quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Porto Alegre constrói primeira creche sustentável.

A obra da instituição atenderá a 120 crianças, das quais metade serão filhos de funcionários da Carris, maior e mais antiga empresa de transporte coletivo da cidade.


Em busca de novas alternativas que propiciem conforto, praticidade e sustentabilidade, a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (Smed) está construindo uma creche alinhada aos parâmetros ambientais. A obra da futura instituição atenderá a 120 crianças, das quais metade serão filhos de funcionários da Carris, maior e mais antiga empresa de transporte coletivo da cidade. A gestão da creche será feita por meio de convênio entre as duas entidades. Com 800 metros quadrados de área, com dois pisos, a construção está em andamento, com 15% da obra concretizada. A previsão de entrega é para dezembro.

O diferencial da arquitetura é justamente os parâmetros sustentáveis empregados, que unem, segundo Fabiano Soares, arquiteto da Smed, cinco conceitos: implantação adequada ao terreno, conforto visual e térmico, iluminação natural e acústica. Tais quesitos, obtidos de forma natural, sem necessidade de aparelhos como ar-condicionado e ventiladores, explorarão ao máximo a iluminação e a ventilação natural, por exemplo.

Segundo ele, o objetivo é que o prédio não seja apenas o local onde as crianças tenham aulas. "Procuramos fazer um tripé, a relação da criança com o educador e com o local", explica. A partir de então, os pequenos, desde cedo, desenvolverão ideias relacionadas à educação ambiental. Tudo parte de diretrizes sustentáveis que, com estratégias como utilização de águas pluviais, reaproveitamento de águas cinzas – oriundas de torneiras e da cozinha –, uso de placas solares para o aquecimento de água e a cobertura vegetal, contribuem para a melhora do microclima local.

O aspecto econômico é outro ponto abordado: a iluminação natural garantirá economia e a posição dos brises permitirá a entrada do sol durante o inverno e o sombreamento no verão. O resultado será o conforto térmico e a diminuição do uso da iluminação artificial. O aquecimento da água será por meio de placas solares, e a cobertura terá forração vegetal, o que gerará conforto térmico e economia de energia de até 50%. Está prevista, também, a absorção de águas da chuva, que poderá atingir até 70%, diminuindo a erosão do solo e os alagamentos, comuns, em especial, no inverno. Com relação às águas, as pluviais serão destinadas à lavagem e à irrigação, e as cinzas reutilizadas nos vasos sanitários. O acabamento utilizará tinta à base de água, não-tóxica. As pessoas com necessidades foram contempladas dentro das especificações legais, no elevador e nos sanitários de acessibilidade universal.


Além das características favoráveis à natureza, o arquiteto busca a abordagem do lúdico. "Andando pela Carris, tive a ideia de utilizar também materiais de ônibus sucateados." Assim, serão usados corrimões de ônibus, que iriam para o lixo, como corrimãos de escadas. Outra inovação é colocar uma roleta de ônibus em frente à creche, como brinquedo. "Pretendemos com este projeto ampliar a discussão e acima de tudo beneficiar nossos principais usuários: as crianças do município de Porto Alegre, pois serão elas que aprenderão e divulgarão os ensinamentos aos seus pais, amigos e parentes, criando desta forma uma corrente ligada a educação ambiental com alcance inimaginável", finaliza o arquiteto.

Fonte: Redimob

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Policlínica de referência será construída no antigo prédio do Fórum Municipal de Palhoça.


Agora é oficial: O prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, vai mesmo instalar no antigo prédio do Fórum Municipal, no centro da cidade, uma Policlínica de referência com 34 especialidades, 42 consultórios e com a expectativa de atender a 35 mil consultas secundárias por ano.  O projeto já está pronto. Essa unidade tem como modelo a Policlínica instalada há mais de um ano na Ponte do Imaruim, numa parceira entre a Unisul e a atual administração municipal.


A unidade da Policlínica na Ponte do Imaruim tem várias especialidades médicas e tem uma capacidade para atender cerca de 5 mil pessoas por mês. É uma parceria entre a Unisul, a Prefeitura Municipal de Palhoça e a Secretaria de Saúde do estado e funciona com os professores de Medicina e também serve como residência aos alunos dos últimos anos do curso, sediado na Unidade da Unisul na Ponte de Imaruim, em Palhoça.

A atual administração de Palhoça investe hoje 23% do orçamento municipal estimado em R$ 330 milhões na melhoria da saúde básica do município. Esse percentual é  8% a mais dos atuais 15% de investimento para os municípios brasileiros na  saúde estabelecidos pela Constituição Federal.

Esse investimento na saúde básica de Palhoça representa em números concretos a redução de 74% para 24% de pacientes residentes em Palhoça no setor de emergência no Hospital Regional de São José. Bem como, a taxa da mortalidade infantil caiu de 17% para 8% em Palhoça. E de cada 100 pacientes atendidos pela rede básica de saúde em Palhoça, apenas um necessita de internação hospitalar de alta complexidade.

Em infraestrutura, foram inaugurados os Centros de Saúde da Pinheira e da Enseada de Brito. Ainda nos próximos dias, será inaugurada a unidade de saúde  da Praia de Fora. Já estão em obras os centros de saúde do Pachecos, Vila Nova e Aririú. Ainda em construção a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), parceria com o Governo Federal e que deve ser inaugurada ainda esse ano, atendendo por mês em média 12 mil pessoas.

Essas informações fornecidas pelo Secretário de Saúde de Palhoça,  Ari Leonel, reforça o posicionamento do prefeito do município, Ronério Heiderscheidt, de que  é cada vez mais urgente a aprovação da emenda 29 que estabelece para o Governo Federal um limite de 10% de investimentos na área de saúde.


O primeiro Hospital de Olhos da região metropolitana está em obras em Palhoça, e deve ser inaugurado ainda nesse ano.

O Hospital de Olhos vai ocupar uma área total de 5.086,84 metros quadrados e foi recebido em concessão de uso pelo poder público municipal.  A obra terá  2.890,64 metros quadrados de área construída, com as seguintes dependências e capacidade: cinco consultórios para até 150 consultas/dias, cerca de três mil atendimentos mensais com 10 médicos. Ainda comportará duas salas de cirurgia com capacidade para até vinte cirurgias por dia ou 400 mensais com 4 médicos e 50 exames/procedimentos/dia. Terá entre 20 a 30 funcionários em regime de 8 horas, tratando-se de Hospital/dia. O Hospital está sendo construído na rua Siena, no loteamento Pagani II, próximo à prefeitura e custará cerca de R$ 3 milhões. O atendimento será particular e para pacientes do SUS e a gestão será do Lions.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O PBQP-H

O PBQP-H, Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat, é um instrumento do Governo Federal para cumprimento dos compromissos firmados pelo Brasil quando da assinatura da Carta de Istambul (Conferência do Habitat II/1996). A sua meta é organizar o setor da construção civil em torno de duas questões principais: a melhoria da qualidade do habitat e a modernização produtiva.

A busca por esses objetivos envolve um conjunto de ações, entre as quais se destacam: avaliação da conformidade de empresas de serviços e obras, melhoria da qualidade de materiais, formação e requalificação de mão-de-obra, normalização técnica, capacitação de laboratórios, avaliação de tecnologias inovadoras, informação ao consumidor e promoção da comunicação entre os setores envolvidos. Dessa forma, espera-se o aumento da competitividade no setor, a melhoria da qualidade de produtos e serviços, a redução de custos e a otimização do uso dos recursos públicos. O objetivo, a longo prazo, é criar um ambiente de isonomia competitiva, que propicie soluções mais baratas e de melhor qualidade para a redução do déficit habitacional no país, atendendo, em especial, a produção habitacional de interesse social.

Arranjo institucional

O PBQP-H integra-se à Secretaria Nacional de Habitação, do Ministério das Cidades, e está formalmente inserido como um dos programas do Plano Plurianual (PPA 2008-2011).



Diversas entidades fazem parte do Programa, representando segmentos da cadeia produtiva: construtores, projetistas, fornecedores, fabricantes de materiais e componentes, bem como a comunidade acadêmica e entidades de normalização, além do Governo Federal.

A gestão compartilhada se dá de forma transparente, baseada fundamentalmente em discussões técnicas, respeitando a capacidade de resposta do setor e as diferentes realidades nacionais. Nesse sentido, o PBQP-H é um programa que se constrói sobre consensos, e sobre um arranjo institucional firmado na parceria entre setores público e privado.

Conceitos

O PBQP-H procura se articular com o setor privado afim de que este potencialize a capacidade de resposta do Programa na implementação do desenvolvimento sustentável do habitat urbano. Por isso, sua estrutura envolve entidades representativas do setor, compostas por duas Coordenações Nacionais, que desenham as diretrizes do Programa em conjunto com o Ministério das Cidades. Tais diretrizes são estabelecidas em fórum próprio, de caráter consultivo: o Comitê Nacional de Desenvolvimento Tecnológico da Habitação – CTECH, cuja presidência é rotativa entre entidades do governo e do setor.

O Programa não se vale de novas linhas de financiamento, mas procura estimular o uso eficiente dos recursos existentes, oriundos de diferentes fontes (OGU, FGTS, Poupança etc.) e aplicados por diferentes entidades (CAIXA, BNDES, FINEP, SEBRAE, SENAI, etc.). Por outro lado, o Programa conta com grande contrapartida privada, sendo os recursos do Governo Federal destinados basicamente para custeio, estruturação de novos projetos e divulgação

Uma das grandes virtudes do PBQP-H é a criação e a estruturação de um novo ambiente tecnológico e de gestão para o setor, no qual os agentes podem pautar suas ações específicas visando à modernização, não só em medidas ligadas à tecnologia no sentido estrito (desenvolvimento ou compra de tecnologia; desenvolvimento de processos de produção ou de execução; desenvolvimento de procedimentos de controle; desenvolvimento e uso de componentes industrializados), mas também em tecnologias de organização, de métodos e de ferramentas de gestão (gestão e organização de recursos humanos; gestão da qualidade; gestão de suprimentos; gestão das informações e dos fluxos de produção; gestão de projetos).

Outros princípios importantes do Programa são: atuação integrada do poder público, para ampliar a otimização dos recursos e das ações, com maior sintonia entre as políticas de habitação municipais, estaduais e federal; descentralização, para fazer com que as aplicações correspondam à realidade de cada unidade da federação, ampliando o controle e a efetividade das ações; parceria entre agentes públicos e privados, para cumprir uma tarefa que é de toda a sociedade, pois a ação do poder público, isolada, será limitada; participação da sociedade civil, para assegurar que as ações do poder público estejam em conformidade com as necessidades e prioridades da população, e contar com a experiência de diversos setores da sociedade.

Porque, e como participar...

A exigência crescente do mercado e o aumento da competitividade tornam cada vez mais importante a implantação de programas de qualidade e produtividade no setor da construção civil.

Nesse contexto, o PBQP-H propõe-se a organizar o setor da construção civil em torno da melhoria da qualidade e da modernização produtiva, gerando um ambiente de isonomia competitiva. Para isso, o Programa conta com a participação ativa dos segmentos da cadeia produtiva, agregando esforços na busca de soluções com maior qualidade e menor custo para redução do déficit habitacional no país.

Essa participação ativa do setor, construída pelo consenso entre entidades, parte de uma adesão voluntária ao Programa, por meio de um processo de sensibilização e agregação do segmentos produtivos, buscando-se responder aos diagnósticos sobre os problemas existentes no setor da construção civil, respeitando as diferenças dos setores envolvidos e as desigualdades regionais.


O programa é dividido em 4 níveis, A, B, C e D.

Distribuição das empresas qualificadas por nível na Região Sul


Hoje ficamos sabendo que nós da Konkreta, conseguimos entrar no programa, estamos no nível D, estamos fazendo de tudo para chegar ao nível A, para dar mais segurança e atenção aos nossos clientes, buscando sempre melhorias, e vocês irão saber de todo o passo-a-passo para chegar no nível A, aqui pelo blog!


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Resista aos amores à primeira vista.

Por Chris Barros.



Hoje meu irmão me contou uma história peculiar sobre orçamentos e seus (às vezes) felizes desdobramentos. Só para situar o contexto histórico das cenas a seguir, o brother acaba de comprar um apartamento novinho em folha – sem boa parte dos acabamentos, portanto. Pois lá foi o jovem mancebo com sua noiva em busca do desejado e necessário armário planejado para o quarto do casal. A seguir, o diálogo que se deu na loja de móveis:

Irmão – Gostaria de saber o valor desse projeto (armário embutido, com prateleiras, gavetas, cabideiro e espelhos nas portas, nada muito fora do padrão).

Vendedor – 40 mil reais

Irmão, já se levantando em direção à porta de saída do estabelecimento – Ok.

Vendedor (ligando rapidamente para o gerente) – Um instantinho, acho que consigo um desconto bacana. (Alguns minutos de silêncio depois…) Olha só, consegui um preço ótimo: 26 mil!

Irmão (curioso para saber onde aquilo iria dar e fazendo novamente o movimento em direção à saída) – Esse valor ainda é fora de cogitação para mim amigo, obrigado.

Vendedor (já chamando o gerente à mesa de negociação) – Sr. Fulano, quanto podemos dar de desconto nesse projeto para o cliente?

Sr. Fulano – Dá para fazer por 16 mil, fechado?

Irmão (contendo a risada depois da bizarra redução de valores para o mesmo projeto inicial) – Ainda está caro.

Sr. Fulano – Oito mil está bom para o senhor?

Irmão – (Silêncio constrangedor).

Sr. Fulano – Seis mil e quinhentos reais e não se fala mais nisso!

Irmão (com ares de monge zen budista em pleno ato de meditação) – Vou almoçar, avaliar a proposta dos senhores e retorno em seguida, ok?

Algumas horas depois o projeto foi fechado pelo último valor, pago à vista, 33.500 reais abaixo do primeiro valor pedido pela loja. Outro dia mencionei por aqui uma negociação similar feita por mim com uma empresa de dedetização. Eu ainda não consegui o valor desejado, como meu irmão. Mas ficou reforçada a lição: quando o assunto envolve qualquer produto para as nossas casas, é preciso pesquisar, barganhar e jamais demonstrar seu apreço por determinado objeto em público. Amor à primeira vista, nesse caso, é sinônimo de roubada. Melhor confiar na máxima das nossas avós: “Se for para ser seu, será”. Melhor ainda pelo preço justo, certo?


Fonte: Blog Tecnisa

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Só para meninos.

Na hora de montar o quarto do bebê as ideias são muitas, afinal o que a gente mais vê por aí nas revistas de decor é dica de quarto de bebê. Mas e o que a gente faz quando o bebê cresce e aquele quarto todo fofo deixa de ser a cara dele? Hora de usar a criatividade não é?

Passeando por aí me deparei com dois quartos de menino lindos! Quem resiste? Atenção especial para a placa “No girls allowed”!  (Não permitido meninas!)


Fonte: CasaLouca

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Será esse o adeus de Steve Jobs?

Nos últimos dias de agosto, o mundo todo ficou triste com o anúncio da saída de Steve Jobs do cargo de CEO da Apple – decisão pessoal que, por decorrência dos sérios problemas de saúde, já era esperada. Era público e notório o agravamento das questões pessoais de Jobs, mas a verdade é que todos torciam por sua total recuperação e para que o dia do adeus nunca chegasse.

É verdade que a renúncia ao cargo de CEO vem acompanhada do desejo de permanência como Presidente do Conselho de Administração da empresa, mas o sentimento que prevalece tem relação com as incertezas sobre o futuro da empresa mais valiosa do mundo. A presença de Steve Jobs à frente da Apple é razão indiscutível para seu incrível sucesso.
Dificuldades e oportunidades

Jobs, filho adotado que não finalizou a universidade e teve sua vida desenhada entre altos e baixos, fez de sua persistência e visão diferenciada em relação à experiência final do usuário grandes trunfos na transformação da Apple, que hoje é modelo de competitividade e inovação.
Mesmo conhecendo e valorizando os produtos Apple e tendo muitos amigos que são apaixonados pela empresa, ainda não tive a oportunidade de ter nenhum dos seus produtos. Menciono essa curiosidade porque a considero muito importante: Jobs e a cultura Apple vão além dos seus produtos e consumidores; a empresa consegue despertar interesse e encanto mesmo em pessoas que, como eu, ainda não são seus clientes.


O que virá no futuro?

No médio prazo (entre dois e cinco anos), a Apple provavelmente não terá mudanças significativas. O planejamento é sempre realizado no longo prazo e os produtos que serão lançados nesse meio tempo já estão programados. A pergunta que se faz, e que gera angústia em muitos investidores e fãs, é quanto ao que virá depois. Tim Cook será capaz de manter o fascínio e adoração que Jobs criou com a maçã mordida?

A visão do mercado em relação ao patamar que a empresa alcançou diz tudo. As ações da Apple se valorizaram 6.795% desde que Jobs assumiu o cargo de diretor executivo da empresa, em meados da década de 90 – momento em que a empresa passava por grandes dificuldades e por pouco não faliu.


Ligando os pontos

Um dos momentos que considero mais brilhantes, e que mostra um pouco do pensamento de Jobs, está retratado em um discurso realizado para os alunos que se formavam em Stanford, alguns anos atrás. No discurso, Jobs conta um pouco de sua trajetória e como é necessário aproveitar as oportunidades que a vida nos apresenta, mesmo quando tudo não sai conforme o planejado.


É claro que, como toda grande figura pública, também despertou críticas, especialmente na sua conduta centralizadora e obstinada. Seu modo de agir e trabalhar lhe rendeu a fama de carrasco, inclusive nas palavras de muitos ex-empregados, que se diziam humilhados publicamente.


Qual será seu legado?

O que parece claro para todos nós é que se Steve Jobs não tivesse existido, possivelmente a vida tecnológica não seria tão divertida, apaixonante e livre. Este sentimento pode ser visto no comercial de lançamento do Macintosh, em 1984:




Que este não seja o adeus a Steve Jobs. Viva Jobs! Viva!


Por, Ricardo Pereira. Fonte: Blog Tecnisa

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O consumo, o crédito e nossas decisões.


O texto de hoje é mais um daqueles óbvios, que trata de uma verdade que você já conhece, mas talvez ignore: o sucesso financeiro é alcançado através de muita dedicação e construído todos os dias através de estudo, foco e comprometimento para com seus objetivos e metas. O insucesso financeiro, por outro lado, é resultado da soma de diversos fatores que nos levam a realizar escolhas erradas e certamente uma conseqüência da falta de interesse.

Errar não é o problema, cabe frisar. Triste é notar que muitos erram e não enumeram, aceitam e compreendem dali lições para o futuro. O erro propriamente dito não é o principal responsável pelo insucesso. O descuido com o aprendizado, sim.

Vivemos atualmente em um Brasil de oportunidades. Certo, mas elas não estão à disposição como em uma prateleira de supermercado. Ora, é preciso arregaçar as mangas e partir para a luta. Essa nova realidade, com estabilidade econômica e inflação sob controle, precisa ser amplamente discutida, pois grande parte da população ainda não se acostumou a lidar com essa nova vida e com as características de um país em crescimento.

Nesse contexto, um erro muito comum e que passa despercebido no dia-a-dia de muitas famílias é justamente a forma como lidamos com o crédito, o dinheiro dos outros que usamos para consumir e adquirir bens. Será que recorrer a ele para consumir sem planejamento e sem ter dinheiro é uma atitude inteligente?

Comprar é como uma droga

Segunda uma pesquisa recente, o prazer de comprar pode ser comparado ao prazer que viciados sentem ao consumir drogas. A sensação de poder adquirir aquele bem é indescritível e faz bem ao ego, mas muitas vezes faz (muito) mal ao bolso – e depois à família, ao ego e à autoestima. Mas, naquele momento, com o crédito disponível, não “saiu” dinheiro da conta, e o prazer se tornou maior ainda.

No entanto, toda a ilusão é desfeita no dia em que a fatura chega ou quando o cheque pré-datado bate na conta (e volta). Porque a conta vai chegar e com ela a negação de que o responsável pela compra sejamos nós e que o problema financeiro exista. Ao óbvio, de novo: crédito não é dinheiro grátis. Muito pelo contrário, os juros são muito altos – embora não possamos considerá-los desonestos, já que concordamos em pagá-los.

Depois do erro cometido por conta da falta de planejamento, o comum é culpar a ferramenta de crédito e a facilidade na obtenção do dinheiro emprestado. Falta olhar o próprio umbigo e admitir que o culpado é quem fez a compra, gastando o que não tinha e não podia.

Aprendendo com o passado para acertar o futuro

A razão para alguns erros na gestão do dinheiro está também em nosso passado. Quando crianças, observávamos atentamente nossos pais cometerem os mesmo erros, péssimas escolhas e dando pouco incentivo pela educação de uma forma geral. Quando o assunto era dinheiro, pior ainda! Pouco se falava, e ainda se fala, nas famílias e os exemplos são quase sempre negativos.

Como será que um adolescente vai lidar com as finanças se os pais são, via de regra, endividados e sem metas para o futuro? A tendência é a perpetuação dos problemas. No começo do artigo chamei a atenção para a forma como lidamos com os erros. Assim, quando aproveitamos a experiência para tomar decisões mais acertadas no futuro, ótimo. Muito cuidado, porque dinheiro não aceita desaforo e o crédito nesse caso pode ser uma corda que mais cedo ou mais tarde vai lhe apertar o pescoço.

Fonte: Blog Tecnisa. Texto por Ricardo, Dinheirama.