quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Recordação também é decoração.

Especialista dá dicas de como as fotos podem fazer a diferença na decoração da casa.

Quem não registra os momentos com a família e amigos? Melhor do que reviver as boas recordações que se mesclam entre fotos guardadas no álbum ou expostas no porta-retrato, é fazer desta uma oportunidade para incrementar a decoração da sua casa ou apartamento.

Segundo a designer de interiores, Gabriela Rossini, não existem regras do que é mais adequado para cada ambiente. “ Tudo depende do objetivo da composição total que envolve a parede decorada e o contexto geral do ambiente. É importante saber o que se quer passar para o observador, do estilo e bom senso do proprietário,” explica Gabriela no post “Decoração com fotos”.

Como ponto inicial para uma boa decoração com fotografias, deve-se escolher o fundo onde serão fixadas. “Paredes neutras permitem que os adornos sobressaiam, não 'brigando' com a composição”, comenta.

O agrupamento de fotos permite múltiplas combinações entre elas: homogênea -quadros de diferentes tamanhos, porém semelhantes quanto a tonalidade das fotos e formato de molduras; assimétrica- fotos e molduras de diferentes tamanhos e cores; simétrica- pode tornar-se um pouco rígida sendo dimensões , formatos e cores iguais.

Antes de fixar as fotos na parede, Gabriela aconselha a fazer um pré arranjo em um espaço igual ao que terá disponível de parede, para visualizar a composição. Utilize as próprias molduras que serão fixadas na parede posteriormente, ou recorte papéis de tamanhos iguais as mesmas e estude o arranjo que mais lhe agrada.

Confira outras dicas da designer Gabriela Rossini.

- As alturas de fixação dos quadros variam, de acordo com a localização dos móveis mais próximos, e de forma a ficarem totalmente abrangidos no ângulo de visão do observador.

- A colocação de quadros na parede pode ser condicionada por um móvel baixo que lhe sirva visualmente de suporte e ponto focal.

- Outra dica bem atual é mesclar fotos com pinturas ou mesmo esculturas igualmente fixas a parede.

Fonte: Redimob.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Abertura do Natal Reluz, em Palhoça, recebe 20 mil pessoas.

Confira a programação do evento no município da Grande Florianópolis.


Cinco milhões de minilâmpadas de led iluminaram a abertura do Natal Reluz, em Palhoça, na noite deste domingo. Mesmo sob forte chuva, nos primeiros minutos do desfile inaugural, cerca de 20 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, assistiram à apresentação, que contou com 35 alas, 12 alegorias e 11 tripés.Com os olhos brilhantes e completamente concentrada, a pequena Pietra Barbosa, 2 anos, se deslumbrava com os bonecos gigantes que dançavam a sua frente. A mãe, Graziela Barbosa, 33 anos, diz que a filha chega a se emocionar.— Já assisti outros desfiles, mas esse não fica atrás de nenhum — comenta.

Participaram da sétima edição do tradicional evento 640 pessoas, sendo que 400 são alunos da rede pública de ensino. Neste ano, os brinquedos tomaram conta da principal avenida da cidade, em frente à Praça 15, que se transformou com a magia do Natal.Seis alas foram integradas por 100 bailarinos profissionais, que atraíram olhares tanto dos pequenos como dos adultos que aplaudiam as coreografias.— A cada ano que passa, melhora. O acabamento das fantasias está impecável — observa a aposentada Marilda Medeiros, 68 anos.Para quem não pôde conferir o desfile de abertura, o evento se repetirá nos próximos dias 11 e 18 de dezembro. O encerramento, no dia 18, será com o espetáculo Brasil Broadway 2, com a participação do Coral Show da Criança feliz, de Criciúma.





segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Gafisa reavalia 2.000 vendas pendentes da Tenda.

Incorporadora não descarta a possibilidade de cancelar algumas vendas e devolver o dinheiro ao cliente (em último caso).

Empreendimento Tenda, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador.

São Paulo – A partir de agora, a postura da Gafisa com relação à Tenda, seu braço imobiliário voltado para a baixa renda, será ultraconservadora. A decisão de só lançar empreendimentos aprovados pela Caixa Econômica Federal e que estejam com pelo menos 50% das vendas já encaminhadas visa amenizar o impacto financeiro negativo que o segmento vem gerando ao grupo.

“Dos nossos três segmentos, a Tenda é a que tem apresentado o pior desempenho financeiro, por isso decidimos adotar essa medidas cautelares. Continuamos entusiasmados com as oportunidades da baixa renda, mas herdamos alguns problemas quando compramos a construtora e precisamos resolvê-los”, afirmou Rodrigo Osmo, diretor-executivo da Tenda, em entrevista a EXAME.com.Segundo ele, atualmente cerca de 2.000 vendas estão sendo reavaliadas. Algumas, o executivo acredita ser insolúveis. “Existe a possibilidade de termos que cancelar algum negócio e devolver o dinheiro ao cliente, mas antes de chegarmos a essa decisão extrema, vamos tentar buscar soluções mais amenas”, disse Osmo.

Apesar de o número de casos reavaliados parecer alto, o executivo afirma que já foi bem maior no passado. “Quando compramos a Tenda, tínhamos cerca de 15.000 processos com problemas e já resolvemos a maior parte deles. Mas existem alguns casos que não dependem só dos nossos esforços e se houver inviabilidade técnica ou financeira terão que ser descontinuados”, afirmou.

Metas

Na semana passada, a Gafisa anunciou a redução da meta de lançamentos para este ano. O guidance inicial que estava entre 5 bilhões de reais e 5,6 bilhões de reais foi reduzido para 3,5 bilhões de reais e 4 bilhões de reais .No terceiro trimestre do ano, os lançamentos da Tenda caíram 90% no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2010. A queda acabou refletindo nos resultados operacionais totais do grupo, que, no período, apresentou redução de 15% nos lançamentos gerais.A partir de agora também, a Tenda lançará empreendimentos em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.

Fonte: Exame.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Reajustes salariais elevam custo da construção, diz FGV.



O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 0,5%, em novembro, mais do que o dobro da taxa de outubro (0,2%). No acumulado do ano, houve alta de 7,21% e, nos últimos 12 meses, de 7,84%. O INCC-M é um dos componentes do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).A elevação decorre, principalmente, dos reajustes de salários concedidos em Recife (6,94%) e em Brasília (3,75%). 

Neste caso, o percentual se refere à concessão de adicional previsto em acordo coletivo. Na capital pernambucana, os reajustes ocorreram em função da data-base.Em média, o aumento do custo da mão de obra passou de 0,16%, em outubro, para 0,73%, em novembro. De janeiro a novembro, contratar pedreiros e outros profissionais do setor custou 10,2% a mais do que em igual período do ano passado. 

Nos últimos 12 meses, a alta chega a 11,39%.O grupo materiais, equipamentos e serviços teve variação de 0,27%, ligeiramente acima da registrada em outubro (0,25%). No acumulado do ano, ocorreu aumento 4% e em 12 meses, de 4,1%.Nas sete capitais onde é feito o levantamento, o INCC-M apresentou as seguintes taxas: Salvador (o índice ficou estável em 0,1%), Brasília (de 0,14% para 2,17%), Belo Horizonte (de 0,86% para 0,08%), Recife (de 0,14% para 3,51%), Rio de Janeiro (de 0,08% para 0,13%), Porto Alegre (de 0,15% para 0,12%) e São Paulo (de 0,12% para 0,11%).

Fonte: Terra Economia.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Na onda dos prédios Verdes!

Entenda o que é um edifício ecologicamente correto e saiba por que o Rio tem investido neles.

Seguindo padrões de construção sustentável, os edifícios verdes estão conquistando os cariocas. O ator Bruno Gagliasso é um dos que investiu na causa. O novo lar do galã, que está sendo construído em São Conrado com piscina aquecida naturalmente e teto que favorece a iluminação natural, tem o projeto sustentável assinado pelo arquiteto Marcio Kogan. Até agora, no entanto, o grande filão do mercado verde tem sido os empreendimentos comerciais. O primeiro do Brasil a ganhar certificação verde é carioca, o Edifício Cidade Nova (Rua Ulisses Guimarães, 565). Nos próximos dois anos, quase metade dos lançamentos corporativos na cidade (40,8%) será de prédios ecológicos, de acordo com estudo da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield. Mais do que uma jogada de marketing das construtoras para valorizar os imóveis, que acabam saindo entre 2% e 7% mais caros na compra ou aluguel, os prédios verdes ajudam, de fato, a preservar o meio ambiente. 

E os atrativos vão além. Apesar de mais caros, os edifícios sustentáveis garantem, a longo prazo, economia de até 30% na conta de luz e 50% na de água. Isso porque, para ser considerado verde, um empreendimento precisa adotar conceitos de sustentabilidade como reaproveitamento de energia e água. "Além de reduzir os custos de operação e manutenção, ter uma sede verde implica em outros benefícios como valorização da imagem corporativa e melhora da produtividade no ambiente de trabalho", afirma Diana Csillag, diretora do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).

Portanto, não se trata apenas de instituir coleta seletiva ou oferecer um amplo jardim arborizado. São necessárias estratégias e soluções de engenharia e arquitetura bem planejadas e definidas que reduzam os impactos ambientais gerados pelo edifício durante sua construção e durante todo o período em que estiver ocupado. A questão é complexa. Não à toa, existem selos que certificam as obras verdes, garantindo sua legitimidade. O AQUA (Alta Qualidade Ambiental), que tem como base o sistema francês HQE, é um deles, concedido pela Fundação Vanzolini.O mais conhecido, porém, é o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council (GBC), órgão responsável pela concessão do certificado. Criado em 1999 nos Estados Unidos, o selo pode chegar a custar 50 000 reais. Hoje, o Brasil é o quarto país no ranking mundial de empreendimentos buscando o LEED, com 384 registrados, atrás apenas de Estados Unidos, Emirados Árabes e China. No Rio, seis edifícios já têm o certificado e 51 estão em fase de análise. Os grandes eventos esportivos - Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 - vão impulsionar ainda mais o avanço dos edifícios verdes no Rio. O GBC Brasil já firmou inclusive um protocolo com o Comitê Olímpico Brasileiro para que as obras que servirão aos jogos sejam todas certificadas.Durante o processo de certificação LEED são avaliados inúmeros fatores com base em sete critérios principais. Adapte-os para o seu lar, tornando-o eco friendly também.


1 - Escolha do terreno. 

De acordo com o engenheiro Marcos Casado, gerente-técnico do GBS Brasil, para ser verde um edifício precisa ocupar um espaço sustentável, ou seja, a escolha do terreno deve levar em conta o menor impacto durante a construção, bem como a proximidade à rede de transportes públicos e serviços. Dessa forma, evita-se o uso do carro, altamente poluente, e estimula-se a locomoção a pé e através de ônibus ou metrô, por exemplo. Este critério também diz respeito a recursos que amenizem o efeito da ilha de calor. "A temperatura na cidade, em meio ao concreto e ao asfalto, é em média 8 ºC superior em relação à de áreas arborizadas", explica Casado. 

Por isso, é importante apostar em telhados verdes, com jardim, uma vez que a vegetação, além de promover a biodiversidade, ajuda a amenizar a temperatura do prédio. Outra opção é o telhado com cobertura clara, que reflete a luz ajudando a bloquear o calor e, consequentemente, reduzindo o uso do ar condicionado.

Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, e seu telhado verde: primeira escola totalmente sustentável da América Latina.


2 - Uso racional da água. Para reduzir ao máximo o consumo, devem ser usados aparelhos economizadores como torneira eletrônica, mictório a seco, válvulas de descarga dual flush ou até mesmo vaso sanitário a vácuo. "O sistema dual flush permite usar metade da vazão de água de uma descarga convencional", explica o engenheiro civil Raphael Costa, da SIG Engenharia. Nas áreas verdes do prédio, as plantas devem ser adaptadas às altas temperaturas. 

Dessa forma, necessitam de pouca rega. E o sistema de irrigação, por sua vez, deve ser automático. Outro recurso importante é o reaproveitamento da água não potável. A da chuva ou a do esgoto tratado, por exemplo, deve ser captada para ser usada vasos sanitários ou na lavagem de pisos, por exemplo.


3 - Eficiência energética. O aproveitamento da luz e da ventilação naturais para iluminar e deixar os ambientes mais frescos ajuda a reduzir o consumo de energia. Equipamentos de ar condicionado e outros eletro-eletrônicos devem ter o selo Procel, que garante os melhores níveis de eficiência energética. O Rio Office Tower (Avenida Presidente Vargas, 1001), que aguarda o selo LEED Gold, tem ainda sistema de ar condicionado com sensor de CO2. "Os aparelhos só promovem a troca de ar quando o nível de gás carbônico está alto de acordo com o padrão da ANVISA, o que ajuda a poupar energia", explica o engenheiro cível Raphael Costa, da SIG Engenharia, responsável pela obra em questão. Já as lâmpadas dos prédios verdes são frias, pois são as que apresentam melhor compensação energética. As LED, por exemplo, consomem 26 watts cada contra os 32 watts da tradicional. 

Edifícios ecologicamente corretos investem também em fontes de energia renováveis, como eólica e fotovoltaica. Há ainda a opção de comprá-la do Aterro de Gramacho, que produz energia a partir do lixo, ou de pequenas hidrelétricas, que causam menor impacto ambiental.

Rio Office Tower: ambientes de cores caras, que refletem a luz e dispersam o calor, e lâmpadas T5, frias, que consomem menos energia.


4 - Qualidade ambiental interna. Um prédio verde deve oferecer conforto e bem-estar aos ocupantes, o que, no caso dos empreendimentos comerciais, implica em aumento da produtividade dos funcionários. Janelas com paisagem e produtos como tinta, cola e verniz sem cheiro, por exemplo, contribuem para a saúde das pessoas, tanto física quanto mental. Não à toa, um edifício verde prioriza aspectos como a vista, boa iluminação natural e produtos sem teor de compostos orgânicos voláteis, que deixam cheiro forte. 

O controle de qualidade do ar através de filtros de ar condicionado, por exemplo, também é um ponto importante.



5 - Materiais e recursos. O selo LEED também avalia a matéria-prima utilizada na construção. A madeira certificada, a de reflorestamento ou a de ciclo vegetativo rápido, como bambu e eucalipto, são bons exemplos de material sustentável, bem como as tintas ecológicas à base d’água, como as epóxi, com baixo teor de química e sem cheiro. O Edifício Cidade Nova, um empreendimento da Bracor e da Ruy Rezende Arquitetura, tem também vidros insulados na fachada, um sistema de duplo envidraçamento que permite aproveitar ao máximo a luz natural com bloqueio do calor. Já o carpete do Rio Office Tower foi confeccionado com 80% de material reciclado, e sua cola especial não agride o meio ambiente.Além disso, costumam ser adotados nas obras verdes critérios de seleção de materiais pela distância de fabricação, evitando-se fornecedores de longe, que queimariam combustível por mais tempo nas estradas. 

A gestão de resíduos da obra também é essencial, ou seja, é preciso cuidar para que o lixo produzido durante a construção do prédio verde não sobrecarregue os aterros sanitários. Uma opção é o encaminhamento de resíduos recicláveis a empresas de reciclagem - 97% do entulho do Rio Office Tower teve esse destino.

Ventura Corporate Towers (prédio com duas torres, ao centro): edifícios verdes também priorizam aspectos como a vista.



6 - Inovações e tecnologias. As construtoras e os escritórios de engenharia devem também ser criativos se quiserem conquistar o selo verde com pontos adicionais (não à toa existe o LEED Prata, o Gold e o Premium). No escritório do próprio GBC Brasil, em São Paulo, há, por exemplo, um moderno sistema de descontaminação do ar. Revitalizar parques no entorno do prédio, ao invés de concentrar esforços apenas na própria obra, também é uma atitude sustentável extra bem avaliada no LEED.




7 - Créditos regionais. Diz respeito a adaptações que estimulem mudanças culturais de comportamento. É o caso, por exemplo, do prédio comercial Ventura Corporate Towers, construído pela incorporadora norte-americana Tishman Speyer e pela Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. Detentor do selo LEED Gold, o prédio disponibiliza vagas preferenciais para carros a álcool ou gás natural, desestimulando o uso da gasolina. Elas ficam estrategicamente mais próximas aos acessos principais do edifício, ocupado por escritórios do BNDES e da Petrobras. A estratégia é a mesma no Edifício Cidade Nova, que também dispõe de vagas reservadas aos veículos de baixa emissão de poluentes.


Fonte: Veja Rio


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Neste Natal.. Faça o BEM!


O Natal está chegando... E muitas vezes só pensamos em presentear os mais próximos e acabamos nos esquecendo de quem realmente precisa. Faça parte você também, da campanha para arrecadar brinquedos e doces para doar para as crianças carentes! Vamos ajudar, qualquer ajuda é muito bem vinda!!!! Quem quiser doar algum brinquedo ou doce é só entrar em contato pelo telefone (48) 3242-1642. Ou então levar no escritório do nosso parceiro Rossill Contabilidade. 

Casamento e planejamento financeiro precisam estar juntos sempre.


Um dos assuntos que mais gosto de abordar quando falamos de finanças pessoais é o quanto o dinheiro pode, para o bem ou para mal, influenciar a vida dos casais. 

Nosso grande amigo e mestre Gustavo Cerbasi foi muito feliz ao abordar o tema no best seller “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” (Ed. Gente). Desde então, já tivemos a oportunidade de promover discussões interessantes sobre o tema em muitos artigos.

A verdade é que quanto mais conversarmos sobre o tema, melhor! Quanto mais discutirmos detalhes e aprimorarmos a relação entre a vida conjugal e o planejamento financeiro, acredito que mais poderemos contribuir para o bom andamento das famílias. Nosso papel é justamente alimentar a discussão e promover o debate trazendo opiniões, exemplos e reflexões.Dívidas, um problema fatal para os casaisUm dos primeiros pontos que me chama a atenção é a negação em enxergar que as finanças fora de ordem possuem um enorme poder destrutivo nas relações afetivas. 

Reparo no dia a dia de casais amigos que muitas vezes é mais fácil culpar alguma questão secundária e se deter na constante desculpa de que o parceiro é o vilão da história. “Ele” ou “ela” sempre “gasta mais, é descontrolado” e por ai vai.As desculpas caem por terra quando fica claro que em poucos momentos o casal destinou um mínimo de tempo para conversar e planejar os sonhos e objetivos para o futuro. 

A realidade é mesmo essa: mesmo exercendo uma vida a dois, é comum encontrarmos casos de pessoas que vivem como se fossem solteiras e não enxergam nisso um problema. Você conhece casos assim? Tenho certeza que sim.A situação vai se agravando e mais desculpas são trazidas para os poucos diálogos. 

Uma das mais comuns é acreditar que manter a independência financeira em relação ao parceiro é a “melhor alternativa” para o sucesso do casamento. Sim, é importante que cada um possa exercer sua atividade profissional e se realizar dessa forma (recebendo para tal), mas isso não quer dizer que a situação deva se resumir ao simples “este é meu dinheiro”.Como ficam os objetivos da família? E os sonhos cultivados durante muito tempo, quando vocês ainda namoravam e noivavam? E os votos do casamento? Então vale tudo, mas não vale colocar o dinheiro na história de sucesso a ser construída? Como assim? Que cumplicidade é essa? Cuidado!Vida a dois, inclusive na parte financeiraNo decorrer do caminho, é normal existirem momentos de dificuldades. Tomemos o problema para encontrar trabalho como um exemplo que, via de regra, causa redução do poder de compra da família. 

Ora, justamente por isso a conversa sobre as escolhas e padrão de vida é fundamental. Agir assim para que, lá na frente, nas novas dificuldades, um não jogue a culpa no outro por uma decisão que não deu certo.E quando falo de conversar sobre finanças com o cônjuge, não falo apenas dos gastos em comum que precisam ser planejados. É indispensável colocar na pauta algumas situações relevantes sobre o futuro, o que ainda não ocorreu e que se deseja atingir. Um dos pontos cruciais é justamente a aposentadoria: não seria o presente o momento de discutir seriamente como será a vida no futuro? É, além de você, muita gente sequer pensa nisso…Se considerarmos os recém-casados, a situação fica ainda mais complicada: são muitos os casais que estão com problemas desde o inicio do casamento. Tudo porque não planejaram os gastos e apostaram em começar uma vida a dois com uma super festa, e uma dívida enorme. Decididamente, somos aquilo que escolhemos ser. Tenho convicção em afirmar que uma festa de poucas horas não compensa o sofrimento de uma dívida galopante que precisará de muito tempo para ser resolvida.

Pensar no seu futuro é importante para seus filhos. E os filhos? A maioria dos pais, ao saber da notícia de gravidez, já começa a imaginar e idealizar uma vida perfeita e sem privações para o pimpolho(a) que está pra chegar. Já imagina uma poupança que lá na frente servirá para o filho bancar a universidade, um carro, um consultório. Tudo lindo, mas como bancar essa história se você sequer consegue andar na linha com seu próprio dinheiro?Esse sonho para os filhos pode se definir uma estratégia equivocada. É claro que o futuro dos filhos é importante, mas ele deve ser pensado ao lado de decisões capazes de garantir também a você um futuro tranqüilo. Digo isso porque também é comum vermos os pais se tornarem um problema financeiro que os filhos carregam por muito tempo. Você certamente não quer isso, quer?

Como você pode perceber, os assuntos não se esgotam. Não podemos “tampar o sol com a peneira”, simplesmente ignorando o assunto “dinheiro” em casa e suas consequências. Se você tem alguém com quem divide a vida, seus sonhos e metas, comece a trazer o relacionamento de vocês o assunto finanças. Faça isso de forma natural, construtiva, sem medos ou tabus. Encare a questão!O planejamento financeiro bem feito também ajuda a enxergar melhor os principais vilões dos relacionamentos. Em muitos casos, a falta de romantismo pode ser explicada pela falta de dinheiro. É sempre muito difícil responder à pergunta que muitos casais se fazem ao lembrar que dinheiro é importante (o que geralmente acontece quando as dívidas são enormes): o amor continua, mesmo quando acaba o dinheiro?Participe da discussão. Você fala sobre dinheiro com sua família? Isso já trouxe algum benefício prático? A relação melhorou? Conte-nos um pouco de sua história. Até a próxima.

Fonte: Blog Tecnisa