÍS MAIS SUSTENTÁVEL


1 >>> BUSCA VERDE 
A cada 6 mil buscas no Greengle (www.greengle.com.br), uma árvore é plantada. A iniciativa é do grupo Greenvana, e-commerce de produtos ecológicos, cujo CEO é Marcos Wettreich, criador do iBest. Os resultados são os mesmos do Google. Para o grupo, a vantagem é que o Greengle amplia a visibilidade de suas outras marcas, a Eco Store e a Greenvana Style. 




2 >>> SOFTWARE DO BEM
Com o SolidWorks Sustainability, da empresa francesa Dassault Systèmes, arquitetos podem fazer projetos mais sustentáveis. O software permite selecionar materiais que minimizam o impacto ambiental e encontrar fornecedores locais. 



3 >>> COMFORT FOOD 
Em 2008, Nina Lahaliyed lançou, em Campinas (SP), a Brou’né, especializada em cupcakes caseiros. Ela apostou na tendência do comfort food, conceito associado à comida que alivia o estresse. Seus planos são crescer como franquia e chegar a todo o país em seis anos. 





Fonte: RevistaPEGN

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Governo Federal vai criar comitê para devolução de resíduos sólidos à indústria.


No próximo dia 17 de fevereiro será formalizada a criação do Comitê Orientador para Implantação de Sistemas de Logística Reversa, órgão previsto pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em 2010. Conforme o artigo 33 do regulamento, o comitê será formado pelos ministros da Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Fazenda, da Saúde e do Meio Ambiente.


O comitê deverá estabelecer parâmetros para viabilizar a logística reversa de resíduos sólidos no País. O processo consiste na coleta e  restituição dos resíduos ao setor industrial, para reaproveitamento em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação ambientalmente adequada.

Os segmentos que obrigatoriamente integrarão o processo de logística reversa são os de agrotóxicos, eletroeletrônicos e seus componentes, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes e seus resíduos e embalagens, pilhas e baterias e pneus. Mas, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), há também a intenção de regulamentar a logística reversa para embalagens. 

Se os setores não chegarem a um acordo, o comitê editará normas sobre a logística reversa dos materiais. Essas normas deverão ser válidas para todo país e terão a PNRS como base.

Na construção civil, as embalagens são colocadas em caçambas, juntamente com os resíduos oriundos da obra, dificultando a sua separação e futura reciclagem. Segundo Élcio Careli, diretor presidente da Obra Limpa, empresa de consultoria de gerenciamento de resíduos da construção civil, "a gestão de resíduos no País ainda está muito dispersa, sem exatidão de quem é a responsabilidade pelo armazenamento e reciclagem do material". Com a PNRS, fabricantes, distribuidores, comerciantes e consumidores vão compartilhar essa responsabilidade.



sexta-feira, 11 de março de 2011

Opções é o que não faltam para aderir à arquitetura sustentável.

Construir de maneira sustentável não é uma tendência, mas uma necessidade.




A construção é, uma das atividades humanas que mais utiliza recursos naturais. A arquiteta Karoline Stolf postou em seu Blog que construir de maneira sustentável, mais que uma tendência, é hoje em dia uma necessidade. "Felizmente a construção civil mundial tem assumido sua responsabilidade na busca de soluções mais sustentáveis ao meio ambiente.”




Karoline também menciona no post "técnicas construtivas para arquitetura sustentável" que há uma infinidade de recursos sustentáveis que podem ser utilizados com uso eficiente da água, energia, materiais certificados e renováveis, lembra a arquiteta. Isso inclui, por exemplo, vasos sanitários com caixa de descarga acoplada; utilização de torneiras com acionamento eletrônico ou com temporizador por pressão; Equipamentos com menor consumo e melhor eficiência energética; Iluminação de baixo consumo como lâmpadas LED, entre outras opções.



As casas sustentáveis ainda não são valorizadas como deveriam, lamenta Karoline. “Em algumas regiões, esta cultura ainda não possui o devido valor, talvez pela falta de incentivos fiscais, falta de conscientização da população. Oferecemos técnicas sustentáveis aos nossos clientes, mas ainda é visto como algo de alto valor.”


Fonte: Redimob