segunda-feira, 18 de julho de 2011

Classificados integrados às redes sociais: como conciliar relacionamento e venda?

Empresas do mercado imobiliário apostam nesta estratégia para se relacionar com o cliente, divulgar informações e apresentar oportunidades de compra via redes sociais.




O cliente navega no Facebook para se relacionar com seus amigos. Mas caso tenha interesse, também pode buscar o imóvel do seu sonho e ao mesmo tempo interagir com a empresa que oferece o produto. Relacionamento e vendas caminham juntos? Claro que sim. Algumas empresas no mercado imobiliário começam a integrar a sua área de classificados através de diversos canais sociais, como Facebook, por exemplo. 


O portal VivaReal foi uma das empresas que há cerca de um mês implantou esta iniciativa. Mesmo sem grande divulgação da funcionalidade, os usuários rapidamente passaram a enviar comentários e a interagir com os anunciantes “Isso permite um atendimento mais personalizado, ágil e direto”, segundo o Co-Fundador do portal, Diego Simon.

Mais do que oferecer uma venda, esta estratégia de marketing proporciona uma nova forma de relacionamento com o cliente. O gerente de Marketing e Novos Negócios do Grupo Home Hunters, Guilherme Carnicelli, afirma que a integração com os canais sociais possibilita à empresa não apenas vender, mas também informar. “Nossa ideia é divulgar, através desse canal, informações relevantes para os nossos "amigos e seguidores" enquanto apresentamos boas oportunidades de imóveis para compra e locação”, explica.

Relacionamento e venda

O publicitário com pós-graduação em novas Mídias, Rádio e TV, Israel Degásperi, ressalta que a internet e as mídias sociais são o primeiro passo que o brasileiro e todos os consumidores no mundo usam para saber mais sobre um produto, e principalmente se seus amigos ou pessoas que fazem parte da rede de contatos recomendam aquele produto ou serviço.

As empresas que decidem atuar com consciência nas mídias sociais estão se beneficiando do relacionamento com o cliente nos ambientes virtuais, segundo Degásperi. "Ações, como responder dúvidas pelo twitter e pelo facebook, produzir conteúdo de qualidade em um blog,proporcionar a experiência de contato e compra via facebook ou aplicativo de iphone são algumas das iniciativas que aproximam empresa e cliente nas mídias sociais”, finaliza.

Por: Redação Redimob.



terça-feira, 12 de julho de 2011

Você sabe o que é Preço justo de ações?



Muitos leitores do Blog costumam encaminhar perguntas sobre bolsa de valores. É verdade o ano de 2011 não tem sido dos melhores para a Bolsa, mas ainda considero o investimento interessante para quem pensa no futuro, com paciência e muito planejamento. Antes de tudo, vale lembrar que as aventuras sem critérios nesse tipo de investimento podem oferecer grandes prejuízos. Se, mesmo depois de ler os artigos, algumas dúvidas persistirem (isso vai acontecer), corra atrás.

Lembre-se das ferramentas disponíveis na internet para buscar mais conhecimentos, procure doar-se mais às leituras técnicas, cursos, participação em fóruns específicos. Ao procurar uma corretora, crie a cultura de conversar com o seu gestor. Essa interação lhe proporcionará conhecimentos importantes, facilitando a utilização do home broker e a criação de sua própria carteira.

Hoje, vamos abordar a formação de preço das ações, você sabia que existe o termo preço justo?

Como é formado o preço de uma ação?

De uma forma simplificada, os preços dos ativos são tidos como um reflexo das expectativas dos participantes do mercado. A alta ou baixa de um determinado preço tem como base o comportamento da empresa e o que os investidores esperam dela, seja no curto ou longo prazo. No site da Bovespa encontramos uma explicação mais detalhada e convincente:

“O preço da ação é formado pelos investidores do mercado que, dando ordens de compra ou venda de ações às Corretoras das quais são clientes, estabelecem o fluxo de oferta e procura de cada papel, fazendo com que se estabeleça o preço justo da ação.

A maior ou menor oferta/procura por determinada ação, que influencia o processo de valorização ou desvalorização de uma ação, está relacionada ao comportamento histórico dos preços e principalmente às perspectivas futuras de desempenho da empresa emissora da ação.

Tais perspectivas podem ser influenciadas por notícias sobre o mercado no qual a empresa atua, divulgação do balanço da empresa (com dados favoráveis ou desfavoráveis), notícias sobre fusão de companhias, mudanças tecnológicas e muitas outras que possam afetar o desempenho da empresa emissora da ação”

Preço Justo

O preço justo não é uma estimativa do preço máximo, mas, nas palavras de Benjamim Graham, o “preço central” – o preço em volta do qual o preço de mercado oscila ao longo dos anos. O preço cotado em Bolsa tanto pode ficar acima do preço justo, apresentando um prêmio, quanto abaixo, configurando um desconto. Os dois preços podem até coincidir, caracterizando um belo, mas efêmero, encontro entre a teoria e a prática.

É natural não vender uma ação quando a mesma atinge seu preço justo, já que o preço de mercado pode passar deste ponto. Tome o preço justo como uma referência: ao exceder esse preço, a “gravidade” começa a operar em direção contrária. É hora de ficar mais esperto.

Características do preço justo

Como é uma estimativa, estabelecida a partir de uma avaliação em boa parte subjetiva, ele não ocupa uma posição certa, mas uma faixa móvel de possíveis valores. Na medida em que novas informações são processadas por analistas, essa faixa se desloca no tempo.

Como exemplo, imagine uma empresa de crescimento sustentado de lucro. Enquanto o período de alto crescimento for se prolongando, a tendência da faixa também será a de caminhar para cima.

Temos assim uma segunda razão para não vender uma ação de uma empresa de qualidade quando ela atinge seu preço justo: há boa possibilidade de que seu preço justo aumente ao longo do tempo – sempre acompanhado pelas oscilações do preço de mercado.

A visão de longo prazo

Essas mudanças na faixa do preço justo refletem os dados financeiros, de mercado e expectativas dos participantes do mercado, podendo variar e crescer ao longo do tempo. Como sempre dissemos, é importante que se escolham boas empresas para investir e não apenas bons momentos. Empresas sérias, cujo crescimento sustentado pode ser visivelmente observado, tendem a se valorizar e a oferecer melhores retornos aos seus acionistas, especialmente no longo prazo.

Recomendamos, mais uma vez, que você não invista por impulso ou simpatia. Procure ter suas próprias opiniões, não aceite nada que não tenha fundamento. Claro, potencial de crescimento não significa crescimento certo. Assim, por mais que haja um cenário positivo em torno de um papel, lembre-se que, a partir do momento de sua ordem de compra, a responsabilidade pelo resultado é toda sua.

Boa sorte e até a próxima.

Fonte: Blog Tecnisa

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Construção programada


O estoque de áreas a serem construídas está ficando cada vez mais comum, podendo ser uma boa alternativa tanto para o proprietário quanto para as incorporadoras. Por meio do land bank (em português, banco de terrenos) é possível garantir a construção futura de empreendimentos programados, ainda mais levando-se em conta o tempo necessário para a análise e aprovação dos projetos. Para o dono do terreno significa facilidade na comercialização.

 Agilidade e rapidez no recebimento do pagamento são outras características positivas do land bank. Além da comodidade de não precisar perder tempo com questões burocráticas, que dizem respeito às documentações e outras medidas necessárias para autenticação do negócio.

Isso porque, ao contar com uma empresa que intermedeia o negócio, é possível ter mais clareza do processo que envolve a negociação, como revela a coordenadora de marketing da Gran Viver Urbanismo, Grazielle Quirino. "A intermediadora no negócio é a que mostra a regra do jogo, como funciona a parceria", diz.

Vice-presidente das incorporadoras da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Júnior reconhece o ganho de tempo no que se refere às questões burocráticas. "Quem tem que se preocupar com aprovação do projeto do empreendimento e com o processo de construção é a construtora.” Mas isso não quer dizer que o dono da área não terá que desembolsar dinheiro, como esclarece Negrão de Lima. "O proprietário do terreno também tem encargos burocráticos, pois tem de apresentar todas as certidões dele e do terreno para a efetivação da venda ou permuta."

Para as construtoras, ainda há outras vantagens em contar com o land bank, segundo o vice-presidente. É que elas podem comprar terrenos mais baratos, "já que será uma compra imediata, para ser lançado no futuro como um produto mais caro."

 A formação de um grande estoque de terrenos também é vista como positiva por Grazielle. "Com essa forma de trabalho, criamos uma margem, pois o processo de legalização da construção pelas prefeituras é moroso."

 Isso permite um trabalho simultâneo, que envolve todos os passos necessários para viabilizar mais de uma construção ao mesmo tempo. "Enquanto estamos construindo um empreendimento, trabalhamos para a liberação da incorporação de outro", diz a coordenadora de marketing.


Fonte: Jornal Estado de Minas/MG

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tempo cinza!


Tudo bem que o inverno nos inspira cores escuras, mas como decoração dura bem mais que uma estação, isso pra mim é atemporal: a cor cinza. Pra mim não tem nada mais chique e elegante. O cinza parece que remete uma sobriedade e sofisticação, que se misturado com cores certas (adoro vermelho ou preto), fica a cor perfeita.

E todas essas imagens abaixo são bem inspirativas, seja o cinza claro ou o escuro, seja na sala ou no quarto, o cinza se faz presente, discreto, porém cheio de personalidade!




Nós da Konkreta também estamos à frente nas tendências, já conhece o Village Konkreta? Todo na cor CINZA que está em alta e vai bem em qualquer estação, deixando o ambiente de sua moradia super clean! (Aptos de 2 quartos, acabamento em gesso nas salas,  sacada com churrasqueira e pia em mármore, além de ter vaga coberta para seu carro!!). Confira no nosso site KONKRETA.COM  !
Informações e dúvidas sobre nossos empreendimentos no (48) 3242-9900 ou pelo nosso e-mail contato@konkreta.com.br.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

83º Enic: nova Era da Construção – Cidadania e Qualidade de Vida

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) promove nos dias 10, 11 e 12 de agosto, no World Trade Center Sheraton Hotel, em São Paulo, a 83ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic).

O evento, que será realizado pelo Sinduscon-SP, conta com apoio da Aconvap, Aelo, Apeop-SP, Secovi-SP e Seconci-SP, reunirá cerca de 1.500 empresários do setor, que, juntamente com as principais autoridades públicas e privadas, debaterão propostas nas áreas de infraestrutura, geração de emprego e meio ambiente, bem como os projetos prioritários em desenvolvimentos na CBIC, dentre outros, com o objetivo de contribuir com a consolidação do desenvolvimento do País alcançado nos últimos anos.

A solenidade de abertura do encontro será no dia 10 de agosto, às 20h.

O principal painel do dia 11 de agosto será sobre o tema “Inovação na Construção”, com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e o do dia 12, às 10h, sobre Cidades e Sustentabilidade, com a presença da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior.

O evento contará ainda com as plenárias das Comissões Técnicas, nas tardes dos dias 11 e 12. Inscrições para o 83º Enic podem ser feitas pelo site do evento.

Mais informações pelo telefone (11) 3284-1666.

Fonte: CBIC

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Intenção de compra de imóvel triplica em dois anos.


Cerca de 9,9 milhões de brasileiros pretendem comprar um imóvel ou terreno nos próximos 12 meses, dos quais 47% pertencem à classe média, com renda familiar mensal entre três e dez salários mínimos. O número consta de um estudo do Data Popular apresentado ontem no seminário Tendências do Mercado Imobiliário, realizado pelo Sindicato Estadual de Compra e Venda de Imóveis (Secovi) de São Paulo.


A intenção de comprar um imóvel era declarada por 1,5 milhão de pessoas da classe média no primeiro trimestre de 2009, número que passou para 4,7 milhões no mesmo período neste ano, triplicando o potencial de consumo nesse nicho. Essa quantidade já é superior ao total de consumidores que mostravam essa intenção no início de 2009 (4,4 milhões), considerando todas as classes sociais.

O principal impulso para esse salto, de acordo com Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, é o programa federal Minha Casa, Minha Vida.

O principal receio para os consumidores das classes C, D e E ao comprar um imóvel é não conseguir terminar de pagar o financiamento. Já para a população de alta renda, a preocupação mais citada é a de não receber a moradia.

Fonte: Jornal do Commercio RJ

terça-feira, 5 de julho de 2011

Por que os juros são tão altos no Brasil?



Nos últimos meses foram discutidos, de forma bastante intensa, os motivos que levam o Brasil a ter altas taxas de juros. Argumentos dos bancos privados bateram de frente com os da equipe econômica do governo.  Enquanto a taxa básica de juros (Selic) continua subindo para conter o perigo inflacionário, observamos que os juros reais praticados no mercado chegam percentuais ainda mais elevados. Mas, enfim, por que esses juros são tão altos?



De acordo com os bancos e financeiras, as taxas altas se baseiam em 3 fatores determinantes:

* Alta carga tributária;
* Inadimplência;
* Lucro do banco para operação.

Na prática, e ainda segundo informações destas instituições, estes três componentes formam a composição do chamado spread bancário. É fato que existe certa razão quando lembramos que a questão fiscal no Brasil merece atenção e mudanças. De modo geral, trata-se de um item que pesa na formação das taxas e preços deste e de muitos outros setores. Aqui muita coisa custa caro porque incidem impostos demais, é fato. E os demais fatores?

Pessoalmente, não acredito que a inadimplência (mesmo elevado nos últimos meses) seja tão alta no sentido de representar um risco tão preocupante. Segundo consta, estamos diante do principal componente do spread bancário – fato que os bancos adoram frisar. O período de crise financeira, aqui e no restante do mundo, contribuiu para a tendência de alta nos índices de inadimplência. No entanto, em se tratando de Brasil, os indicadores não ficaram em valores muito mais altos do que em outros momentos.

Muito se discute sobre o cadastro positivo de informações que surge como opção para facilitar  a vida do bom pagador. Tal cadastro, como o próprio nome diz, pode vir a ser muito positivo, mas na prática não parece ser fator determinante para a queda das taxas de juros. Só isso não resolve. O tempo dirá.

Encarando a questão dos juros

Se levarmos em conta o volume de crédito total de dos últimos anos  em relação ao PIB podemos concluir que:

* Nossa oferta de crédito vem aumentando historicamente;
* Ainda estamos muito longe de outros países em desenvolvimento, onde a relação Crédito/PIB é de mais de 100%.

A lógica de juros altos praticada por aqui torna nossos empréstimos um dos piores negócios do mundo. E, parece, isso também influencia a inadimplência. Afinal, juros altos significam saldos devedores às vezes grandes demais. Como sempre faço questão de dizer, educação financeira é fundamental para evitar armadilhas disfarçadas de dinheiro fácil e rápido. Muita atenção, caro leitor. Hoje e sempre.

Cabe ressaltar, claro, que o volume de crédito praticamente dobrou entre 2002 e 2009. Entretanto, o percentual ainda é muito baixo. Aqui se evidencia a lógica de pouco crédito a preço alto, quando o crédito barato em abundância traria muito mais crescimento e oportunidade para o país. Defendo a seguinte equação:

* Juros menores = maior oferta de crédito
* Maior oferta de crédito = maior crescimento econômico

Mudanças de momento

Indo de encontro a essa lógica, os bancos públicos iniciaram uma queda mais agressiva das taxas de juros. Mas não se percebe de fato um esforço concentrado nesse sentido o governo assiste os juros e não parece ter instrumentos ou vontade de intervir nesse ponto.

De qualquer forma, para nós é fundamental aprender a lidar com o crédito de forma saudável. Dentro de uma economia desenvolvida, o acesso ao crédito é fundamental. Cobrar, negociar e buscar alternativas mais competitivas são atitudes relevantes e que servem para pressionar as instituições – tudo para que ofereçam linhas mais baratas e dentro da realidade mundial. O crédito nestes níveis ainda me assusta.

Por: Ricardo Pereira