quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como combater os falsos corretores de imóveis?


Aumento na frota, campanhas de conscientização e dicas ao cliente são algumas das ações utilizadas.


A atuação das entidades sempre foi fundamental e por vezes questionadas por profissionais do mercado imobiliário. Afinal, com um mercado em expansão, também cresce a possibilidade de falsos profissionais tirarem espaço dos que estão na profissão legalmente.

E para combater estes falsos profissionais, cabe ao CRECI fazer sua parte e intensificar este combate. A exemplo disso, o CRECI-SC adquiriu quatro novos veículos e duas motocicletas, aumentando a frota de fiscalização para 10 veículos e duas motocicletas. 

“É importante investir na reformulação do trabalho no setor de fiscalização, já que a atividade fiscalizadora visa a valorização e a melhoria da imagem da profissão do corretor de imóveis, bem como a proteção do próprio profissional e a sociedade como um todo. Com melhores equipamentos e com aumento do efetivo, o setor de fiscalização poderá garantir que somente profissionais devidamente registrados junto ao CRECI atuem no mercado catarinense sem oferecer riscos,” comenta.

Cidades como Balneário Camboriú, Florianópolis, Joinville, Itapema e Blumenau são as que têm maiores índices do exercício ilegal da profissão, aponta Beims. “Hoje, onde existe um maior número de empresas imobiliárias, é onde ocorre maior autuação a falsos profissionais”, ressalta.

Nessa caso, O CRECI/SC sempre faz campanhas de valorização e conscientização justamente para, evitar a atuação de falsos profissionais que lesam e prejudicam pessoas. Mas o cliente também deve estar atento. “O que nós sempre alertamos é que quando uma pessoa for realizar qualquer negócio imobiliário, procure sempre um profissional credenciado ao CRECI para evitar dores de cabeça”, ressalta.

A precaução é simples, segundo Beims. Basta exigir do profissional que irá realizar a intermediação imobiliária o documento profissional. “É dever dos Corretores de Imóveis apresentarem ao seus clientes seus documentos profissionais, sua cédula e sua carteira profissional onde é possível ver o número de registro do CRECI/SC”, comenta.

Ambos os documentos são expedidos pelo Sistema COFECI-CRECI. Exiga sempre o CRECI do Corretor, pois esta é a garantia de negócio certo.

Por: Redação Redimob. 

Konkreta apresenta: DJ MALBORO - 25 DE JUNHO




Mais informações: contatodjandrehorn@hotmail.com

terça-feira, 10 de maio de 2011

Financiamento habitacional da Caixa bate recorde.

Com ajuda do Minha Casa, Minha Vida, banco fecha mais de um milhão de contratos em 2010.

 
Impulsionada pelo programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida), a Caixa Econômica Federal totalizou o recorde de R$ 77,8 bilhões em financiamentos habitacionais em 2010, o que representa um aumento de 57,2% em relação a 2009. Desta quantia, 53% foram destinados às famílias com até seis salários mínimos, segundo balanço divulgado pela empresa.

No ano passado, foram fechados 1.231.250 contratos no País, sendo 660.980 referentes ao MCMV. Em 2008, sem o programa, foram firmados 514.771 contratos, menos da metade dos negócios realizados em 2010. Desde o início da operação do programa, em abril de 2009, 1.005.028 imóveis foram financiados com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

A região Norte foi a que apresentou a maior alta nas contratações de financiamentos: 141,6% a mais que em 2009; no Nordeste também houve crescimento significativo de 75,7%. Com todos os aumentos, a carteira habitacional da Caixa chegou a R$ 108,3 bilhões de saldo, com alta de 53,6% em comparação ao valor contabilizado em 2009.

A Caixa fechou 2010 com lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, alta de 25,5% ante o ano anterior. O saldo total, considerando todas as operações de crédito, atingiu R$ 175,8 bilhões, com crescimento de 41,3% em 12 meses.



Minha Casa: novas regras são adiadas

Depois das reclamações das construtoras, a Caixa Econômica Federal voltou atrás e decidiu adiar para o começo de julho o cumprimento da norma que exige pavimentação nas ruas dos empreendimentos do programa MCMV.

O banco informou que até 30 de junho estão autorizadas as propostas de financiamentos de imóveis que estejam em ruas sem asfalto.

Mas para o dinheiro ser liberado, a Caixa faz algumas exigências: o imóvel precisa estar situado na malha urbana; deve ter ruas de acesso e de circulação segura e transitável; um técnico do banco precisa confirmar que o imóvel tem qualidade e segurança; os compradores precisam assinar um documento declarando ter ciência da infraestrutura da rua onde pretendem morar; entre outras regras.

A norma que exigia a pavimentação das ruas entrou em vigor no dia 14 de fevereiro, mas, no dia 28 do mesmo mês, a Caixa voltou atrás após reclamações das construtoras. Em Paulista (PE), por exemplo, que tem a maioria das ruas sem pavimentação, mais de 1.500 construções foram paralisadas e os operários demitidos. O presidente da Associação dos Construtores de Paulista, Fernando Sabino Pinho, acredita que, se os empreendimentos forem realizados em ruas pavimentadas, o projeto fica mais caro e não se encaixa no conceito de casa popular.

A partir de 1o julho, a Caixa passa a exigir, entre outras regras, que os imóveis estejam em vias pavimentadas, com solução de drenagem; sistema de abastecimento de água; esgoto; energia elétrica e iluminação pública.




Corte de R$ 5,1 bilhões derruba ações de construtoras

Em algumas construtoras, como a MRV, vendas no âmbito do MCMV atingem 85% do total

ias após o governo anunciar a redução de R$ 5,1 bilhões na previsão de gastos com o programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida), as ações do setor da construção civil despencaram na Bolsa de Valores. Entre as maiores construtoras que fazem parte do Ibovespa, principal indicador da Bolsa, a MRV Engenharia foi a que apresentou uma das maiores quedas: 6,9% em suas ações ordinárias, aquelas com direito a voto.

A MRV foi prejudicada porque é umas das principais beneficiadas pelo programa do governo. Só em 2010, as vendas da empresa enquadradas no MCMV representaram 85% do total vendido. Com relação à queda das ações, a construtora disse não se preocupar, pois o mercado já está se estabilizando. Informou ainda que "está confiante em atingir os guidances enviados ao mercado". As ações da Rossi Residencial, Cy­rela, Gafisa, Brookfield Incorporações e PDG Realty também tiveram retração.

Antes do corte, a estimativa inicial de investimento era de R$ 12,7 bilhões para o MCMV; agora o programa vai receber R$ 7,6 bilhões. "Os recursos destinados são suficientes para garantir o desembolso necessário para o andamento, em 2011, das obras já contratadas, e o início da segunda etapa, para alcançar a meta de dois milhões de unidades até 2014", explica nota assinada pelos Ministérios do Planejamento e das Cidades.



Estudos revelam vacância mínima em galpões industriais em SP

Pesquisa da Colliers International do Brasil aponta que a taxa de vacância em imóveis industriais fora de condomínios de alto padrão é de apenas 1,2%, nas cidades paulistas de Guarulhos, Osasco, Barueri, Jandira e Itapevi. O índice é considerado baixo em comparação à média nacional, que é de 7,9%. Além da dificuldade em encontrar imóveis vagos, os valores estão entre os mais altos do País, como, por exemplo, na região de Barueri, onde a locação do metro quadrado pode chegar a R$ 30.

Outro levantamento feito pela CB Richard Ellis mostra que a vacância chega a 5,6% nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Vale do Paraíba. O estudo apontou que a demanda por galpões industriais no ano passado foi 30% superior à entrega de novos imóveis. Em 2009, a taxa de vacância foi de 8,8%. O diretor comercial da CB Richard Ellis, Marcos Montandon Júnior, conta que só nos últimos dois meses de 2010, sua empresa fechou a locação de cerca de 100 mil m² de industrial parks.



CURTAS

Crédito para construtoras

O Banco do Brasil vai aumentar as linhas de financiamento imobiliário para construtoras e pessoas jurídicas. Atualmente, 85% do saldo total do financiamento imobiliário são liberados para pessoas físicas e o restante para pessoas jurídicas. O objetivo é elevar a participação desse último segmento para 60% e reduzir o de pessoas físicas para 40%. O banco fechou dezembro com saldo de R$ 3 bilhões na carteira imobiliária e quer dobrar esse número em 2011, além de fechar 100 mil contratos no Programa Minha Casa, Minha Vida.


Há seis anos

A reportagem de capa da edição 45 da revista Construção Mercado, de abril de 2005, questionava a implantação de itens de lazer e entretenimento em condomínios. Na época, eram tratados como itens "da moda" piscinas semiolímpicas, academia, pista de skate, paredes de escalada, sauna, ofurô, espaço gourmet, entre outros. Passados seis anos, esses itens ganharam ainda mais força no mercado com os conceitos de condomínio-clube.



Errata

A reportagem "O que muda na prática" (Construção Mercado 116, mar/2011), sobre a criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, contém uma incorreção quando explica a questão patrimonial do CAU. Na verdade, o artigo da lei de criação do Conselho que prevê contratação de auditoria para determinar a parcela do patrimônio do Crea-Confea que caberá ao CAU foi vetado pelo então presidente Lula. Na mensagem ao Senado, a presidência justifica que o artigo não estabeleceu "qualquer critério para a avaliação e a divisão dos ativos e passivos que compõem esse patrimônio".

Fonte: PiniWeb Construção Mercado.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Saiba quais informações inserir em um projeto para captação de recurso de investidores estrangeiros.

Histórico da empresa, empreendimentos realizados, estrutura acionária, são alguns dos dados fundamentais
   

Pequenos e médios empresários do mercado imobiliário querem aproveitar o bom momento e captar recursos de investidores internacionais para projetos diversos. Mas como dar o primeiro passo? Que informações são essenciais?

Segundo o diretor de investimentos da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico (ADIT Brasil), André Menezes, existem informações básicas que devem ser apresentadas aos investidores em todos os projetos imobiliários, sejam eles de uma empresa completa ou de um único empreendimento. “Estas informações incluem, mas não estão limitadas, ao histórico da empresa e das suas realizações, os tipos de empreendimentos que a empresa já realizou, sua estrutura acionaria, uma descrição do projeto para o qual a empresa esta captando recursos, entre outros,” comenta.

Outras informações também são importantes, segundo Menezes, como as licenças e master plan destes projetos, bem como fotos e mapa da região. “Apesar do investidor entender que nem sempre todas estas informações estão disponíveis na primeira apresentação do projeto, o empresário deve trabalhar para apresentar o maior número de dados que tiver. Outras informações, como um estudo de viabilidade econômico-financeira do empreendimento e a destinação dos recursos captados também são importantes,” ressalta. 

O empresário também deve estar atento para o formato de apresentação do projeto. Menezes recomenda as apresentações eletrônicas, em power point ou impressa. “Este formato funciona bem tanto em road shows com investidores, como também em conferências e encontros do setor. Caso o projeto já esteja em estágio mais avançado e o empresário já tenha produzido algum material, seja impresso ou em vídeo, e recomendável que também seja mostrado,” afirma.

De forma geral, os empresários devem ter em mente que quanto melhor e mais detalhado o nível destas informações, maior a chance de se obter êxito na operação.

Os profissionais do mercado imobiliário podem obter mais informações sobre como uma pequena ou média empresa pode captar recursos de investidores internacionais, na ADIT Invest, que será realizado dos dias 10 a 12 de maio, em Fortaleza, Ceará, no qual Menezes será um dos painelistas que falará sobre o tema.

Mais informações: www.aditinvest.com.br

Por: Redação Redimob.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A obra atrasou, e agora?


Os atrasos na conclusão de obras, cada vez mais frequentes no segmento residencial, po­­dem desencadear uma série de prejuízos para empresas da construção civil. Se não há como se proteger de todas as consequências, algumas medidas corretivas podem ajudar a reduzir os estragos.


Na obra

De acordo com Roberto de Souza, diretor presidente do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), as perdas se agravam a cada mês de extensão no cronograma. Quando os desajustes no prazo começam a dar os primeiros sinais, Souza recomenda a formação de uma força tarefa com profissionais qualificados para diagnosticar a origem do problema. "É preciso colocar uma lupa em cada obra. Medidas generalistas não resolvem", informa o diretor. Identificadas as causas, a equipe deve montar um plano de ação emergencial que entre no detalhe da programação da obra, semana a semana. "Pode ser que não se recupere o atraso, mas se você não fizer nada, um atraso de três meses pode chegar a seis meses ou um ano", diz.


Segundo Luiz Fernando Castilho, gerente de orçamentos da Sinco Engenharia, o replanejamento dos serviços deve ser feito a partir de novos parâmetros de produtividade, levando em conta a capacidade de fornecimento do mercado. Castilho levanta a possibilidade de se abrirem novas frentes de trabalho para executar simultaneamente serviços que não dependam um do outro. "Às vezes temos contratado mais de um empreiteiro para o mesmo serviço. Se o fornecedor de gesso, por exemplo, não consegue aumentar a equipe, eu coloco dois empreiteiros, um em cada frente de trabalho", relata. No entanto, a medida implica aumento de custos e exige mais mão de obra em um mercado onde esse recurso já é escasso. "É um exemplo a ser estudado. A solução não é simples e às vezes você pode até perder dinheiro", adverte.

Outra medida de contenção é antecipar as contratações com fornecedores e manter um controle mais rígido sobre todas as etapas construtivas, evitando assim que os atrasos se proliferem. "Se tenho gesso para daqui a um mês, tenho que ficar em cima do departamento de suprimentos para saber se já está contratado, quem é a equipe, se posso mostrar ao empreiteiro quanto ele precisa fazer por dia", exemplifica Castilho. Mas mesmo com todo o empenho para elevar a produtividade, o diretor técnico da Tecnisa Fábio Villas Boas afirma que é difícil conter as perdas financeiras. "O que você pode fazer é atuar ao longo do processo para diminuir o atraso, mas depois que o atraso ocorreu, você tem pouca margem para resolver", afirma.  "Quando você está atrasado, acaba pagando hora extra, assumindo custos maiores para conseguir um insumo mais rápido, acaba tendo mais ônus para reduzir o atraso."

Relacionamento com o cliente
Se na área financeira há pouco o que fazer, no relacionamento com o consumidor alguns cuidados podem até afastar eventuais litígios, evitando perdas ainda maiores com indenizações aos clientes. De acordo com José Geraldo Tardin, presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), o fator que mais agrava a insatisfação do consumidor não é apenas o atraso, mas, principalmente, o descaso das empresas na comunicação com os clientes: "A principal reclamação é de que o consumidor não tem qualquer feedback das empresas. Elas colocam no contrato uma carência de 180 dias e não justificam esse atraso". (Veja no boxe a discussão sobre a legalidade desse prazo.)

Entre os clientes da ABMH (Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação), a situação é parecida. "As respostas, quando vêm, são genéricas. Temos clientes que já tiveram a data de entrega prorrogada quatro vezes", conta Lúcio Delfino, diretor da entidade. "O atraso, para a maioria das pessoas, é compreensível. O principal problema é a falta de retorno da empresa. Essas pessoas vão fazer a propaganda o mais negativa possível da construtora." Ambos recomendam que a construtora explique, com franqueza e antecedência, os motivos do atraso aos consumidores. Isso evita surpresas desagradáveis na véspera da entrega, quando o consumidor já se planejou para mudar para a casa nova. Segundo comenta Fábio Villas Boas, "se você avisar com muita antecedência que está enfrentando problemas e que provavelmente o prazo será alongado, apesar de não ficar satisfeito, o cliente tem tempo para se preparar e, em geral, entende que a empresa foi transparente".

Se a sua empresa não prevê nos contratos o pagamento de multa aos compradores em caso de atraso, é recomendável que se ofereça também alguma compensação aos clientes. Segundo Lúcio Delfino, "sai muito mais barato do que pagar uma indenização" e, em geral, ajuda a prevenir brigas judiciais. As associações de mutuários aconselham os clientes a enviarem uma notificação extrajudicial à empresa antes de apelar para o Judiciário. Não é preciso esperar a notificação para agir, mas uma vez que a empresa foi notificada, essa é uma excelente oportunidade para se propor um acordo amigável. José Geraldo Tardin conta o caso de uma construtora que, após a notificação, ofereceu a troca do piso de cerâmica por porcelanato, além de melhorias nos banheiros. "O cliente ficou supersatisfeito e recebeu um imóvel com acabamento melhor pelo mesmo preço", afirma ele. Outra empresa ofereceu ao cliente o registro, a escritura e o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) gratuitos - o custo era de R$ 6 mil, segundo Tardin. "Tudo isso, para a construtora, é mais barato e não causa desgaste à imagem", conclui.


Prazo de carência: é seguro?

Uma questão que divide opiniões é a adoção do prazo de carência nos contratos de compra e venda: um período de tolerância que pode se estender a até 180 dias a partir da data de entrega.Construtores defendem que a carência é indispensável devido à complexidade do desenvolvimento de uma obra.O advogado Edwin Britto, membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB-SP, justifica:"Pode haver algum problema de fundações, algum ajuste econômico, atrasos no financiamento. Há uma série de fatores imprevisíveis inerentes ao próprio empreendimento".Por essa lógica, os atrasos começariam a ser contados apenas após o vencimento da carência.No entanto, as associações de mutuários entendem que essa prática é abusiva, pois quebra o equilíbrio contratual assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor. 

"Se a construtora tem o direito de atrasar a entrega em 180 dias, o comprador também deveria ter o direito de atrasar o pagamento das parcelas pelo mesmo período", argumenta Lúcio Delfino, diretor da ABMH. Há ainda quem alegue que a carência só pode ser utilizada se justificada com caso fortuito ou de força maior, como defende José Geraldo Tardin, presidente do Ibedec. De acordo com os entrevistados, não há lei que regulamente essa questão. Mesmo a interpretação do Judiciário é divergente. "Alguns juízes entendem que os seis meses são ilegais. Outros, afirmam que se o cliente assinou o contrato aceitando a dilatação do prazo, ele não tem o que requerer", relata Marcelo Segredo, presidente da ONG ABC (Associação Brasileira do Consumidor).

O fato é que, em um processo judicial, caso a decisão seja favorável ao consumidor, o construtor pode ter o prazo de carência anulado e, nesse caso, responderá pelos danos causados desde a data original de entrega. Diante do imbróglio jurídico, o mais prudente é sempre comunicar o atraso aos clientes com antecedência, ainda que a empresa não ultrapasse o prazo de carência. Os entrevistados garantem que muitos consumidores respeitam o que está acordado em contrato. Tudo o que eles precisam é de uma comunicação mais eficiente.


Por Pâmela Reis.
Fonte: Revista Construção Mercado

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Estamos longe de qualquer possibilidade de bolha imobiliária"

Para economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, as elevações de preços acima do normal ocorrem em empreendimentos pontuais.

A valorização de imóveis no Brasil, faz muitos especialistas e profissionais do setor atentarem para o risco de uma bolha no setor imobiliário. 

O tema será debatido durante a Adit Invest, que ocorrerá dos dias 10 a 12 de maio, em Fortaleza, Ceará. O economista-chefe do Secovi-SP e um dos painelistas do evento, Celso Petrucci , acredita que estamos longe de tal possibilidade. “O mercado imobiliário vem crescendo em níveis muitos saudáveis nos últimos anos. Pontualmente, notamos algumas elevações de preço acima do normal, mas isso ocorre em empreendimentos pontuais,” explica o economista.

Lei da oferta e procura

Não existe nenhum tipo de medida que possa conter o crescimento do preço dos imóveis. “Isso sempre vai depender da oferta de produtos e da vontade do consumidor em adquiri-los. Não é uma questão que pode ser regulada por meio de lei. O que temos percebido no mercado da cidade de São Paulo, onde analisamos os lançamentos e as vendas, é que determinados tipos de mercadoria, principalmente voltada para a classe média alta e classe alta, já atingiram um preço em que a velocidade de vendas está mais reduzida”, explica.

Petrucci também comenta que até 2014 a previsão é que o crescimento do mercado imobiliário não seja tão grande quando houve em 2010. “No ano de 2010, tivemos um crescimento forte, porque a base de 2009 ainda estava contaminada pela crise americana e no mundo todo, até pelas bolhas imobiliárias americana e espanhola”, ressalta.

Em virtude disso, o crescimento do mercado imobiliário pode ocorrer em números parecidos com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que variam de 3,5% a 5%. “Não se trata de uma desaceleração, e sim uma mudança na curva de crescimento, ou seja, o mercado vai crescer menos que cresceu de 2010 para 2008,” conclui.

Por: Redação Redimob.

Konkreta apresenta: DJ MALBORO - 25 DE JUNHO