quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Atenção para o INSS da obra!


Para fazer a regularização da construção é necessário recolher este tributo, que por vezes o interessado só tem conhecimento após a conclusão da obra.


Para o dono da obra ou o construtor fazerem a regularização da construção, averbando a existência da obra na matrícula do imóvel, é preciso se prove o recolhimento do “INSS da Obra”. Segundo o advogado, especialista em Direito Tributário, Rodrigo Arruda Sanchez, este tributo refere-se ao pagamento daqueles que trabalharam na obra, de forma regular ou informal. “É proporcional ao gasto com mão de obra, e é devido independentemente da formalização da contratação do pessoal”, explica Sanchez.

Com o grande número de trabalhadores informais no Brasil a informalidade no Brasil, é bastante comum que o conhecimento da existência deste tributo só surja quando o interessado procura o Cartório de Imóveis, após a conclusão da obra.

Segundo o artigo 45 e 46 da Lei 8212 dispõe que o prazo para o INSS descobrir que o valor não foi recolhido é de 10 anos, e que o prazo para ingressar com a ação judicial para fazer a respectiva cobrança é de mais 10 anos.

“Amparado nesta Lei, o INSS não aceitava dar a baixa neste tributo antes do prazo de 10 anos, sendo muitas vezes majorado este prazo,  pois seu inicio se contava da prova da conclusão da obra pelo “habite-se”, e não do efetivo gasto.”


Súmula vinculante

Mas a grande notícia para os contribuintes, segundo Sanchez é a súmula vinculante n.º 8 aprovada pelo Supremo Tribunal Federal em 2008,que reduz o prazo de 10 para 5 anos para o INSS descobrir a existência da obra e fazer a autuação.

“Após este posicionamento, o INSS não pode exigir as contribuições sociais com o aproveitamento dos prazos de 10 anos previstos nos dispositivos declarados inconstitucionais. Para os contribuintes que recolheram o tributo, é possível recuperá-lo, em muitas situações, mediante ingresso de ação judicial apropriada, procedimento que tem levado de dois a cinco anos para se finalizar,” completa.

Fonte: Redação Redimob

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Corretor de imóveis também precisa de segurança quando vende o imóvel.

Ter o máximo de informações sobre os possíveis compradores gera segurança e diferencial no atendimento, segundo especialista.


Não é só o proprietário que deve se preocupar com a segurança na hora da compra do imóvel. Com o grande índice de violência no país, o corretor de imóveis também deve buscar mecanismos em sua rotina de atendimento para evitar surpresas desagradáveis.

“Tenho percebido há muito tempo que alguns corretores não se preocupam quando um possível cliente liga interessado em conhecer uma unidade disponível. Essa é uma preocupação que as imobiliárias, corretores e proprietários de imóveis, devem ter. Da mesma forma, os vendedores proprietários que abrem as portas de suas casas com muita facilidade sem saber, ao menos, de quem se trata,” afirma o corretor de imóveis Rodrigo Barreto, em seu blog.


Informações sobre o cliente

Ter o máximo de informações dos clientes é um processo de fundamental importância na visão de Barreto. “Normalmente os clientes compradores não gostam de passar informações pessoais por telefone aos corretores. Mas isto gera maior credibilidade no trabalho dos profissionais do ramo imobiliário. Além disso, este é o mínimo para se ter segurança, tanto para os corretores de imóveis como para as famílias que aguardam receber em suas casas um possível cliente comprador,” comenta. 

Alguns clientes podem não se sentirem à vontade ao transmitir algumas informações pessoais. Mesmo assim, esta é uma ação que pode fazer a diferença mais tarde. “Se o cliente passar uma informação truncada, facilmente o corretor perceberá que há algo de errado com as informações prestadas. Por outro lado, os verdadeiros clientes ao perceberem este diferencial no atendimento, caso tenha interesse em vender seu imóvel, não terão dúvida a qual profissional irá confiar a comercialização do seu patrimônio”, explica.

Essas dicas além de prevenir possíveis atos criminosos podem evitar prejuízos com despesas e indenizações pela falta de responsabilidade, compromisso e o cuidado necessário com a prestação do serviço, ao qual o profissional deve estar sempre empenhado. 

Fonte: Redimob

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos.


O Boletim Focus divulgado no dia 24/10 apresentou uma correção interessante por parte do mercado em relação à inflação. Pela primeira vez em 2011 é admitido que a inflação oficial fique no topo da meta, ou 6,5%. Se a tendência é de baixa nas últimas semanas, boa parte dos veículos se esforça em chamar a atenção para o fato de ainda estarmos distante do centro da meta de inflação, que é de 4,5% ao ano.

O mesmo boletim indica que a projeção para a inflação, em 2012, é de 5,60%. O PIB (Produto Interno Bruto) também foi reavaliado pelo mercado e a projeção para o crescimento em 2011 é de 3,30%; Para 2012, a previsão sobe ligeiramente: 3,51%.


Inflação, Banco Central e taxa de juros

A “queda de braço” iniciada na penúltima reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) com o mercado e seus agentes históricos aos poucos vai encontrando um ponto de equilíbrio. Na última reunião, foi consensual a redução de 0,5 ponto percentual, fato que surpreendeu alguns veículos e agentes do mercado.

Particularmente, continuo acreditando que o Brasil ainda tem uma taxa de juros muito acima do necessário e as consequências de uma economia dependente de uma taxa de juros estratosférica têm sido muito piores do que os benefícios.

O mundo atravessa um dos períodos mais nebulosos e complicados de sua história. As dificuldades apresentadas em boa parte do mundo considerado rico (Estados Unidos e Europa) ainda não estão completamente esclarecidas e todos sabem que qualquer tipo de ajuda, nesse momento, representa apenas medidas paliativas.


Grécia, um dos problemas da Europa

O caso mais claro é discutido é o da Grécia. O país esta tecnicamente quebrado, falido. A ajuda que vem sendo definida, e que será apresentada nos próximos dias, tem prazo de validade. Fico com uma pergunta na cabeça: alguém consegue prever ou saber o que acontecerá com a Grécia daqui dois anos?

O prognóstico é o pior possível. O governo grego vai precisar cortar benefícios e diminuir ainda mais o ritmo de investimentos do país – e não poderia ser diferente. Cada vez mais observaremos greves e outras manifestações populares que paralisarão o país e dificultarão o andamento das reformas. E isso afetará outras economias do bloco. Outra questão: as economias ricas não poderão entrar em um período de dolorosa correção e parco crescimento, como o que já ocorreu com o Japão?

Se a Grécia já é um problema nebuloso, o que vem por aí pode ser ainda pior. O que falar da Itália, com uma dívida líquida de cerca de 100% do PIB? E a Bélgica, com o percentual de dívida de 94,4% do PIB? São candidatas a problemas ou terão tempo para também implementar mudanças? As necessárias reformas farão o país crescer pouco e deixarão a população furiosa ou serão suficientes para evitar o pior?


Espanha, Itália, Portugal: bombas relógio?

A Espanha tem o mesmo déficit público da Grécia. A questão capaz de piorar as coisas tem relação com a capacidade que os governos terão de controlar os levantes populares – afinal, para superar os problemas o caminho adotado será justamente o de corte de gastos e elevação da carga tributária. Dada a dimensão e a importância dos países dentro do mundo, fica fácil perceber o tamanho da “encrenca” que muitos países poderão passar em um futuro breve.

No quadro abaixo, com informações divulgadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), podemos ver comparativamente que a bomba relógio está armada. Os dados estão em % em relação ao PIB:


Devido ao cenário internacional, temos mais do que a oportunidade, temos a obrigação de baixarmos os juros de nossa economia. É claro que de forma gradual, mas contínua. O Brasil precisa olhar para frente e deixar de lado o discurso já ultrapassado de que os juros altos são necessários para controlar a inflação. Como todo “remédio”, ele possui contra indicações e se utilizado de maneira exagerada se torna mais uma droga viciante do que uma medicação eficiente.


É claro que o atual momento é diferente de todos os demais eventos relatados e estudados nas universidades ou mesmo nos livros de economia. Mas precisamos agir sem medo e com a consciência de que a crise precisa ser enfrentada de forma concreta, com juros civilizados e que contribuam para o crescimento do país. Isso sem falar nas tão necessárias reformas, como a tributária, a trabalhista e a da infraestrutura. Todas urgentes! É preciso aproveitar para avançar.

Por: Ricardo Pereira

Profissão: Design de Móveis.

Cada vez mais o mercado abre novas portas para o mundo dos técnicos, designer's, um jeito de fazer o que você gosta, sem levar tanto tempo. Para quem não gosta de cursos muito extensos, é uma boa pedida! 

Geralmente um curso técnico de Design (Móveis, Moda, Gáfico, Comunicação) é muito prático, prepara o aluno para atuar no mercado agora, ou seja, é um curso muito focado nas necessidades do dia-a-dia das empresas, além de ser rápido, em média os cursos técnicos levam cerca de 2 anos para serem concluídos. Hoje iremos falar um pouco sobre o Design de Móveis, fique atento e conheça um pouco mais dessa área que anda crescendo cada dia mais.


Elaborar projetos de móveis e peças de decoração de acordo com o espaço disponível e as necessidades do cliente. Lhe pareceu simples? Não mesmo, com o passar dos anos o Ser  Humano vive com mais pressa, mais trabalho, menos paciência, e menos tempo. Há quem goste de decoração, mas nem sempre tem o bom senso e a criatividade para decorar a sua casa, ou até mesmo a falta de tempo. E aí entra o Design de Móveis! 

O Design de Móveis analisa quais as funções que o objeto vai desempenhar naquele espaço e o uso que vai ter. No caso de um escritório, por exemplo, o especialista leva em consideração a ergonomia dos móveis. O profisisonal precisa conhecer os tipos de pinturas e técnicas de decoração, como marchetaria e découpage. Ele pode trabalhar tanto em indústrias quanto em lojas de mobiliário e de cozinhas, e também pode atuar como autônomo. 



Inspirações brasileiras de design de móveis:





A cadeira de três pés foi desenhada pelo pai do modernismo no Brasil, Joaquim Tenreiro.









Oscar Niemeyer (1907)
Mestre da arquitetura brasileira, projeta móveis com o mesmo estilo das suas construções.Linhas sensuais marcam a linha de móveis assinados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. É composta por 14 itens, incluindo esta Cadeira de Balanço, feita de madeira, palhinha e couro. A peça é comercializada em pequena escala, ao preço de R$ 38.500,00



Zanine Caldas (1919-2001)
“Arquiteto, sem ter cursado faculdade nenhuma, mas com uma experiência inigualável, Zanine nunca aterrou ou alterou solos para construiu uma casa. Uma sala, por exemplo, poderia conter uma rocha imensa que fazia parte da topografia local.” –  Trecho retirado do blog Decoeuração. Conhecido como mestre da madeira, Zanine fazia móveis de linhas elegantes e sempre se preocupou em preservar nossas florestas.



Geraldo de Barros (1923 – 1998)
Foi um pintor, designer e fotógrafo brasileiro. Sua obra se estende também à gravura, às artes gráficas e ao desenho industrial. Geraldo criou um sistema de móveis modulares fabricados pela Unilabor.





Marcelo Rosenbaum
É difícil encontrar o brasileiro que nunca ouviu falar de Marcelo Rosenbaum. Aos 39 anos, o carismático e perfeccionista designer atua está mais de duas décadas no ramo e comanda, desde 1992, o Rosenbaum Design, escritório que atua nas áreas de design de interiores, cenografia, curadoria e consultoria em espaços residenciais e comerciais de diversificados segmentos do mercado. Foi capitaneando o quadro “Lar, Doce Lar”, no Caldeirão do Huck (sábados, às 14h30, na TV Globo), que Rosenbaum definitivamente caiu no gosto do povo.



Estes são alguns dos muitos excelentes profissionais da área. A cada ano, novas formas, cores e matéria-prima dão forma e charme aos móveis brasileiros. Ficou interessado? Na maioria dos estados do país existem escolas técnicas, cursos de Design, agora que você conheceu um pouco mais sobre essa profissão, procure, se informe e mãos à obra!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Morar ou investir: critérios para compra de imóveis são diferentes, dizem especialistas.


As paredes bem cuidadas, a parte hidráulica e elétrica em ótimo estado de conservação e uma excelente aparência. Estes podem ser considerados alguns critérios básicos para a decisão de compra de um imóvel, certo? Nem sempre.

Isso porque quem adquire um imóvel com objetivo de investimento costuma analisar a compra do bem de forma diferente. “Os critérios de análise mudam quando se quer morar ou investir”, afirma o diretor-presidente da Vitacon Incorporadora, Alexandre Lafer Frankel. “Para quem compra pensando em morar, o imóvel é uma necessidade, enquanto, para quem quer investir, ele é apenas um ativo financeiro que pode proporcionar rentabilidade”, diz o executivo.

O vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) e autor do Livro “Imóveis, Seu Guia Para Fazer da Compra e Venda um Grande Negócio”, Luiz Calado, afirma que quem compra o imóvel para investir precisa olhar para fatores como o estado de conservação e a possibilidade de vender o bem por um preço melhor do que aquele que foi pago. “Quanto mais benfeitorias você vier a fazer no imóvel (reformas e melhorias), maior o ganho de capital,”, afirma Calado.

Por isso, ele ressalta que quem compra o bem com o intuito de obter rentabilidade deve preferir imóveis em pior estado de conservação, que precisem de reparos e de reformas.

“Entre uma casa linda, muito bem conservada e outra igualzinha, mas em péssimo estado de conservação, precisando de manutenção, aquela que precisa de manutenção vai ter um preço muito mais atraente”, afirma. “Se você está comprando para fazer dinheiro e registrar ganho de capital, esta que é a oportunidade, e não a casa que já está com o valor de mercado praticamente alinhado”, continua o especialista.

Segundo ele, quem compra um imóvel com o objetivo de investir também deve aceitar um pouco mais de risco. Isso quer dizer que o investidor pode adquirir imóveis em regiões mais afastadas, que tenham boas possibilidades de se desenvolverem e se tornarem locais bastante procurados. “A pessoa tem que olhar para onde a cidade está avançando e comprar com base nisso”, afirma Calado.

Já aqueles que compram com objetivo de morar costumam se atentar para outros detalhes. “A compra é muito emocional. Quando você entra em um imóvel mal cuidado, com rachaduras, onde nada funciona, acaba se desanimando e perdendo a vontade de comprar”, diz Calado.


Tamanho e localização

 A escolha do tamanho e da localização do imóvel também varia, se o objetivo for investir ou morar. De acordo com Frankel, quem pretende investir deve optar por imóveis menores e próximos a regiões com grande fluxo de pessoas. “Os ativos preferidos de quem investe são os residenciais compactos. Isto porque, frente ao preço, a renda obtida com o aluguel é mais interessante e esse tipo de imóvel também possui mais liquidez”, afirma.


Segundo ele, esses imóveis estão sendo muito procurados atualmente, por conta da falta de opções na rede hoteleira e também devido a uma mudança cultural dos brasileiros. “Existe o problema de falta de leitos nos hoteis e tem também o fato das pessoas estarem se casando mais tarde e tendo menos filhos, o que faz com que imóveis menores tenham uma demanda bastante elevada”, diz Frankel.

Já aqueles que pretendem comprar um imóvel para morar se baseiam mais nas necessidade da família, de acordo com a quantidade de filhos e a localização do bem. “Mas, mesmo que a pessoa compre para morar, também acaba pensando um pouco em investimento”, afirma Frankel. “Ninguém quer fazer um mau negócio ou perder dinheiro”, completa.


Fonte: InfoMoney


Seja qual for a sua escolha, morar ou investir, a Konkreta tem um bom negócio para você!

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mobile marketing: por que investir?

Custo reduzido, segmentação do público e personalização são algumas das vantagens proporcionadas.


Estamos na era da mobilidade. Um relatório divulgado pela Anatel afirma que o Brasil fechou o mês de setembro com mais de 227 milhões de acessos à telefonia móvel. A mudança atinge o comportamento do consumidor e também os planejamentos de marketing. Afinal, qual a vantagem de utilizar o mobile marketing para atingir o público-alvo? 

Para o publicitário com pós-graduação em Novas Mídias, Rádio e TV, Israel Degásperi (@idegasperi), as vantagens em utilizar estratégias de mobile marketing são inúmeras, desde a quantidade de brasileiros que a possuem até o nível de interação que essas campanhas conseguem. “Esta é uma excelente tática e não deve ser ignorada. Ações envolvendo mobile marketing permitem a segmentação do público, o que eu acho bem interessante. Você consegue atingir só usuários de smarthphones ou usuários da classe D e E, por exemplo, com SMS gratuito ou com um valor bem acessível”, explica Degásperi.

Custo reduzido

Para a coordenadora de Marketing da Agência Digital InMeta, Camila Renaux (@camilarenaux),  o custo reduzido é uma das grandes vantagens da utilização do mobile. “Estas campanhas permitem atingir o público-alvo com um custo menor do que a utilização de outros meios de publicidade como a TV, que possui um custo absoluto muito expressivo”, comenta.

Confira outras vantagens em utilizar o mobile marketing, segundo Camila Renaux.

- Hipersegmentação: “O anunciante pode facilmente atingir seu público-alvo, selecionando alguns critérios como idade, sexo, escolaridade, hobbies.”

- Personalização: “Você pode enviar mensagens apenas para determinados grupos de consumidores, características demográficas ou agrupados de acordo com as necessidades em comuns.”

- Comodidade: “O telefone é um dispositivo que os usuários carregam com eles. Desta forma, você pode acessá-los a qualquer hora e em qualquer lugar.”

- Velocidade: “As campanhas movéis necessitam de pouco  tempo para por em pratica  e permite ter um controle imediato sobre a campanha.”

- Permanência: “A mensagem na caixa postal do destinatário, se ela for considerada interessante por eles, poderão transmiti-la para ampliar seu círculo de relações e de espalhar a mensagem."

- Mensuração: por ser marketing direto, tudo pode ser medido!

Os dispositivos móveis são um sonho de consumo brasileiro, que tornou-se realidade. “O acesso à internet por esse meio já é maioria entre a população e diversos produtos, como as buscas do Google baseadas em geolocalização, mobile commerce e o mobile payment,” finaliza Camila.

Fonte: Redimob

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Construções sustentáveis geram lucros.


O construtor holandês Coen van Oostrom, de 41 anos, tem vista para o Mosa de seu escritório em Roterdã. Nas margens do rio estão diversos edifícios neutros em CO2. Todos construídos por ele. Ele espera agora que os escritórios ecologicamente corretos que ele desenvolveu nesta cidade se espalhem por todo o mundo.

No mês passado, Van Oostrom foi homenageado por Bill Clinton. Durante o encontro anual da Clinton Global Initiative, o ex-presidente norte-americano o descreveu como um catalisador para o desenvolvimento de imóveis sustentáveis.

Este reconhecimento não caiu do céu. Em 2007, a empresa de Van Oostrom, OVG, aceitou o desafio de desenvolver em cinco anos um bilhão de dólares em edifícios que gastassem até 60% de energia. Este objetivo foi atingido dentro de três anos.



Nada de abraçar árvores

Por estes resultados, o fundador da OVG na Holanda agora é conhecido como o ‘construtor verde’. Mas por mais lógico que isto soe, não o é. “Eu não tinha muito a ver com isso. Embora achasse que como empreendedor sempre tinha que levar o meio ambiente um pouco em conta, com a ‘pegada’ social que se deixa. Mas eu achava que o movimento ambiental na época era muito negativo e de esquerda. Neste período eu não era nenhum ‘abraçador de árvores’.”

Seus olhos se abriram quando ele presenciou, há cinco anos, uma palestra de Al Gore. A mensagem do vencedor do prêmio Nobel e ativista ambiental era clara. O aquecimento global é um fato e a solução não virá de governos ou organizações como o Greenpeace. São os empresários que têm que dar os primeiros passos para a produção verde, ambientalmente correta.


Duas faces da medalha

A mudança para a construção sustentável mostrou-se mais fácil do que ele imaginava. A OVG enviou seus funcionários para diferentes partes do mundo para coletar conhecimento e técnicas sustentáveis. A empresa descobriu que o desenvolvimento de inovações sustentáveis estava bem mais adiantado do que se esperava. Construir de maneira sustentável é, portanto, muito mais barato do que era antigamente. Só que quase ninguém sabe disso.

Com isso também é possível conquistar potenciais clientes. Van Oostrom demonstra a eles que os custos extras para fazer um edifício sustentável são rápida e facilmente recuperados, uma vez que os gastos de energia diminuem em 70%.

“Vemos isso como as duas faces da medalha: é bom para a sociedade e é bom para a empresa. Assim nós podemos investir e fazer novas inovações. É uma situação fantástica, em que todos saem ganhando. Sustentabilidade só pode ser sustentável se a longo prazo der lucro. De outra forma, no final você não consegue sobreviver à violência da competição de mercado.”


C40

Ele faz questão de dividir esta mensagem com governos, empresas e construtores em todo o mundo. Por isso, a pedido do ex-presidente dos EUA Bill Clinton, ele está criando uma rede de troca de conhecimentos e um fundo de um bilhão de dólares. Desta forma, as cidades que fazem parte da Clinton Global Initiative, o C40 Large Cities Climate Leadership Group se tornarão energeticamente eficientes e mais ambientalmente corretas. Segundo Van Oostrom, esta plataforma tem grande valor porque problemas locais das cidades poderão ser discutidos e divididos. Serão incluídos exemplos específicos de projetos sustentáveis e as formas de transmitir esta mensagem de maneira convincente a empresas e governos.

Com o fundo de um bilhão de dólares se propõe montar grandes projetos sustentáveis na Europa e outros de menor magnitude em outras partes do mundo, como a América do Sul, África e Ásia.


Ícones verdes

Estes ‘ícones verdes’ deverão ser um estímulo que desperte a reflexão. “Você tem numa cidade um edifício do qual todos sabem: este prédio é neutro em CO2. Isso faz muitas pessoas abrirem os olhos. Talvez, chegando em casa, elas pensem: deixe-me ver se posso fazer algo pra tornar meu próprio apartamento mais sustentável. Acredito muito no efeito bola de neve. Por isso é importante ter este tipo de exemplo nas grandes cidades do mundo.”

Ele espera que muitas empresas tomem a iniciativa de produzir de maneira sustentável para dar um empurrãozinho a mais no processo. Não apenas por altruísmo, mas porque isso pode gerar muitos lucros, como Van Oostrom sabe por experiência própria.


Fonte: Redimob